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terça-feira, 2 de março de 2021

A Chave do Sol - Capítulo 19 - Resgate, Arqueologia & Reinvenção para o III Milênio - Por Luiz Domingues

Que A Chave do Sol foi uma das mais significativas bandas da minha carreira, longeva por si só e marcada por participações em muitas bandas, dessa prerrogativa eu nunca duvidei e pelo contrário, sempre foi motivo de muito orgulho de minha parte.  

A despeito do nosso guitarrista, Rubens Gióia, ter feito várias tentativas para reconstruí-la ao longo de décadas e muitas vezes ter me convidado para fazer parte desses esforços de reunião da nossa querida banda e jamais termos logrado êxito em tais tentativas.

Na realidade nunca fora por conta de orgulho ou mágoa de minha parte que eu recusara tais ofertas de sua parte. O fato, foi que todos os convites surgiram em momentos em que eu estava muito comprometido com outros trabalhos e assim, tirante uma ocasião em 2005, que chegou a promover um ensaio entre eu (Luiz), ele (Rubens) e o nosso baterista, José Luiz Dinola, mas que não culminou em show por um outro detalhe estrutural, essa ideia de uma reunião da formação original, não prosperou jamais com o Power-Trio clássico inteiramente reunido, embora em algumas ocasiões, Dinola & Gióia houvessem promovido algumas apresentações a usarem o nome da nossa banda, com outros baixistas e vocalistas diferentes (em 2000 e 2007, por exemplo) e em 2012, o Rubens fez um show com três músicos convidados e somente ele a representar a formação original do nosso grupo.

Anos depois, eu fui convidado para fazer parte da turnê de despedida da Patrulha do Espaço, com alguns shows realizados entre 2018 & 2019. Em 2019, foi a vez de eu participar de um show reunião do Pedra, ou seja, duas outras bandas importantes em minha trajetória pessoal.  

E foi então que uma ideia germinou em minha imaginação: por que não seguir-se a mesma ideia e reunir a formação original d'A Chave do Sol, nem que fosse para um único espetáculo em caráter nostálgico?  

Respaldado pelo fato de que reviver a minha participação com a Patrulha do Espaço e com o Pedra houvera sido tão prazeroso e produtivo para agregar inúmeros valores, inclusive mais histórias para acrescentar à minha autobiografia e com muita honra, tal ideia sobre A Chave do Sol, também ter essa oportunidade e a considerar ser uma banda pela qual eu fui cofundador e tive uma história tão linda, construída ao lado de companheiros talentosos e valorosos, cresceu em minha imaginação, como uma perspectiva concreta. 

Concomitantemente, eu sempre tive a percepção de que a despeito da nossa banda ter tido um final abrupto ao final de 1987, que foi triste por gerar mágoas em todos nós, por conta de mal-entendidos, por outro lado, tais rancores indevidos já não existiam mais, há muitos anos.  

E um outro fator, a nossa banda marcara profundamente uma geração de fãs, muito fiéis do nosso trabalho e por conseguinte, desde 1988, que eu ouvia manifestações efusivas da parte de pessoas que expressavam claramente que desejariam que nós voltássemos à ativa. Eu nunca duvidei desse potencial do nosso grupo e tampouco da sincera opinião desses fãs e nos últimos anos, tais demonstrações de carinho se tornaram ainda mais frequentes através das Redes Sociais existentes na Internet. Portanto, eu sempre levei em conta tal fator. 

A questão então ganhou uma substância, quando o guitarrista, Geraldo Guimarães, o popular, Gegê, abordou-me por volta de agosto de 2019 e por ser um declarado fã de nossa banda, ele disse-me que estava envolvido com a produção de um teatro municipal, denominado: Cacilda Becker, localizado no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo e que gostaria de produzir um show d'A Chave do Sol em dobradinha com Os Kurandeiros, a minha banda dessa atualidade.  

Sobre Os Kurandeiros, que maravilha essa oferta, seria apenas definir a data, mas a respeito d'A Chave do Sol, uma banda inativa há anos, haveria de ser feita uma costura prévia, primeiro a consultar os companheiros Rubens e José Luiz, verificar se aceitariam, pensar em um vocalista convidado ou mesmo nos aventurarmos para executarmos o repertório mais instrumental, uma faceta que marcara uma fase da nossa própria banda, inclusive. 

Bem, o importante foi que a semente de um show a ser realizado em 2020, foi lançada ao ar, eu a enterrei no solo com vívido interesse, reguei e pareceu-me a grosso modo, que poderia germinar bem.

Eis que após a proposta feita pelo amigo, Geraldo "Gegê" Guimarães, a ideia passou por um processo forte de amadurecimento. Então, diante dessa prerrogativa, eu fui impelido a materializar tal sentimento.  

Por uma feliz coincidência, ao final de julho de 2019, eu recebi o recado do José Luiz Dinola, que ele houvera sido convidado por um velho amigo nosso em comum, o ex-roadie d'A Chave do Sol, Edgard Puccinelli Filho, para comparecer a um evento, a tratar-se do lançamento de um vídeoclip da banda, "Power Blues", cujos membros eu conhecia de longa data, inclusive. 

Ora, rapidamente eu também recebi o mesmo convite da parte do Edgard e assim, ficou certo de que nós dois, eu e Dinola, nos veríamos no ambiente da casa de shows, Madame Satã, onde realizar-se-ia o show do Power Blues, para lançar o seu vídeoclip da música: "Mentes Criminosas", a ser realizado em 17 de agosto de 2019. 

Durante o evento das bandas Power Blues e Santa Gang, em 17 de agosto de 2019, na casa de espetáculos, Madame Satã. Da esquerda para a direita: Edgard Pucinelli Filho a usar a sua famosa fantasia de "El Diablo", eu, Luiz Domingues, Dalam Junior (ex-Anthro e Madame Buitterfly, além de ser um dos coordenadores do evento, "Praça do Rock", nos anos oitenta, José Luiz Dinola e Lucio Zaparolli, vocalista do grupo, Santa Gang. Acervo: Dalam Junior
  
Então, nesse referido dia de agosto, eis que eu encontrei o Dinola nas dependências do Madame Satã, e em meio a uma série de reencontros muito prazerosos, pois a casa estava abarrotada com músicos amigos nossos em comum, inclusive, muitos egressos da cena oitentista, portanto, contemporâneos d'A Chave do Sol. 

Mais uma foto de bastidores, do evento no Madame Satã, onde eu estive cercado por muitos amigos. Da esquerda para a direita: José Luiz Dinola, Kim Kehl, eu (Luiz Domingues) e o extraordinário guitarrista, Milton Medusa. Click, acervo e cortesia: Jani Santana Morales

Então, eu pude passar a ideia para o Dinola, que aceitou e surpreendeu-me muito positivamente, visto que além de concordar, ele demonstrou um grau de entusiasmo muito além do que eu imaginaria, pois ficou nas entrelinhas que ele interpretara a proposta de um show comemorativo de reunião da nossa banda, como uma oportunidade de resgate do trabalho. 

Ora, não foi essa a intenção primordial, mas se ele interpretou dessa forma e tal perspectiva o animara, por que não usar tal fagulha como um fator motivacional para o projeto, mesmo que no calor dos acontecimentos, não se tratasse exatamente do caso, mas assim como houvera ocorrido comigo, pessoalmente em relação aos trabalhos recentes que eu fizera com a Patrulha do Espaço e o Pedra, em termos de reunião comemorativa, como algo apenas a ser demarcado pela nostalgia, sem intenção de retomada das atividades. No entanto, eu considerei a animação dele com a ideia, muito positiva.

Dinola perguntou-me o que tocaríamos e sinceramente, eu não havia pensado em nada até então, pois do momento em que o Gegê lançara a proposta, até ali, a minha determinação foi apenas consultar os amigos, para depois pensarmos em repertório. 

Na minha ideia preliminar, eu adoraria tocar apenas o repertório mais antigo, de nossos primórdios de 1982 & 1983 e a privilegiar a fase do nosso Power-Trio clássico. Entretanto, ao ponderar melhor, um show comemorativo, com a reunião da formação clássica da nossa banda, não poderia ficar sem executar músicas tais como: "Um Minuto Além e "Sun City", por exemplo e aliás, de forma alguma, por uma questão de lógica e respeito à nossa própria história. 

Claro tais canções não poderiam faltar de forma alguma essa é uma questão inquestionável, não há contra-argumentação. Ali mesmo no cocktail do Power Blues (houve a abertura do grupo, Santa Gang, que coincidentemente também anunciava show de volta às atividades artísticas e com a sua formação quase clássica, mas também reforçada por vários velhos amigos nossos em comum e acrescento, o Rubens Gióia teve participação em uma formação dessa banda, ao início de 1981, como é bem sabido pelos fãs d'A Chave do Sol), eis que o Dinola, questionou quem seria o cantor para esse show, visto que nenhum de nós três apresentava grandes dotes vocais, por natureza.
Ora, esse houvera sido um ponto nevrálgico em nossa organização como banda nos anos oitenta. Por considerarmos que sempre precisávamos de um vocalista, ficamos errantes a buscar essa resolução durante toda a carreira da banda, quando na realidade, o Rubens cantava afinado, ainda que não tivesse uma grande emissão e o Zé Luiz apresentava um grande potencial e de fato, ele melhorou muito com o decorrer do tempo e eu também melhorei muito nesse quesito, no meu momento pós-Sidharta e ao longo da minha longa estada na formação da Patrulha do Espaço, quando eu pude aprimorar ao menos o backing vocals, afinado.
Portanto, a nossa busca incessante por um vocalista, nos anos oitenta, foi de certa forma precipitada e certamente obsessiva, hoje em dia eu tenho essa convicção. Por outro lado, ao buscarmos e termos tido tantos vocalistas de ofício na formação, eis que o material criado com tal perspectiva, ficou difícil para ser vocalizado por nós três do Power-Trio original, e assim, uma reunião da nossa banda, teria que contar com um convidado especial, isso tornou-se patente, para ocupar tal lacuna.

Foi então que eu sugeri um nome que supriria com bastante naturalidade a nossa necessidade de uma voz principal potente e com um potencial gigantesco para atuar como guitarrista e tecladista, igualmente, ou seja, quem mais a não ser, Rodrigo Hid? 

Preciso explicar ao leitor da minha autobiografia quem ele é, ou sobre a ligação que nós temos como amigos e parceiros na música? Pois é, ao citar a minha ligação de amizade com ele que remonta ao meu tempo como professor e expresso no capítulo "Sala de Aulas" da minha autobiografia, ele nessa época como um adolescente e agregado das minhas aulas por tocar em uma banda de um aluno meu, o Alexandre Peres "Leco" Rodrigues. 

Depois com o o Rodrigo já a tornar-se colega de banda no Sidharta, e o desdobramento desse projeto que nos levou juntos a tocarmos com Patrulha do Espaço por quase seis anos e como se não bastasse tudo isso, o fato de termos tocado por quase dez anos em uma outra banda, o Pedra, fez dele, um personagem recorrente em meu texto autobiográfico.

Rodrigo Hid durante as sessões de gravação do CD Chronophagia da Patrulha do Espaço. Estúdio Camerati de Santo André-SP, em janeiro de 2000. Acervo: Luiz Domingues. Click: Eduardo Donato. Revelação e digitalização em 2020: Vinicius Troyan 

E houve mais, pois o Zé Luiz Dinola também esteve junto conosco no Sidharta e ambos tiveram uma banda que tocou na noite por um tempo a tocar covers de Classic Rock, o "Tarantula", Em paralelo, e eu e Dinola tocamos algumas vezes com o "Hid Trio" outra banda cover a atuar pela noite, com membros flutuantes e mais um dado: graváramos duas músicas em 2017, para compor o seu ainda não lançado disco solo, portanto, Dinola conhecia muito o Hid e claro que adorou a ideia. 

Rubens também aprovou a sugestão, pois mesmo sendo o único entre nós do Power-Trio clássico d'A Chave do Sol que nunca tocara com o Rodrigo Hid em alguma banda, por outro lado, conhecia bem a sua carreira e portanto, soube de imediato que fora uma boa escolha.

Rodrigo Hid em destaque (com Ivan Scartezini ao fundo), durante o show "Reunion" do Pedra em 5 de abril de 2019, no Teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo. Click, acervo e cortesia: Cesar Gavin

Feito o convite, Rodrigo Hid mostrou-se feliz pela lembrança e aceitou o convite para participar do nosso show "reunion", marcado para 15 de julho de 2020, a ser realizado no Teatro Cacilda Becker, no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo.

A ideia inicial foi formular então um repertório base para os quatro músicos se concentrarem em trabalhar e assim marcarem-se ensaios entre maio e junho de 2020. No caso do Rodrigo, seria vital definir o quanto antes o que tocaríamos, pois ele precisava mais dos que os membros originais da banda, familiarizar-se com as canções e fazer as suas escolhas sobre qual instrumento tocar em cada, uma, se a guitarra ou a suprir com teclados. 

Eu antecipei-me e lhe disse que gostaria que ele tocasse mais teclados nessa missão, justamente para encorpar o som da nossa banda com uma orientação mais setentista e assim a resgatar a raiz mais primordial d'A Chave do Sol que nasceu assim em 1982, sob forte orientação setentista em seu rol de influências, então, eu mal poderia esperar para ensaiar e ter em músicas como "18 Horas" e "Átila", por exemplo, um som vigoroso de órgão Hammond com a caixa Leslie a rodar rápida, o piano ao estilo Honk Tonk em "Luz" etc.

Então, sob uma votação simples, entre eu (Luiz), José Luiz Dinola e Rubens Gióia, fechamos com as seguintes músicas para compor o set list do show:
1) Luz
2) 18 Horas
3) Anjo Rebelde
4) Crisis (Maya)
5) Intenções
6) Um Minuto Além
7) Átila
8) Sun City
9) Saudade

Dessa forma a revelar-se como um set curto, definimos que a canção: "Luz" seria cantada pelo Rubens para demarcar bem a sua gravação original do Compacto de 1984 e tirante as instrumentais (18 Horas, Crisis/Maya e Átila), as demais ficariam sob a responsabilidade vocal do Rodrigo.

Zé Luiz Dinola em destaque no show realizado em 21 de maio de 1984, na Faap em São Paulo. Acervo: Luiz Domingues. Click: Seizi Ogawa 

Uma segunda frente foi iniciada, pois se iríamos fazer esse show, a oportunidade de estarmos ensaiados novamente abriu essa chance e uma tratativa de bastidores foi feita de imediato, mas eis que em meados de fevereiro a pandemia chegou com força devastadora ao Brasil e a quarentena foi imposta como medida sanitária acertada e mesmo que tudo tenha sido assustador, nessa época e até meados de março, houve a vã esperança de que se atingisse o platô da doença por volta de maio e assim, em julho a nossa data já agendada não sofresse nenhum dano. Mas à medida que o tempo avançou, percebemos que essa possibilidade não seria plausível.

Rubens Gióia em um dos shows de lançamento feitos no Teatro Lira Paulistana, de São Paulo, em 30 e 31 de julho de 1984. Acervo: Luiz Domingues. Click: Carlos Muniz Ventura

Tudo bem, a pandemia atrapalhou os nossos planos mas não arrefeceu a nossa animação. Montamos o grupo de Whatsapp interno para falarmos sobre os nossos planos e eu fiquei contente por saber que o nosso convidado especial, Rodrigo Hid se integrou com muita alegria, ali também. 

Então, mesmo sem perspectivas concretas para se pensar em remarcar oficialmente a data prevista anteriormente para o Teatro Cacilda Becker e muito menos seguir nas tratativas para um segundo show em um outro teatro famoso da cidade, ao menos a nossa banda seguiu a gerar novidades sensacionais no campo do marketing e melhor ainda, com lançamentos há muito tempo sonhados e somente nesse momento a se concretizarem efetivamente!

Eis que já a visar contar com novidades para oferecermos aos fãs como objetos de merchandising durante o show que faríamos em julho de 2020, uma boa perspectiva abriu-se quando eu tomei ciência de que uma velha amiga estava a produzir uma linha de produtos de decoração com as capas de discos de diversos artistas e que por ter feito almofadas com toda a discografia de um ex-aluno meu, Marcelo "Pepe" Bueno, motivou-me inicialmente a produzir tais peças como promoção para os três volumes do meu livro recém-lançado. 

E por terem ficado tão bons os produtos, passou algum tempo, eu encomendei também a feitura de mais produtos, desde feita a conter as capas de todos os discos que eu lancei na minha carreira, até este momento de 2020.

E afinal, de que produto eu falo? Pois é, Amanda Fuccia era (é) uma artesã e artista plástica muito habilidosa, habituada a criar muitas alternativas interessantes, normalmente, mas neste caso, eu falo sobre uma linha de almofadas para uso decorativo e para o conforto de assentos em geral, como linha para sofá, poltrona, cadeira e cama de uma forma geral e assim, no bojo do meu pedido, ela providenciou-me as capas dos discos d'A Chave do Sol e claro, além de eu colecionar tais peças, particularmente, se abriu a mesma possibilidade aos meus companheiros de banda e evidentemente que eu pretendi colocar à disposição dos fãs, a serem vendidas durante o show que ocorreria em julho de 2020. 

Feitas com um ótimo tecido, com costura caprichada e a presença de zíper para facilitar as lavagens periódicas, se apresentavam sob o tamanho padrão em torno da medida 40x40. 

Com bonita impressão, eu gostei muito do resultado e certamente que animei-me muito com a perspectiva de que tais produtos haveriam por agradar muito os fãs do nosso trabalho e que seria um prêmio a mais para quem se dispusesse a ir nos ver tocar ao vivo, após longos trinta e três anos de hiato gerado pelo final das atividades oficiais da nossa banda, desde o longínquo ano de 1987.

E assim, mesmo com a pandemia de 2020 a aumentar a sua agressividade e a postergar a possibilidade da quarentena abrandar-se, ficamos preparados com essa boa opção para oferecer aos fãs da nossa banda, assim que possível, em relação à concretização do show anteriormente marcado para julho e adiado sine die. 
Foi sensacional contar com o apoio de Amanda Fuccia, uma artista que eu conheço há muitos anos, pelo fato dela ser filha de Ana Fuccia, e esta a revelar-se como uma grande fotógrafa, que fez fotos promocionais e para capas de discos, além de cobrir fotograficamente muitos shows ao vivo da Patrulha do Espaço, quando eu fui componente dessa banda.

Mas a surpresa aos fãs, programada para ser divulgada a partir do show, apenas, não ficaria concentrada nas almofadas. Pelo contrário, uma outra novidade, que na verdade foi um sonho acalentado por muito anos, também entrou em franca produção logo no início de 2020, portanto antes da pandemia chegar oficialmente ao Brasil e curiosamente demarcada pelo breve instante de 2020, onde nem cogitávamos que a vida social seria duramente prejudicada e a cultural, praticamente circunscrita ao mundo virtual.  

Falo sobre essa outra novidade a seguir e mesmo que o plano inicial para tornar pública a sua produção, houvesse sido planejado para ser uma surpresa a ser revelada apenas por ocasião do show de julho, foi óbvio que a quarentena apenas mudou a planificação inicial, mas não coibiu a sua preparação durante esses meses em que só trabalhamos de forma virtual.

Continua...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Trabalhos Avulsos - Capítulo 48 - Disco Solo de Rodrigo Hid/ Single "Sigo o Sol" - Por Luiz Domingues

Então chegou o dia! Eis que aquela gravação que eu fizera para compor o disco solo do amigo, Rodrigo Hid, se confirmou através do seu lançamento, não exatamente da maneira colo ele previra na ocasião (em 2017, e descrito no capítulo específico que tratou dessa história), pois o Rodrigo mudara o seu planejamento por força das circunstâncias.

Ocorre que a ideia seria lançar um CD tradicional com dez ou doze músicas, porém com a absoluta falta de tempo para tocar o projeto, visto que o Rodrigo há anos montara uma agenda de apresentações ao vivo praticamente lotada, de segunda a segunda, ele optou então por lançar as três primeiras músicas que gravara, de uma maneira virtual em princípio, distribuído em prateleiras virtuais como a CD Baby, em voga na ocasião e também em portais de streaming.

"Siga o Sol" (Rodrigo Hid). Eis o link para escutar no You Tube:

https://www.youtube.com/watch?v=yjZ1thI2Lm0 

Sobre a canção, eu já elaborei uma farta explicação sobre a sua origem, como parte de um possível material do repertório do Pedra e que fora rejeitado para entrar no seu álbum: "Fuzuê!", lançado em 2015. Posso, no entanto, e devo, na verdade, falar sobre essa canção lançada como single em outubro de 2020, principalmente a comentar sobre o seu áudio.

Em seu início, é magnífico o trabalho com violões sobrepostos, piano e os efeitos dos pratos da bateria. Os timbres ficaram muito bonitos. O baixo só emite a cabeça do compasso, mas já nesse instante é possível sentir o excelente timbre obtido.

Quando entra a melodia, efetivamente, a interpretação do Rodrigo é excepcional e o tratamento da sua voz nos paramétricos é muito bom, com uma limpidez impressionante. É muito rico o arranjo, com os violões e o piano a desenhar em perfeita concatenação. A linha de baixo e bateria é simples, mas impressiona a precisão e os timbres. 

Na parte em que se sobressaem o violão e o baixo, o timbre de ambos é muito bom, sobretudo o baixo, que soa com todo o poder de um Rickenbacker modelo 4001, de 1973, este de propriedade do Ricardo Schevano que gentilmente me emprestou e também ajudou-me a capturar o seu timbre incrível (plugado em um amplificador e caixa da marca Ampeg, reedição de um modelo dos anos setenta), absolutamente "Squireano", como manda a cartilha do Rock Progressivo.

A parte final é épica, mediante um coral de vozes, todas gravadas pelo próprio, Rodrigo, e em conjunto com um solo em dueto de guitarras, também pilotadas, ambas, pelo Rodrigo), a se revelar muito melódico (lembra muito o som do guitarrista norte-americano, Steve Hunter, em: "Camellia"), e a bateria do Zé Luiz Dinola a se soltar mais, com o meu baixo a segui-la, mas sem grandes exageros, de minha parte, para respeitar o arranjo concebido pelo Rodrigo. Em suma: uma canção belíssima, ultra melódica a evocar a tradição Folk dentro do Rock Progressivo setentista, que tanto o Rodrigo, quanto eu, mesmo, gostamos, certamente. 

E sobre a sua letra, ela é absolutamente inspirada, a se tratar de uma evocação espiritualista & holística, sem ranço religioso, com otimismo e humanismo, certamente.

"Eu sigo o sol dentro de mim", acho que expressa um aforismo bem profundo.

Gravado no Estúdio Orra Meu de São Paulo em abril de 2017

Técnicos de captura: Marcello Schevano e Gustavo Barcellos.

Técnicos de mixagem: Gustavo Barcellos e José Maron

Suporte para o som do baixo: Ricardo Schevano

Selos Orra Meu Records/Baratos Afins

Lançamento como single em outubro de 2020

Músicos:

Rodrigo Hid: Vozes, guitarras, violões e piano

José Luiz Dinola: Bateria

Luiz Domingues: Baixo

Bem, este foi mais um trabalho avulso que eu fiz com o Rodrigo Hid e a somar-se com a nossa atuação sob cooperação em três bandas autorais (Sidharta, Patrulha do Espaço e Pedra), foi óbvio que a nossa parceria musical ganhou mais uma linda peça e história para me dar orgulho e muita satisfação. E para reforçar, propiciou mais uma cozinha Domingues/Dinola para nos orgulharmos também! Além do mais, foi gravado no estúdio dos irmãos Schevano, com o Marcello a operar e Ricardo a dar suporte na timbragem do baixo. Obrigado, pelo convite para participar do seu trabalho, amigo!

Como uma outra música foi gravada em 2017, com o mesmo time, em seguida, abre-se mais um capítulo para este trabalho, para comentar sobre o seu lançamento. Sendo assim, possivelmente...

Continua...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Trabalhos Avulsos - Capítulo 47 - (Uncle & Friends) - Muito Estranho: Situação Pré-Pandemia - Por Luiz Domingues


Desde o final de 2019, o amigo, Lincoln Baraccat, já havia aventado que haveria uma reedição daquela participação do seu simpático grupo, "Uncle & Friends", no evento produzido pelo estúdio V8, do qual a banda participara em 15 de setembro do mesmo ano. Portanto, ficara no ar a expectativa sobre tal participação ocorrer logo no início de 2020. Eis que Lincoln entrou em contato comigo para formular novamente o convite para que eu participasse e a reboque, ele deu-me uma ótima notícia adicional, na medida em que anunciou que convidaria a minha banda, Kim Kehl & Os Kurandeiros para participar do evento. Alvíssaras! Haveria de ser uma tarde/noite muito importante para todos nós.
A tratativa inicial apontava para uma data para janeiro ou fevereiro de 2020, mas por razões alheias à vontade de Lincoln, ficou marcado então para o dia 15 de março de 2020. Entretanto, a postergação gerou uma situação inteiramente diferente, que se não atrapalhou as bandas e o evento em si, que foi agradabilíssimo por si só. Ocorre que se ao final de dezembro de 2019, ouvíamos através da cobertura da mídia hegemônica, os informes sobre o avanço da epidemia do "Coronavírus"/"Covid-19", a avançar perigosamente sobre o território da China e a dar conta do seu alto poder de contágio e sobretudo, pela assustadora rapidez observada ante tal ação maléfica. Todavia, quando a data chegou, a Organização Mundial da Saúde (OMS), já havia decretado um grau máximo de periculosidade, a decretar o estado de pandemia mundial e a Europa estava sendo devastada, com Itália, Espanha, França em estado de calamidade pública e com outros países já a perceber o avanço inevitável. 

Foi quando a mesma perspectiva começou a ficar assustadora na América do Sul e no Brasil em específico, ao ponto do governo estadual de São Paulo e também a prefeitura da capital, decretar quarentena e na prática, esse domingo, 15 de março, foi a última oportunidade para um evento ocorrer antes desse resguardo sanitário, portanto, de certa forma, demos sorte.


Na primeira foto, Roy Carlini e Lincoln "The Uncle" Baraccat a preparar-se para o soundcheck, com Luiz Domingues visto apenas pela perspectiva do braço do baixo. Click, acervo e cortesia: Juliana Parra. O fotógrafo e amigo, Vanderlei Bavaro a usar camiseta cor de abóbora, Roy Carlini, Caio Durazzo e Lincoln "The Uncle" Baraccat. Agachado: Fausto Lopes, o film-maker do Estúdio V8. Uncle & Friends no Estúdio V8 de São Paulo, no dia 15 de março de 2020. Click; acervo e cortesia: Dalam Junior

Confraternização total, exatamente como houvera sido a participação do "Uncle & Friends" na edição anterior, desta feita houve a feliz inclusão da minha banda no evento, portanto, foi duplamente feliz em meu caso, com Os Kurandeiros a atuar, também. Isso sem deixar de mencionar que a ótima participação da banda, "LeRoyale" capitaneada por Roy Carlini, cuja sonoridade Pop Rock eu apreciei muito, e também, "Caio Durazzo One Man Band", uma impressionante performance individual do Caio a tocar guitarra e cantar, e simultaneamente a tocar igualmente algumas peças de bateria para prover a sustentação do ritmo e assim justificar a alcunha de uma banda de um único componente.

O meu baixo no aguardo para entrar em ação. Uncle & Friends no Estúdio V8 de São Paulo, no dia 15 de março de 2020. Click; acervo e cortesia: Vanderlei Bavaro  

No time escalado para defender "Uncle & Friends" nessa ocasião, além do "uncle", Lincoln Baraccat e de minha presença, no baixo, Roy Carlini e Caio Durazzo estiveram novamente confirmados para pilotar as guitarras e Carlinhos Machado também faria jornada dupla, pois haveria de tocar comigo a bordo da nossa banda, Kim Kehl & Os Kurandeiros. 

Nelson Ferraresso e Lincoln "The Uncle" Baraccat, em ação. Uncle & Friends no Estúdio V8 de São Paulo, no dia 15 de março de 2020. Click; acervo e cortesia: Vanderlei Bavaro

De última hora, mais um reforço diretamente vindo das fileiras dos Kurandeiros, surgiu. Eis que o sempre competente, Nelson Ferraresso colocou os seus teclados em favor do Uncle & Friends e claro, somou para tornar a performance, ainda melhor.

Enquanto o atencioso e talentoso, Denis Gomes, do Estúdio V8, equalizava o som para autorizar a gravação, um som improvisado em tom de jam foi estabelecido e este foi gravado. Por ter sido um improviso feliz, com todos os participantes a criar uma boa sincronia, o Lincoln optou por lançar tal áudio no You Tube a gerar um nome significativo para o tema: "Just a Jam to Warm Up", ou seja, foi "apenas uma jam para aquecer", mas foi divertido tocar e culminou em um som agradável, como tema instrumental livre.

"Just a Jam to Warm up" - Uncle & Friends - Estúdio V8 de São Paulo, em 15 de março de 2020. Captura e mixagem: Denis Gomes

Eis o link para assistir no You Tube:
https://www.youtube.com/watch?v=0P3mzY4BrAE


"Situação" - Uncle & Friends - Estúdio V8 de São Paulo, em 15 de março de 2020. Captura e mixagem: Denis Gomes

Eis o Link para assistir no You Tube:
https://www.youtube.com/watch?v=0P3mzY4BrAE

"Muito Estranho" - Uncle & Friends - Estúdio V8 de São Paulo, em 15 de março de 2020. Captura e mixagem: Denis Gomes

Eis o link para assistir no Facebook:
https://www.facebook.com/lincoln.baraccat.16/videos/122966829320981/?q=lincoln%20baraccat&epa=SEARCH_BOX

Já na apresentação oficial, tocamos as canções, "Situação", "Hey, You" e a versão para a canção do compositor Soul, Dalto, com "Muito Estranho". Bem, a performance foi boa, com todos a tocar despreocupados com a questão da pandemia que já estava muito perigosa, mas a percepção ainda não esteve generalizada nesse dia, pois os boletins a disseminar a situação da doença epidêmica em São Paulo só vieram a alarmar a população, alguns dias depois e já em curso da quarentena decretada pelo governador e prefeito, portanto, ficou marcado esse evento também pela lembrança de que precedera um momento difícil não apenas para São Paulo, município e estado, tampouco para o Brasil, mas a revelar-se uma tragédia sem precedentes para o planeta, com uma letalidade maior que a epidemia da dita, "gripe espanhola" ocorrida nos idos de 1918, ou seja, tirante esse evento pestilento e a mortandade perpetrada pelas duas grandes Guerras Mundiais, uma dizimação desse nível não se via há décadas. Em suma, visto por tal conexão, o evento que Uncle & Friends e Os Kurandeiros estiveram com Leroyale e Caio Durazzo One Man Band, ficará em minha lembrança como um evento agradabilíssimo entre amigos e que marcou também a questão de que sentirei saudade desse convívio musical tão estimulante e sem maiores preocupações com a aglomeração social e também como depois da pandemia, o mundo haveria de ser diferente a mudar paradigmas sociais e claro, a interferir nas relações culturais e artísticas em geral. Muito bem, eis que participei mais uma vez do combo, "Uncle & Friends", em mais uma agradabilíssima participação musical e também memorável pelo aspecto da amizade.

Carlinhos Machado, Caio Durazzo, Roy Carlini, Lincoln "The Uncle" Baraccat e Luiz Domingues. Uncle & Friends no estúdio V8 de São Paulo, em 15 de março de 2018. Click : Vanderlei Bavaro. Acervo e arte-final : Lincoln Baraccat
Uncle & Friends no estúdio V8 de São Paulo, gravado em 15 de março de 2018. Captura; direção e edição de vídeo: Fausto Lopes. Captura de imagens: Vanderlei Bavaro e João Bueno. Fotos: Dalam Junior. Áudio (captura e mixagem): Denis Gomes. Suporte: Juliana Parra, Gigi Jardim, Carol Durazzo e Amanda Semerjion

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=apL6ht42TNQ

Em 24 de abril, foi lançado com um "live" em redes sociais, o clip da música: "Muito Estranho" (Dalto), sob a performance de Uncle & Friends, gravada em 15 de março de 2020, no Estúdio V8, de São Paulo. E assim foi mais uma etapa cumprida com o simpático grupo de Lincoln "The Uncle" Baraccat.


Portanto, com Uncle & Friends, fica sempre aberta a possibilidade de mais participações no futuro. Então, possivelmente, continua...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Trabalhos Avulsos - Capítulo 46 - Ópera Rock : "O Renascer dos Tempos" - Um bom encontro de amigos! - Por Luiz Domingues

Ao final do ano de 2019, eu recebi a comunicação do meu velho amigo, Claudio Cruz (baixista e irmão do Beto Cruz, com quem eu trabalhei em duas bandas, nos anos 1980 : A Chave do Sol e A Chave / The Key), a convidar-me para participar de uma gravação. Ocorre que ele havia escrito o libreto e as canções para uma Ópera-Rock, nos idos de 1979, que chamar-se-ia em tal ocasião : "O Renascer dos Tempos", mas o projeto não avançou e permaneceu engavetado por anos a fio. Muito bem, eu aceitei com prazer fazer parte do projeto e foi designado que eu gravasse uma faixa chamada : "Moby John". Segundo o Claudio, tal canção dentro do libreto, revela a condição pela qual a música exerce uma explosiva energia psíquica para um garoto que perdera os pais, e estava a ser criado dentro de um orfanato. Esse garoto seria o fruto do amor entre Janis Joplin e Jimi Hendrix, daí o fato em deter em seu DNA, o talento misturado de seus pais, e mesmo ainda bem pequeno, a demonstrar um ímpeto incontrolável para exercer o seu talento libertador. Bem, uma melhor explicação prévia sobre o mote dessa Ópera-Rock, encontra-se no site específico da mesma, além da descrição de uma enorme quantidade de músicos convidados que já estavam a gravar diversas canções da peça, quando eu finalmente fui ofertar a minha colaboração modesta para o projeto. 

Entre outras particularidades, um elemento chave da história é a questão da frequência, pois consta a ideia de que toda a afinação dos instrumentos, revertida para 432 hertz, ao invés do tradicional padrão em 440 hertz, estabeleceria a sincronia com esferas extra-dimensionais superiores, capazes em provocar mudanças significativas à vida das personagens e por conseguinte, a ditar uma outra perspectiva para a humanidade. Para saber mais sobre a ideia da Ópera-Rock, "O Renascer dos Tempos", há um site específico com diversas informações sobre a obra em si e também sob a sua produção, além das pessoas envolvidas no projeto.              

Site do projeto da Ópera-Rock "O Renascer dos Tempos"
https://opera-rock9.wixsite.com/meusite/noticias

Então, eis que marcamos para a tarde do dia 28 de janeiro de 2020, a minha gravação. Antes mesmo de gravar, eu já sabia que a bateria gravada fora executada pelo meu amigo, José Luiz Dinola e que a guitarra a ser colocada a posteriori, seria do meu outro amigo, Rubens Gióia. Portanto, Claudio Cruz realmente premeditara reunir o Power Trio d'A Chave do Sol, para a gravação dessa música. Sensacional, fiquei muito contente com essa perspectiva.

Anísio Mello Júnior e Claudio Cruz a preparar a sessão de captura do meu baixo. Gravação da faixa "Moby John", da Ópera-Rock "O Renascer dos Tempos". 28 de janeiro de 2020. Click e acervo: Luiz Domingues

O som dessa música, mostrou-se fortemente influenciado pelo Blues-Rock sessentista, a lembrar o trabalho do "Cream" em uma primeira instância. Fui orientado previamente pelo Claudio, a regravar apenas o início da música, a seguir a sua gravação com o baixo guia e posteriormente, a criar livremente.

Da esquerda para a direita : Claudio Cruz; Luiz Domingues e Anísio Mello Júnior. Gravação da faixa "Moby John", da Ópera-Rock : "O Renascer dos Tempos". 28 de janeiro de 2020. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues

Foi um prazer receber em minha residência, dois amigos de longa, data, ambos grandes baixistas e pessoas da melhor qualidade, a tratar-se de Claudio Cruz e Anísio Mello Júnior. Claudio, como eu já falei, é irmão de Beto Cruz e foi durante anos, o baixista do Harppia e o Mello, foi baixista do grupo Excalibur, com o qual, a minha banda, A Chave do Sol, dividiu muitos shows na década de oitenta. 

Foto promocional do grupo, "Excalibur", datada de 1984. Mello é o segundo da esquerda para a direita a usar camiseta preta. Acervo e cortesia: Anísio Mello Júnior. Click: divulgação                  

Portanto, sem tirar o foco da gravação, a conversa foi ótima, com muitas lembranças que vieram à tona, comum aos três e diversos outros assuntos que vieram à baila, incluso uma boa explicação sobre a Ópera-Rock em si, e eu pude perceber o quanto ambos estavam entusiasmados pelo projeto. Com espírito marcado pelo empreendedorismo cultural, Mello contou-me também, que estava a abrir um mini centro cultural no bairro do Jardim Bonfiglioli, na zona sudoeste de São Paulo e o seu plano para tal incrementar iniciativa, impressionou-me muito positivamente.

Gravei enfim, com o apoio decisivo de ambos e foi um grande prazer ouvir a prova inicial da captura e verificar que o som do meu baixo Fender Precision ficou com o timbre muito próximo do som de Noel Redding, baixista do grupo : Jimi Hendrix Experience, que também usava costumeiramente nas gravações dos álbuns de sua banda, o baixo Fender Precision. Ou seja, que satisfação ter ainda na captura inicial o ronco de baixo semelhante ao de um músico que eu admiro.

Parece a mesma foto postada acima, mas é outra, na verdade, quase igual e clicada em sequência. Gravação da faixa "Moby john", da Ópera-Rock "O Renascer dos Tempos". 24 de janeiro de 2020. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues

Bem, este capítulo ganhará uma continuidade, certamente, na medida em que fica no ar a expectiva pelo lançamento do álbum a apresentar a Ópera-Rock : "O Renascer dos Tempos".

Portanto, continua...