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domingo, 9 de dezembro de 2018

Luiz Domingues - Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018 - LP The Key - A Chave do Sol - 1987

Luiz Domingues

Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018

A Chave do Sol  -  LP The Key  -  1987

Gravado e mixado no Estúdio Guidon de São Paulo, entre outubro e novembro de 1987
Técnicos de gravação e mixagem: Ednelson e Pepeu
Produção artística: Beto Cruz e Luiz Domingues
Produção Geral: Edy Bianchi
Capa/Lay-Out: Marcos Monteiro
Diagramação: Paulo Caciji
Fotos: Carlos Muniz Ventura
Produtor Fonográfico: Antonio Donizete Pirani
Selo: Rock Brigade Records
Lançamento: dezembro de 1987

Rubens Gióia: Guitarra e Voz
Beto Cruz: Voz e Guitarra
Luiz Domingues: Baixo

Convidados Especiais:
Ivan Busic: Bateria
Andria Busic: Backing Vocals
Fernando "The Crow" Costa: Teclados

Convidado super especial:
José Luiz Dinola: Bateria
Eu (Luiz Domingues), com a capa do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987 
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987 
Eu (Luiz Domingues), com uma face do encarte do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987 
Eu (Luiz Domingues), com a outra face do encarte do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987
Eu (Luiz Domingues), com o vinil do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987   
Eu (Luiz Domingues), com a capa do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão que no entanto foi criada por volta de 2004, revelou-se na verdade não muito bem-sucedida, tanto na sua resolução do áudio, quanto na parte gráfica a apresentar-se como uma cópia xerox meramente e a faltar vários componentes do encarte original do LP 
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão que no entanto foi criada por volta de 2004, revelou-se na verdade não muito bem-sucedida, tanto na sua resolução do áudio, quanto na parte gráfica a apresentar-se como uma cópia xerox meramente e a faltar vários componentes do encarte original do LP
Eu (Luiz Domingues), com o encarte do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão que no entanto foi criada por volta de 2004, revelou-se na verdade não muito bem-sucedida, tanto na sua resolução do áudio, quanto na parte gráfica a apresentar-se como uma cópia xerox meramente e a faltar vários componentes do encarte original do LP
Eu (Luiz Domingues), com um detalhe do encarte do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão que no entanto foi criada por volta de 2004, revelou-se na verdade não muito bem-sucedida, tanto na sua resolução do áudio, quanto na parte gráfica a apresentar-se como uma cópia xerox meramente e a faltar vários componentes do encarte original do LP 
Eu (Luiz Domingues), com disco do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão que no entanto foi criada por volta de 2004, revelou-se na verdade não muito bem-sucedida, tanto na sua resolução do áudio (gravação em si e também a considerar ser uma mídia de má qualidade que rapidamente adquiriu uma crosta de fungo), quanto na parte gráfica a apresentar-se como uma cópia xerox meramente e a faltar vários componentes do encarte original do LP
Eu, Luiz Domingues, com a capa do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão, muito mais caprichada, aliás, surpreendente por tal quesito, foi lançada por volta de 2018, com esmero na parte do áudio, por preocupar-se em ter a melhor qualidade sonora possível e na parte gráfica, reproduziu todos os elementos da capa e encarte originais, a acrescentar um acabamento requintado. Parece um box de luxo, de origem europeia ou japonesa, pelo alto padrão exibido. Obra de uma produtora do Paraná, chamada, "Sonora"/Raridades musicais. Acesse o seu site: www.cdvinilbrasil80.blogspot.com 
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão, muito mais caprichada, aliás, surpreendente por tal quesito, foi lançada por volta de 2018, com esmero na parte do áudio, por preocupar-se em ter a melhor qualidade sonora possível e na parte gráfica, reproduziu todos os elementos da capa e encarte originais, a acrescentar um acabamento requintado. Parece um box de luxo, de origem europeia ou japonesa, pelo alto padrão exibido. Obra de uma produtora do Paraná, chamada, "Sonora"/Raridades musicais. Acesse o seu site: www.cdvinilbrasil80.blogspot.com 
Eu (Luiz Domingues), com o envólucro da capa do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão, muito mais caprichada, aliás, surpreendente por tal quesito, foi lançada por volta de 2018, com esmero na parte do áudio, por preocupar-se em ter a melhor qualidade sonora possível e na parte gráfica, reproduziu todos os elementos da capa e encarte originais, a acrescentar um acabamento requintado. Parece um box de luxo, de origem europeia ou japonesa, pelo alto padrão exibido. Obra de uma produtora do Paraná, chamada, "Sonora"/Raridades musicais. Acesse o seu site: www.cdvinilbrasil80.blogspot.com 
Eu (Luiz Domingues), com o encarte completo do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão, muito mais caprichada, aliás, surpreendente por tal quesito, foi lançada por volta de 2018, com esmero na parte do áudio, por preocupar-se em ter a melhor qualidade sonora possível e na parte gráfica, reproduziu todos os elementos da capa e encarte originais, a acrescentar um acabamento requintado. Parece um box de luxo, de origem europeia ou japonesa, pelo alto padrão exibido. Obra de uma produtora do Paraná, chamada, "Sonora"/Raridades musicais. Acesse o seu site: www.cdvinilbrasil80.blogspot.com
Eu (Luiz Domingues), com a disco do CD-R feito a partir do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987. Tal versão, muito mais caprichada, aliás, surpreendente por tal quesito, foi lançada por volta de 2018, com esmero na parte do áudio, por preocupar-se em ter a melhor qualidade sonora possível e na parte gráfica, reproduziu todos os elementos da capa e encarte originais, a acrescentar um acabamento requintado. Parece um box de luxo, de origem europeia ou japonesa, pelo alto padrão exibido. Obra de uma produtora do Paraná, chamada, "Sonora"/Raridades musicais. Acesse o seu site: www.cdvinilbrasil80.blogspot.com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Luiz Domingues - Fotos Com Álbuns da Discografia 1976/2018 - EP - A Chave do Sol - 1985

Luiz Domingues

Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018

A Chave do Sol - EP 

Gravado e mixado no estúdio Vice-Versa de São Paulo, entre maio e julho de 1985
Lançado em agosto de 1985
Técnico de gravação e mixagem: José Luiz
Corte: Oswaldo Martins (RCA Victor)
Capa e encarte (criação e lay-out): Líbero
Fotos: Carlos Muniz Ventura, Fábio Rubinato e Claudio T de Oliveira
Produção Musical: A Chave do Sol
Produtor fonográfico: Luiz Carlos Calanca
Gravadora: Baratos Afins

Rubens Gióia: Guitarra
José Luiz Dinola: Bateria
Fran Alves: Voz
Luiz Domingues: Baixo

Músico convidado:
Daril Parisi: Teclados

Músicas:
Anjo Rebelde
Um Minuto Além
Segredos
Ufos
Crisis (Maya)
Ímpeto
Eu (Luiz Domingues), com a capa do EP lançado pela A Chave do Sol, em 1985
Eu (Luiz Domingues), a segurar a contracapa do EP d'A Chave do Sol, lançado em 1985
Eu (Luiz Domingues), com uma face do encarte do EP d'A Chave do Sol, lançado em 1985
Eu (Luiz Domingues), com a outra face do encarte do EP d'A Chave do Sol, lançado em 1985
Eu (Luiz Domingues), com o vinil do EP d'A Chave do Sol, lançado em 1985
Eu (Luiz Domingues), com a versão em CD do EP d'A Chave do Sol, lançado originariamente em 1985, mas esta versão em tal plataforma digital, apenas em 2003 
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa da versão em CD do EP d'A Chave do Sol, lançado originariamente em 1985, mas esta versão em tal plataforma digital, apenas em 2003
Eu (Luiz Domingues), com um detalhe do fundo do espelho da versão em CD do EP d'A Chave do Sol, lançado originariamente em 1985, mas esta versão em tal plataforma digital, apenas em 2003

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Luiz Domingues - Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018 - Compacto Simples "Luz"/"18 Horas" - A Chave do Sol - 1984

Luiz Domingues

Fotos com álbuns da discografia 1976/2018

A Chave do Sol

Compacto Simples

Gravado e lançado em 1984

Gravadora Baratos Afins

Músicas: "Luz" e "18 Horas"

Rubens Gióia: Guitarra e Voz
José Luiz Dinola: Bateria e Backing Vocal
Luiz Domingues: Baixo e Backing Vocal

Gravado no estúdio Mosh de São Paulo
Técnico de Gravação e Mixagem: Robson T.S.
Corte: Oswaldo Martins (RCA Victor)
Capa ilustração e lay-out: Elizabeth Dinola
Fotos: Fábio Rubinato e Seiji Ogawa 
Produção musical: A Chave do Sol
Produtor fonográfico: Luiz Carlos Calanca

Participações especiais:
Soraya Orenga: Backing Vocals
Rosana Gióia: Backing Vocals
Eu (Luiz Domingues), a empunhar a capa do compacto simples d'A Chave do Sol, lançado em 1984, pela gravadora Baratos Afins 
Eu (Luiz Domingues), a exibir a contracapa do compacto simples d'A Chave do Sol, lançado em em 1984, pela gravadora Baratos Afins
Eu (Luiz Domingues), com o vinil do compacto simples lançado pela A Chave do Sol, em 1984, pela gravadora Baratos Afins
Eu (Luiz Domingues), com a capa da versão em CD do compacto simples lançado pela A Chave do Sol, em 1984, sendo que esta nova plataforma foi lançada em 2003, pela gravadora Baratos Afins  
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa da versão em CD do compacto simples lançado pela A Chave do Sol, em 1984, sendo que esta nova plataforma foi lançada em 2003, pela gravadora Baratos Afins
Eu (Luiz Domingues), com o CD do compacto simples lançado pela A Chave do Sol, em 1984, sendo que esta nova plataforma foi lançada em 2003, pela gravadora Baratos Afins
Eu (Luiz Domingues), a empunhar a capa do compacto simples d'A Chave do Sol, lançado em 1984, pela gravadora Baratos Afins, e a usar a camiseta lançada no mesmo ano, e tal peça que preservei sem desgaste, desde então, para efeito de memorabilia

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Luiz Domingues - Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018 - Compacto Sem Indiretas - Língua de Trapo - 1984

Luiz Domingues

Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018

Compacto Simples "Sem Indiretas"

Língua de Trapo

Gravado ao Vivo no Teatro Lira Paulistano - março de 1984

Lançado em 1984

Gravadora: Lira Paulistana

Músicas: "Amor a Vista" e "Deve Ser Bom"

Laert Sarrumor: Voz
Pituco Freitas: Voz
Sergio Gama: Guitarra e Voz
Lizoel Costa: Guitarra e Voz
João Lucas: Teclados e Voz
Nahame Casseb: Bateria
Luiz Domingues: Baixo
Eu (Luiz Domingues) e a capa do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual faço parte e lançado em 1984
Desta vez, eu (Luiz Domingues) seguro a contracapa do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual gravei e lancei em 1984
E aqui, eu (Luiz Domingues), mostro o vinil do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual faço parte, e que foi lançado em 1984
Agora, a foto mostra-me (Luiz Domingues) a exibir a capa do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual faço parte, e lançado em 1984, mas na versão em CD, lançado em 2005
Eu (Luiz Domingues), com a contracapa da versão em CD do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual faço parte, e lançado em 1984, mas com tal versão em tal plataforma, lançada em 2005
Desta feita, eu (Luiz Domingues), exibo o CD do compacto simples, "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, do qual faço parte e lançado em 1984, tendo essa versão sido lançada em 2005
Eu (Luiz Domingues), a mostrar a caixa comemorativa pelos 25 anos de carreira do Língua de Trapo, a conter todos os discos lançados, incluso o compacto simples, "Sem Indiretas" e do qual faço parte, lançado em 1984. Essa caixa foi lançada em 2005, contudo, na verdade comemorou os 26 anos de existência da banda na ocasião, a contar de 1979, a data correta de sua fundação.
Eu (Luiz Domingues), a mostrar outro aspecto da caixa comemorativa pelos 25 anos de carreira do Língua de Trapo, a conter todos os discos lançados, incluso o compacto simples, "Sem Indiretas" e do qual faço parte, lançado em 1984. Essa caixa foi lançada em 2005, e na verdade comemorou os 26 anos de existência da banda na ocasião, a contar de 1979, a data correta de sua fundação.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Luiz Domingues - Fotos com Álbuns da Discografia 1976/2018 - LP Canto Livre/Leandro - 1980

Luiz Domingues - Fotos com álbuns da discografia 1976/2018 

LP Canto Livre

Artista: Leandro

Participação na Faixa: "A Vingança do Hipocondríaco"

Estúdio Gravodisc - São Paulo-SP

Gravado e lançado em 1980

Gravadora: Independente

Eu (Luiz Domingues), com a capa do LP "Canto Livre", do cantor de MPB, Leandro. Participação em uma faixa desse disco, a gravar o baixo da canção : "A Vingança do Hipocondríaco". Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues
Com a contracapa do LP "Canto Livre", do cantor e compositor, Leandro. Participação em uma faixa desse disco, a gravar o baixo da canção: "A Vingança do Hipocondríaco". A minha foto a registrar a minha participação nesse álbum, é a primeira, da esquerda para a direita, na quarta coluna, de cima para baixo (ou segunda, de baixo para cima), e a minha foto foi impressa invertida, ou seja, estou retratado como se fosse um músico canhoto. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues
Eu (Luiz Domingues), com o vinil correspondente ao LP "Canto Livre", do cantor de MPB, Leandro. A faixa em que participei, foi a última do lado B, desse álbum: "A Vingança do Hipocondríaco".  Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Crônicas da Autobiografia - Excesso de Etiqueta - Por Luiz Domingues

Aconteceu nos últimos momentos d'A Chave do Sol, ao final de 1987...

Nos últimos meses de vida d'A Chave do Sol, infelizmente o clima interno da banda não foi nada bom e assim, revelou-se um tempo marcado pela luta desesperada pela sobrevivência do nosso grupo, a gerar angústia generalizada e lastimavelmente, por nutrirmos medo pelo final inevitável do nosso trabalho. 

Sob tal clima caótico, em meio aos esforços frenéticos para evitar o mal maior, eis que uma revista renomada no meio cultural, sinalizou apoio e lá fui eu à sua redação, para entregar-lhe o material de divulgação da banda e realizar a dita, visita social. 

E ali eu fui bem-recebido, certamente, pois tratava-se de uma equipe formada por pessoas educadas, mas algo muito atípico ocorreu, mesmo com o clima amistoso instaurado, a denotar uma estranha contradição, digamos assim.

Pois desde que eu entrei no pequeno escritório, cumprimentei efusivamente a todos e fui muito bem correspondido na gentileza, mas assim que os cumprimentos cessaram e um silêncio generalizado adveio, eis que um membro dessa equipe, pediu-me com delicadeza para que eu afastasse-me um passo da mesa onde ele trabalhava. 

Ora, tudo, bem, nem achei que estivesse tão perto, mas obviamente esteve longe de minha intenção ser inconveniente e assim gerar algum incômodo ali, visto que eu sabia muito bem que a visita deveria ser rápida e objetiva, pela lógica implícita de não ser de bom tom atrapalhar o expediente de trabalho. 

Dei um passo atrás e logo a seguir, um outro funcionário solicitou que eu não ficasse ali entre as duas mesas, pois haveria por atrapalhar o caminho para os rápidos deslocamentos que os jornalistas ali costumavam empreender. 

Claro, perdão... assim pronunciei-me e rapidamente alojei-me em um outro canto, mas que inevitavelmente pela arquitetura do pequeno escritório, obrigara-me a permanecer de costas para uma parede e assim, logo depois, outro funcionário advertiu-me que não era permitido encostar ali, por gerar a possibilidade de sujar a pintura.  

Ora, justo, nem eu gostaria de manchar a minha roupa. Desloquei-me conforme o solicitado e ao avistar um banco que não estava ocupado por ninguém, rapidamente fiz menção de sentar-me, todavia, eis que veio a gota d'água, quando fui avisado que o banco pertencia a um determinado membro da equipe e mesmo com ele ausente, não era permitido usá-lo. 

E o mais bizarro nessa história, foi que todas as solicitações foram concluídas com bom humor e educação, ao denotar a maior normalidade, como se tal comportamento irritante, despendido a uma visita, fosse algo absolutamente normal e eu é que seria o brucutu antissocial ali, ao não entender as regras básicas de civilidade. 

E descarto completamente a ideia de que tratou-se de uma coleção de atos premeditados com a intenção deliberada de manter um território hostil, para que eu evadisse-me imediatamente do local, visto que muito pelo contrário, eu estive ali a atender um convite formulado da parte deles mesmos.  

Portanto, a conclusão que tenho sob tal episódio, revela um maneirismo particular da parte daquelas pessoas, ao construir normas próprias de convívio em seu ambiente de trabalho e realmente quem não fizesse parte daquela equipe e conhecesse os seus códigos secretos de conduta interna, realmente tendia a estranhar. E foi o meu caso e quiçá de outros que ali passaram pela mesma experiência bizarra.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Crônicas da Autobiografia - As Aves de Rapina a Rondar uma Praça - Por Luiz Domingues

Foto promocional d'A Chave do Sol, de abril de 1985. Click: Tirteu 

Aconteceu no tempo d'A Chave do Sol, em 1985...

O tradicional político geralmente usa táticas populistas para angariar apoio, fomentar simpatia e amealhar correligionários, cabos eleitorais e o que mais interessa-lhe como moeda a perpetuá-lo na vida pública: votos. Não acho exagero afirmar que a sua sanha é tamanha que tende a não tratar as pessoas como cidadãos, mas enxergá-los como meros eleitores, manipuláveis a fim de que cumpram a única ação que deles deseja: ser parte da passiva massa de manobra a ofertar-lhe poder.  

Portanto, basta uma manifestação popular de qualquer ordem, seja cultural, esportiva, religiosa, social ou de outra monta qualquer a ocorrer, que logo os seus tentáculos ávidos por explorar, aparecem para estudar a melhor maneira para aproximar-se e aproveitar-se do evento, assim, como “quem não quer nada”, a usar de sua eloquência adquirida em plenário, para usufruir ao seu favor, como puder.
Quando o evento “Praça do Rock” (que acontecia ao ar livre na concha acústica do Parque da Aclimação, no bairro homônimo, localizado na zona sul de São Paulo), começou a dar mostras de crescimento, foi natural que tenha gerado a atenção da mídia e a cada edição aumentou o seu contingente de público presente. 

E assim, políticos que tinham tal bairro e adjacências como o seu “reduto eleitoral”, logicamente estudaram o fenômeno e aliás, por dois lados antagônicos. Alguns ao tentar aproximarem-se da equipe de produção e dos artistas emergentes que ali estavam a apresentarem-se, certamente a apostar na possibilidade de angariar a simpatia de uma juventude que já votava ou estava a chegar à idade para obter o seu primeiro título eleitoral e também contar com a simpatia de artistas e com extensão a setores mais progressistas da mídia e jornalismo cultural em geral. 

E uma outra linha de parlamentares mais conservadores, a buscarem a parceria dos moradores do bairro, insatisfeitos com o som “barulhento”, presença de uma multidão de cabeludos e possivelmente os problemas todos inerentes que uma multidão jovem e irreverente poderia causar ao parque e aos seus frequentadores, dentro daqueles paradigmas preconceituosos, sempre aventados por pessoas com mentalidade de viés conservador etc.
Eu (Luiz Domingues), com A Chave do Sol, em ação na "Praça do Rock" (com a presença do guitarrista, Rubens Gióia, ao fundo na foto, semi-encoberto), Parque da Aclimação em São Paulo, agosto de 1984. Click de Carlos Muniz Ventura 

Eu já havia tocado com minha banda nessa década, “A Chave do Sol”, no evento, “Praça do Rock”, e claro que eu era um entusiasta de sua existência, exatamente por ser uma oportunidade para a divulgação de bandas com pouca chance na mídia grande, a dita “mainstream”. 

Portanto, eu admirava a luta de seus organizadores, nas figuras de Dalam Junior, o casal de jornalistas e editores do jornal do bairro, Myrna e Roberto Casseb, além de Orlando Lui e Antonio Celso Barbieri, que em suma, foram as principais lideranças envolvidas na organização e sucesso do evento. 

Certa vez, eu até testemunhei a presença de um deputado federal em uma reunião dos organizadores com representantes de bandas que participariam de uma edição (na qual a minha banda também estava escalada) e de forma hilária, o parlamentar subira em uma mesa e ao achar-se no plenário do Congresso Nacional, fez um inflamado discurso.
No entanto, foi durante uma edição em que eu não apresentar-me-ia com a minha banda e ali estava apenas para prestigiar o evento, que eu tive uma experiência insólita com um político e ele abordou-me sem suspeitar que eu fosse alguém que conhecesse os produtores do evento e nem mesmo que eu fosse um artista, ainda que locado no patamar underground, a ascender como emergente naquela altura, e ao ponto de flertar com o mainstream, portanto, esse senhor tratou-me como um espectador ocasional, apenas. Por conta disso, tornou-se ainda mais patente, pelo teor de suas perguntas, a sua intenção ali como pesquisador do evento, a analisar as suas possibilidades para que ele angariasse dividendo político.  

Foi assim que aconteceu: eu estava em uma lateral do palco, a manter certa distância dele, quando notei a aproximação de homens engravatados, certamente a chamarem a atenção em meio a uma multidão de jovens cabeludos e no uso de trajes a predominar a cor preta em sua profusão e leve-se em conta que a maioria ali detinha visual inspirado nos ditos “Headbangers”, os seguidores das tradições da vertente do Heavy-Metal, algo muito usual na década de oitenta. 

Logo eu reconheci o então Deputado Estadual, pois assim como também em relação ao mundo do futebol, eu sempre observei a política em paralelo aos meus esforços dentro da música e do Rock, em predomínio. Acompanhava-o nessa comitiva, a sua esposa, que anos depois também ingressou na vida parlamentar e alguns assessores, munidos com pranchetas, a fazerem anotações. 

E por conhecer a política e os métodos nada recomendáveis da ação partidária no Brasil, eu já intuí o que faziam ali, portanto, não surpreendi-me nem um pouco com tal tipo de investida em meio a um evento aparentemente dispare, em relação ao gosto pessoal dessas pessoas em questão. 

Como fala-se popularmente, candidatos fazem qualquer coisa para angariar simpatia e são conhecidos e folclóricos os seus métodos, ao forçar comer pastel em feiras livres, tomar café de coador em bares de quinta categoria, conversar sobre economia popular com senhoras idosas em supermercados e a pegar crianças pobres no colo, entre outros métodos, instruídos pelos seus “marqueteiros” e claro, imbuídos do mais alto grau de falsidade.
Foi quando o deputado em pessoa deve ter escolhido-me a esmo e ao aproximar-se, forçou uma conversa, dissimuladamente, em uma espécie de ação teatral medíocre, naturalmente a achar estar a ser convincente em sua atuação velada para comigo. 

Ele perguntou-me sobre o evento, se este ocorria assim normalmente com tanta gente presente em toda edição, se eu sabia quem o controlava, quais os prós e os contras em minha opinião etc. 
Ao seu lado, um assessor anotava tudo o que eu dizia e ao final, este parlamentar agradeceu-me e continuou a caminhar com a sua equipe, a observar tudo com atenção. Tal parlamentar alcançou a Câmara Federal tempos depois e está lá até os dias atuais (2018), por sinal, a emendar mandatos sucessivos e perpetuar o seu "foro privilegiado". 

Mas que eu saiba, ele não aproximou-se dos organizadores da Praça do Rock na ocasião e deduzo duas hipóteses nesse caso: ou ele não vislumbrou nenhuma capitalização em seu favor ali, ou apoiou a destruição do evento, a atender os moradores do bairro que usaram outros políticos com perfis conservadores como o dele, para forçarem tal desfecho lastimável para a cultura. 

De uma maneira ou de outra, a intenção ali foi a mesma de uma ave de rapina, ou seja, tudo dentro da mais absoluta normalidade, por tratar-se da mentalidade rasteira vinda da parte dos políticos populistas e não comprometidos com causas sociais neste país, como o seu modus operandi.