Que incrível foi começar o ano novo com a perspectiva de um show ao vivo. Essa sensação, não tínhamos desde os anos 1970, e nesta fase do grande "resgate" pós-2020, tal perspectiva também veio a coroar todo o esforço empreendido desde então, a culminar com a gravação e lançamento de "1969", e agora a sinalizar uma etapa posterior com preparação para tocar ao vivo e consequente adequação simultânea para novas sessões de gravação do material.
Todavia, houve também a preocupação de preparar um grupo de músicas sob um curto espaço de tempo e nesse caso, aconteceu a urgência da banda para promover ensaios a visar os arranjos dessas músicas, antes de se pensar em marcar ensaios elétricos, propriamente ditos. Já havíamos feito isso um pouco antes das festas de final de ano de 2023, mas desta feita, fez-se mister acelerar o processo.
Osvaldo Vicino, Carlinhos Machado, Laert Sarrumor, Wilton Rentero e eu (Luiz Domingues), apenas por detalhes. Ensaio do Boca do Céu na residência de Osvaldo Vicino. 7 de janeiro de 2024. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: automático
Discutimos sobre quais músicas tocaríamos no show e a escolha chegou ao seguinte resultado: "Serena", "Rock do Cometa", "Astrais Altíssimos", e "Desprogramação". Incluiríamos logicamente a música, "1969", como a nossa então única canção gravada oficialmente até esse ponto e uma releitura de algum tema do Rock Brasileiro setentista que nos inspirara naquela década, quando resolvemos enfim tocar: "Boeing 723897" do Joelho de Porco. Às vésperas da apresentação, incluímos mais uma releitura, mas sobre isso eu falo no momento adequado da cronologia.
Promovemos ensaios acústicos na residência do Osvaldo Vicino, e ali fechamos o arranjo final das nossas músicas escolhidas e posteriormente, marcamos ensaios elétricos de apuro.
Osvaldo Vicino, Carlinhos Machado, Laert Sarrumor, Wilton Rentero e eu (Luiz Domingues). Ensaio do Boca do Céu na residência de Osvaldo Vicino. 10 de janeiro de 2024. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: automático
No primeiro ensaio e com a presença do Laert, conseguimos preparar algumas músicas, mas ficou a faltar tempo e assim, eis que marcamos um novo ensaio residencial logo a seguir, poucos dias depois para encerrar essa preparação prévia e ficarmos aptos para os ensaios elétricos.
Foi quando chegamos então ao primeiro ensaio elétrico de 2024, quando nos reunimos no estúdio Lumen da Vila Mariana, um daqueles três estúdios que o trio de cordas tanto usou entre 2021 e 2022, durante os trabalhos iniciais para resgatar as nossas músicas dos anos setenta.
Osvaldo Vicino, Wilton Rentero e eu (Luiz Domingues). Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 21 de janeiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")Sem a presença do Laert, porém com o Carlinhos Machado já super entrosado conosco, a banda passou as músicas recém arranjadas e assim deu os primeiros passos para o apuro adequado, a se visar uma apresentação. Tudo bem que seria um show de choque, mas dadas as circunstâncias, sem traquejo pela falta de costume, precisávamos criar uma condição plausível em muito pouco tempo e neste caso, sem uma sequência de shows prévios, a tarefa teve esse peso extra, daí a urgência de se marcar mais ensaios preparatórios.
Na
primeira, foto, uma tomada da banda inteira a trabalhar. Carlinhos
Machado, na segunda foto. Osvaldo Vicino e Wilton Rentero na terceira.
Wilton Rentero na quarta foto. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de
São Paulo. 21 de janeiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir
Barbosa de Lima ("Moah")
Um novo ensaio foi marcado então, e desta vez a contarmos com o nosso vocalista, Laert Sarrumor. Estávamos felizes com a perspectiva da apresentação e a comemorar muito por essa oportunidade.
No momento pós-ensaio, da esquerda para a direita: Moacir Barbosa de Lima ("Moah"), Wilton Rentero, eu (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino e Carlinhos Machado. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 21 de janeiro de 2024. Acervo e cortesia: Wilton Rentero. Click: Mara
Fizemos um bom ensaio no dia 28 de janeiro, com a presença do nosso time completo, e marcamos mais um para o domingo subsequente, no dia 4 de fevereiro, já a se aproximar a data da apresentação, a sentir que estávamos com o material quase 100% pronto para a apresentação.
E tivemos a confirmação de uma perspectiva ótima da qual o Laert já havia nos alertado anteriormente, no sentido de que a atração radiofônica, "Rádio Matraca" (histórico programa veiculado pela USP FM e cuja a apresentação era do próprio Laert, desde os anos oitenta ao lado de Ayrton Mugnaini Junior e Alcione Sanna), nos relacionara para sermos entrevistados. Tal convite abriu espaço para o Boca do Céu, e por conseguinte, Los Interessantes Hombres Sin Nombre e a minha banda, Os Kurandeiros, que também seriam fartamente divulgadas, ao falarmos bastante sobre o show que faríamos juntos em muito breve.
Flagrantes do ensaio realizado pelo Boca do Céu no dia 28 de janeiro de 2024, no estúdio Lumen de São Paulo. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Ali no ambiente do ensaio, escolhemos três músicas para tocar ao vivo no programa "Rádio Matraca" e o Laert nos alertou que mesmo sendo um show do Boca do Céu, seria de bom alvitre termos a música "Concheta" do Língua de Trapo como uma opção importante de reserva para um eventual "bis", por dois motivos: primeiro que a Cátia, proprietária do Instituto Cultural Bolívia Rock, era fã confessa e muito entusiasmada do Língua de Trapo e do Laert em específico e assim, tocar tal música haveria de ser um presente para a nossa anfitriã.
E segundo, por que além dela, seria bacana incluir tal tema pois fatalmente outros fãs do Língua estariam presentes e pelo fato do repertório do Boca do Céu não ser conhecido o suficiente, tal peça haveria de movimentar a empatia para com a nossa banda, além da releitura da música "Boeing 723897" do Joelho de Porco.
Pois
muito bem, argumentos plausíveis, todos concordamos e de imediato já
passamos a preparar tal tema como uma opção a mais para o repertório do
show.
No momento pós-ensaio, da esquerda para a direita: Carlinhos Machado, Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), Wilton Rentero e Laert Sarrumor. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 28 de janeiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Três dias depois, fomos participar da gravação do programa Rádio Matraca, ocasião na qual tivemos muitas felicidades para acumular e comemorar.
Pois se em 2023, lançamos enfim a nossa primeira música oficialmente gravada em estúdio e tivemos inúmeras execuções radiofônicas, agora estávamos com show marcado para acontecer em breve e nesse dia 31 de janeiro de 2024, fomos realizar a nossa primeira entrevista para um veículo de rádio tradicional do dito "dial", com a banda completa e com direito a uma mini apresentação de nossa parte.
Tudo bem que esse convite foi formulado por um próprio companheiro nosso, isto é, a se configurar como uma ação entre amigos, mas na prática, tirante essa camaradagem implícita, o fato foi que essa oportunidade se revelou histórica para a nossa banda, que sonhara com participações dessa monta no âmbito da cobertura radiofônica e somente agora, na terceira década do século XXI, concretizou tal feito.
Bem, tradicionalmente o programa era realizado nos estúdios da USP, dentro do campus da cidade universitária, porém, a passar por reformulação, já de algum tempo a gravação estava a ser realizada no estúdio conhecido como "Mister Jungle", de propriedade do tecladista do Língua de Trapo, José Miletto, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista.
Para tocarmos de uma maneira elétrica, tivemos o apoio do percussionista do Língua de Trapo, Marcos Martins, que é também técnico de som e proprietário de equipamento de PA, portanto, ele prontamente nos emprestou toda a estrutura, montando um mini PA de pronto, para que pudéssemos tocar.
Os apresentadores do programa "Rádio Matraca" e amigos de longa data: Alcione Sanna, Laert Sarrumor e Ayrton Mugnaini Junior. Boca do Céu no programa "Rádio Matraca" da USP FM. 31 de janeiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
A minha ex-aluna e amiga, Alcione Sanna e eu, Luiz Domingues, a nos reencontrarmos após tantos anos. Boca do Céu no programa "Rádio Matraca" da USP FM. 31 de janeiro de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Alcione Sanna
Foi um prazer reencontrar a minha ex-aluna, Alcione Sanna após tantos anos, e com a qual tive bons momentos de recordação ali nos bastidores dessa gravação, ao falarmos sobre as nossas reminiscências ocorridas nos anos noventa, quando das minhas aulas.
Seguindo o roteiro do programa, nós primeiro gravamos as músicas do Boca do Céu. Tocamos então as canções: "Rock do Cometa", "Astrais Altíssimos" e "Desprogramação".
E ali na hora, na base do improviso, a se considerar que Ayrton Mugnaini Junior e Carlinhos Machado também eram membros do grupo "Los Interessantes Hombres Sin Nombre", se resolveu convocar os dois guitarristas do Boca do Céu, Wilton Rentero e Osvaldo Vicino, e assim eles tocaram a música: "Rebel Dog Blues", composição do Ayrton, inclusive com a participação do Laert, canção que representou os "Los Interessantes", que também fariam o show conosco no Instituto Cultural Bolívia Rock, alguns dias depois.
Flagrantes da nossa apresentação durante entrevista concedida ao programa "Rádio Matraca". Primeira foto: Laert Sarrumor e Wilton Rentero. Segunda foto: Osvaldo Vicino e Laert Sarrumor. Terceira a foto: Eu (Luiz Domingues), com Ayrton Mugnaini Junior, atrás, em pé e Carlinhos Machado ao lado. Boca do Céu na gravação do programa "Rádio Matraca". 31 de janeiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")A seguir, fizemos a entrevista que foi muito boa, com todos a contar a história da nossa banda nos anos setenta e no momento pós-2020, e logicamente com o Laert também a participar desse contexto, mesmo sendo ele também um dos apresentadores do programa.
Um último bloco foi dedicado à minha pessoa e certamente que eu vi como algo muito honrosa essa deferência à minha pessoa e trajetória pessoal. Nesse bloco, eu falei de praticamente todas as bandas pregressas que tive e também d'Os Kurandeiros, mediante trechos de músicas executados de cada trabalho destacado e a contar com o farto uso de "BG" a destacar músicas dessas bandas todas.
Em suma, foi uma entrevista & apresentação em clima de completa descontração, entre amigos queridos e com a camaradagem explícita no ambiente, o que nos deu respaldo, certamente, para nos apresentarmos bem e falarmos com desenvoltura.
A banda perfilada a atuar, com Ayrton Mugnaini Junior e Alcione Sanna a assistir da porta ao fundo e no canto direito a comandar a filmagem, Moacir Barbosa de Lima ("Moah"). Click, acervo e cortesia: José Miletto
O nosso excelente apoiador, Moacir Barbosa de Lima, o grande "Moah", fotografou e filmou toda a apresentação e o simpaticíssimo José Miletto nos forneceu o áudio das três músicas que gravamos e assim, eu pude compor três clips mediante mosaico de fotos para reforçar o acervo da nossa banda.
Tal entrevista foi ao ar no dia 10 de fevereiro de 2024, pelas ondas da USP FM, a concretizar a primeira entrevista coletiva da banda em uma emissora de rádio do "dial" tradicional. Um marco para os meninos sonhadores de 1976, somente concretizado por senhores no alto da terceira idade em 2024, porém, a emoção foi a mesma, é preciso salientar.
Dias depois, o podcast para audição permanente foi disponibilizado pela emissora, através do seguinte link:
https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/radio-matraca/
"Rock do Cometa" ao vivo no programa "Rádio Matraca" - USP FM de São Paulo. No ar no dia 10 de fevereiro de 2024
Eis o link para escutar no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=fVf-CXpWFOw
Eis o link para ouvir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=xbdUT6i-bos
Eis o link para escutar no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=HwRTj2_cImw
Com a propaganda do show já "na rua" e a todo vapor, o programa foi com certeza um elemento de apoio nesse esforço. E então, para arrematar, fizemos mais um ensaio de segurança. Dessa forma, nos reunimos novamente nas dependências do estúdio Lumen de São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 2024, para um último apronto.
Da esquerda para a direita: Carlinhos Machado, eu (Luiz Domingues), Wilton Rentero e Osvaldo Vicino. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 11 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Sem o Laert, no entanto, apenas repassamos alguns pontos cruciais das canções para nos fornecer a segurança final e assim nos colocamos aptos para cumprir o nosso apontamento mais importante nesta etapa do grande resgate, para finalmente nos colocarmos novamente sob um palco, após um longo hiato de 46 anos.
Eis que chegara o grande dia. Sentimento vivo entre os quatro membros originais do Boca do Céu presentes na formação pós-2020 e devidamente reforçado pelo Carlinhos Machado, que entrara na banda nesta fase moderna do século XXI, porém, sendo contemporâneo nosso dos anos setenta, entendia perfeitamente essa mesma sensação, ocorreu que nesse dia, 17 de fevereiro de 2024, nós finalmente voltamos a colocar essa banda sob um palco, algo que não fazíamos desde o longínquo ano de 1978.
Quando nos reencontramos para uma mera reunião de confraternização em fevereiro de 2020, não passara na imaginação de nenhum de nós envolvidos nesse projeto de resgate, que uma sobrevida poder-se-ia precipitar doravante e foi exatamente o que ocorreu, com pandemia mundial no meio do caminho, problemas pessoais de cada um mediante doenças pontuais e questões familiares a se resolver, muitos ensaios em meio aos protocolos sanitários exigidos e sobretudo, a exercermos um esforço de memória hercúleo para relembrar músicas cuja lembrança só tínhamos na maioria dos casos, de forma precariamente fragmentada.
Conseguimos enfim colocar a banda em um estúdio profissional, para gravar uma das nossas canções com o brilhantismo musical que era inatingível para nós nos anos setenta, gerar repercussão midiática muito além do esperado e agora, neste momento de 2024, colocar a banda no palco para tocar em uma casa noturna com ambientação de Rock e a cumprir tal tarefa com propriedade.
Eu (Luiz Domingues), em meio a um ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo em 4 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
A pensar exclusivamente no meu caso particular, eu já houvera atingido um pico de carreira muito além do que sonhara, no sentido de que atuara como membro de muitas bandas, a gravar mais de duas dezenas de discos ao longo de quase quarenta e oito anos de carreira. Nesta altura, estava a exibir um portfólio gigantesco, portanto, chegara nessa idade cronológica de sessenta e três anos de idade (a enxergar a marca de sessenta e quatro para ser cumprida em breve), plenamente satisfeito.
Durante a minha trajetória, pude ajudar a criar uma banda que cresceu e ficou lendária, entrei para a formação de duas bandas que já eram lendárias e pude construir a minha participação com presença marcante na história delas. Tive também banda que teve apelo midiático, outras duas que alcançaram um enorme respeito artístico. Exerci a psicodelia sessentista mais louca a bordo da banda de um artista que a enxergava como eu, e pude construir uma banda inteiramente da estaca zero a pensar em todos os detalhes para exercer o que eu sempre sonhei fazer. Além disso, tive duas bandas "cover" que foram além da mera execução mecânica a conter muitos atributos irrefutáveis, fora que participara de dezenas de trabalhos avulsos com outros artistas.
Portanto, essa boa surpresa de poder prover sobrevida à minha primeira banda, que tivera uma trajetória tão singela e importante como fator impulsionador da minha carreira, mas que poucos resultados palpáveis amealhara durante a sua jornada no decorrer da década de setenta, eu pude encarar como um presente que os Deuses do Rock me ofertaram para que eu pudesse encerrar a carreira e a vida, com direito a retornar ao ponto inicial de tudo nesse aspecto da minha trajetória artística e desta feita, para deixar um legado, com este trabalho em específico.
Diferente do meu primeiro show de Rock da vida, cumprido em fevereiro de 1977, com esse mesmo "Boca do Céu", eu acordei no dia 17 de fevereiro de 2024, sem aquela apreensão, o chamado "frio na barriga", que artistas principiantes sentem e que alguns nem conseguem superar, mesmo com a experiência adquirida.
No entanto, toda essa reflexão que eu expus nos parágrafos acima, passou pela minha mente nesse instante e eu me senti muito feliz por esse dia ter chegado.
Faríamos um show de abertura da minha própria banda, Os Kurandeiros e seria curto, no padrão de um show de choque, mas embora breve na duração e na condição de "open act" ou show de abertura (na terminologia em português), de uma outra banda, que significado especial teria para todos nós!
Fora toda essa comoção interna de nossa parte em face ao retorno do Boca do Céu aos palcos, após um inacreditável hiato de quarenta seis anos (1978-2024), ainda haveria a exótica participação dessa minha banda inicial de carreira e revivida naquele instante, por estar a abrir o show de minha banda regular desde 2011, Os Kurandeiros, ou seja, um elemento a mais para fazer dessa noite uma ocasião bem especial.
Não foi a primeira vez que eu haveria de tocar com duas bandas durante o mesmo evento, no entanto, desta feita tal elemento agregaria ainda mais a sensação de um sabor muito especial para a noitada Rocker que se pronunciara.
Dentro da logística interna que construímos, eu combinei de fornecer carona para o Laert e sua esposa (e nossa empresária), Marcia Oliveira e para tal, marquei com ambos o nosso encontro para ocorrer em uma estação de metrô bem próxima da minha residência na ocasião. Cheguei ao local com alguns minutos de antecedência em relação ao horário que marcamos e fiquei em um ponto estratégico para visualizar a chegada do casal amigo, quando ambos haveriam de se apresentar nas catracas de saída da estação.
A brincar com essa foto no seu perfil da rede social Facebook, o músico e técnico de áudio, Célio Boim colocou a legenda: "será que é ele?" a se referir à minha pessoa, Luiz Domingues, no fundo, perto de uma placa publicitária, estrategicamente colocado a observar as catracas de saída da estação Ana Rosa do metrô de São Paulo, a aguardar a aproximação de Laert Sarrumor e Marcia Oliveira.17 de fevereiro de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Célio Boim
Foi nesse ínterim, que percebi um rapaz a mirar-me com aquela expressão facial típica de que me conhecia, no entanto eu não me lembrei exatamente dele naquele instante. Foi quando ele sinalizou-me, eu me aproximei e ali travamos uma boa conversa. Fã d'A Chave do Sol, ele se apresentou e foi então que eu recordei dele pela nossa amizade virtual estabelecida via Facebook, a se tratar de Célio Boim.
Foi quando Laert e Marcia chegaram, e surpreso por também conhecer o Laert por conta do Língua de Trapo, lhe revelamos que estávamos a nos encontrar a visarmos cumprir o soundcheck no Instituto Cultural Bolívia Rock, para nos apresentarmos a noite, com o "Boca do Céu", a nossa gloriosa primeira banda de carreira de ambos.
No comando da "selfie", o músico e técnico de som/operador de PA, Célio Boim, confraternizou comigo (Luiz Domingues), Laert Sarrumor e Marcia Oliveira a empresária do Língua de Trapo e também do Boca do Céu. Estação Ana Rosa do metrô de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Célio Boim
Experiente como músico e técnico de som (ele operava PA de espetáculos musicais os mais variados), nos disse que não iria assistir apenas porque trabalharia com a sonorização de um show naquela noite na cidade de Suzano-SP, mas que não perderia um show nosso em um futuro não muito distante.
Pois é, Rockers são sempre atentos aos "sinais" e esse nos pareceu de fato um bom presságio de que não só teríamos um bom show naquela noite, como todo o nosso esforço para colocar a banda em condições de tocar ao vivo, lograra êxito, só por essa manifestação incrível, ocorrida a esmo em uma estação do metrô.
E assim fomos felizes para o local do nosso show. Aquele haveria de ser um dia de Rock e os sinais positivos estiveram no ar!
Chegamos ao ambiente do Instituto Cultural Bolívia Rock com a confiança bem grande de que estávamos bem preparados e certamente que o fato do show ter a presença de bandas amigas e mais do que isso, com certos componentes a fazer parte de mais de uma banda, nos deu a tranquilidade definitiva sobre estarmos amplamente respaldados.
O fato de haver amizade estabelecida por múltiplas conexões entre os componentes das três bandas, foi a garantia de que o amparo seria automático e assim ocorreu.
Carlinhos Machado, nosso baterista e também d'Os Kurandeiros, era igualmente baterista da banda "Los Interessantes Hombres sin Nombre", portanto, teria uma participação muito além da órbita artística, mas a se revelar verdadeiramente atlética nessa noitada. Eu mesmo, também teria uma jornada não tão intensa quanto à do Carlinhos Machado, todavia, de característica dupla, pois tocaria com o Boca do Céu e com Os Kurandeiros.
Wilton Rentero a se preparar no soundcheck, com a presença da técnica de som da casa, Talita, de costas ao fundo. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Os
guitarristas d'Os Kurandeiros, meus amigos e colegas, Kim Kehl e Phil
Rendeiro ajudaram muito os nossos guitarristas, Osvaldo Vicino e Wilton
Rentero e assim, o soundcheck foi cumprido com extrema cooperação e
camaradagem.
Encerrada essa fase de preparação, a banda de nossos amigos, "Los Interessantes Hombres sin Nombre" fez o seu trabalho de soundcheck e ficou pronta para entrar em cena. A casa já estava pronta para abrir as suas portas ao público e o clima de animação era enorme da parte da nossa "velha nova banda".
Fomos muito bem recebidos também pela proprietária da casa e por todos os funcionários. Catia Cristina, sempre se mostrou como uma fã incondicional d'Os Kurandeiros e do Língua de Trapo, portanto estava esfuziante por receber Os Kurandeiros e o Boca do Céu, sabedora que eu e Laert Sarrumor tivemos o Boca do Céu como banda primordial da carreira de ambos e a registrar ali no palco de seu estabelecimento uma marca histórica, ou seja, a sua grande volta aos palcos, após um longo hiato a conter longos quarenta e seis anos (1978-2024).
O público começou a entrar nas dependências do Instituto Cultural Bolívia Rock e logo o grupo "Los Interessantes Hombres sin Nombre" subiu ao palco.
Na primeira foto, o excelente guitarrista, Marcos Mamuth. Na segunda, o baterista mais requisitado de São Paulo, Carlinhos Machado. Na terceira, o excepcional baixista, Ayrton Mugnaini Junior e na quarta foto, uma panorâmica do grupo "Los Interessantes Hombres sin Nombre" em ação no palco. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Encerrado o ótimo show do "Los Interessantes Hombres sin Nombre", com as suas canções cheias de identidade Rocker/Bluesy/Soul, nos preparamos para subir ao palco.
Fato inacreditável, desde 1978 não fazíamos isso como unidade de banda de Rock e com essa formação do quarteto original, desde 1977, quando eu (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino, Wilton Rentero e Laert Sarrumor estivemos no palco do ginásio de festas do Palmeiras, para participarmos de duas fases de eliminatórias do festival Fico nesse citado ano.
Portanto, quanta emoção por reunirmos a velha tropa de novo em um palco e desta feita com o objetivo de fazer um show de Rock de verdade. Que momento para essa banda, para esses velhinhos Rockers do século XXI e no meu caso em específico, que alegria chegar no final da carreira e da vida com esse resgate cumprido!
Quando subimos ao palco, a confiança que experimentamos foi muito boa. O fato do Carlinhos Machado ter entrado oficialmente na banda se mostrou decisivo no sentido de que através da sua experiência, ele dividiu comigo e Laert a missão de dar respaldo para Wilton e Osvaldo, ambos com menos rodagem que nós.
Dessa
forma, ao dar segurança nas contagens, propor a pulsação e segurar nas
suas mãos o andamento, já foi um reforço e tanto. Fora a segurança na
condução, a manter a banda tranquila mediante um pilar na retaguarda
para que todos pudessem tocar seguros e mais um dado que eu conhecia
muito bem a bordo da nossa atuação com Os Kurandeiros: os backing vocals
bem afinados que ele costumava fazer, que sempre enriqueciam demais as
apresentações.
Havíamos convidado a cantora d'Os Kurandeiros, Renata "Tata" Martinelli para atuar conosco na apresentação. Ela que brilhantemente gravou backing vocals para a canção "1969" que lançamos em 2023, mas por um conflito de agendas, não conseguiu fazer parte de nossos ensaios, se preparou conforme foi possível para esse show, apenas a escutar vídeos de nossos ensaios e trocar informações com o Laert pelas redes sociais.
Na
primeira foto: Laert Sarrumor no primeiro plano, com Renata "Tata"
Martinelli e Wilton Rentero ao seu lado. Na segunda foto: Laert Sarrumor
e eu (Luiz Domingues) ao seu lado. Na foto número três, vemos Wilton
Rentero e Renata "Tata" Martinelli. Na foto número quatro, Laert
Sarrumor na linha de frente com Carlinhos Machado e eu (Luiz Domingues)
na retaguarda. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de
2027. Click, acervo e cortesia: Marcos Viana "Pinguim"
Começamos com "Rock do Cometa" e a música fluiu muito bem. Com segurança generalizada, balanço Rock'n' Roll e backings bem cumpridos, a música deu o cartão de visitas da banda com segurança, como música de abertura do show. Que maravilha tocarmos essa canção surgida pela criação do Laert lá no longínquo ano de 1977, e que tanto sonhamos executar ao vivo nos shows de Rock que nunca tivemos a oportunidade de realizar na sua plenitude naquela época e que neste instante de 2024, conseguimos enfim, com a devida desenvoltura!
Eis o link para ouvir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=tmcwwqZK6eE
No entanto, eis que ainda inexperiente no uso de pedais de efeitos e ainda por cima a usar um módulo com muitos "presets" e não uma pedaleira tradicional, o Wilton Rentero não controlou corretamente o pedal de volume e assim, o seu solo saiu com um volume bem baixo, inclusive aquém do volume que ele ajustara para tocar a base das músicas.
Logo que a música se encerrou e recebemos os primeiros aplausos e gritos de euforia da parte da plateia, algo não usual ocorreu, pois ante tal dificuldade, observada, O Laert tomou uma atitude de improviso quando nos conclamou a tocarmos de pronto o trecho final novamente, com o Wil alertado a aumentar o volume. Confesso que na hora que o Laert tomou tal atitude inesperada, eu temi pelo pior, pois além da situação vexatória do erro ter sido exposto publicamente sem necessidade do público tomar ciência da nossa falha, o ato de exaltar a banda, que tinha dois membros inexperientes nas suas fileiras, para começar a tocar de novo sob um determinado trecho como se fosse um ensaio, se mostrou uma temeridade na minha imediata percepção, pois a falta de malícia de palco poderia gerar um desastre. De fato, tentamos de pronto retomar tal trecho alardeado e ficou caótica a tentativa de tocarmos tal detalhe novamente. Foi quando o Carlinhos tomou as rédeas da situação, deu o sinal da contagem e nós entramos certo, e desta feita, o solo ficou bem melhor, é verdade, mediante o ajuste do volume melhor ajustado.
Depois no camarim, o Laert me disse que tomara essa atitude inesperada para que o Wil não se prejudicasse e por conseguinte a banda, pois ele de fato, controlou melhor melhor o seu pedal doravante e assim, o show como um todo não foi cumprido com tal falha estrutural. Na hora eu aceitei a argumentação e raciocínio dele, embora no meu caso eu não teria feito o mesmo. Penso que no intervalo da primeira para a segunda música, um recado passado discretamente para o Wil, teria tido o mesmo efeito.
Mas sem problema, pois o público levou na brincadeira tal princípio de tumulto ali estabelecido e o show prosseguiu com muita desenvoltura, a engrenar de vez, e ir até o seu final de uma forma muito boa. Portanto, mesmo a discordar do procedimento, admito que tal gesto tenha surtido um efeito positivo para a continuidade da nossa performance.
Momentos mágicos do show! Foto 1: Osvaldo Vicino. Foto 2: Eu (Luiz Domingues). Foto 3: Carlinhos Machado. Foto 4: Wilton Rentero. Foto 5: a nossa convidada especial, a fadinha d'Os Kurandeiros: Renata "Tata" Martinelli. Foto 6: Laert Sarrumor. Foto 7: Uma panorâmica da banda em ação, com o telão a exibir o emblemático anúncio do "tatu" da revista Rolling Stone brasileira dos anos setenta, uma das referências pelas quais o Laert citou na letra da canção "1969". Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Adveio então "Astrais Altíssimos". Na minha mente, passou a ideia de que tocáramos essa música no primeiro show da banda em fevereiro de 1977, e agora estávamos ali a tocar de novo, que constatação incrível a ser anexada ao quadro de recordes que a nossa banda passou a bater, por conta do resgate que assumimos realizar!
Pois foi com um imenso prazer que eu verifiquei que a executamos com vigor e muita graciosidade. E mesmo que soasse à maioria das pessoas ali presentes como uma grande novidade pelo seu caráter desconhecido até então, a música provocou risadas pelo fato do seu refrão usar do humor em meio a um jogo de palavras que induz a um efeito de compreensão em torno da escatologia, ainda que na prática o Laert tenha feito uma brincadeira com a tabela periódica da química.
Eu já podia mensurar o quanto essa música haveria de explicar para muitos ouvintes novos do Boca do Céu sobre como se deu o desenvolvimento do trabalho do Língua de Trapo a posteriori. Ou seja, a veio satírica do Laert como compositor, nós já conhecíamos desde 1976, cerca de três anos antes da movimentação preliminar que desencadeou o surgimento do Língua de Trapo e a posteriori quando explodiu ao grande público.
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Of6LTknb9Jg
Perfeitamente desenvoltos no palco e a recebermos a ótima receptividade da parte do público, seguimos em frente e chegara a vez de colocarmos a nossa pérola Folk-Rock em destaque, momento esse que eu haveria de desfrutar a me sentir a tocar nos anos sessenta com o Arlo Guthrie, The Band e Lovin' Spoonful para citar três bons exemplos e por que não (?), com Bob Dylan...
Uma panorâmica da banda em ação! Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR
Que sensacional foi quando tocamos a música, "Desprogramação", com bastante suavidade, bem a seguir a cartilha do Folk-Rock sessentista, ou seja, foi uma delícia executá-la na sua plenitude ao melhor sabor do Rock Rural, portanto, a honrar uma das nossas múltiplas influências!
Eu que já adorava essa canção quando o Laert nos mostrou assim que a compôs por volta de 1977, fiquei muito feliz quando nessa fase pós-2020, ela foi relembrada quase que na sua íntegra (somente um verso esquecido foi substituído por outro criado em 2024), devidamente rearranjada e nesse dia tocada ao vivo no palco do Instituto Cultural Bolívia Rock.
É verdade que nós a havíamos tocado durante a nossa participação no programa Rádio Matraca, bem recentemente, porém, ao vivo perante público, foi a primeira vez mesmo, inclusive a se contabilizar a fase inicial da banda nos anos 1970.
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=hrQa4YT8Zn4
Com a receptividade a se mostrar enorme da parte da audiência, nos soltamos ainda mais. Então chegou a hora de tocarmos "Serena". música que foi a primeira que trabalhamos na história da banda, bem no começo das nossas atividades em abril de 1976, antes mesmo do Laert ingressar na formação. A ideia original era do Osvaldo e posteriormente o Laert contribuiu para se tornar coautor. Nesta versão pós-2020, eu e Wilton trouxemos contribuições e a feição da música mudou certamente em relação ao seu formato antigo, porém, a manter fidedignas as suas raízes setentistas genuínas, inclusive a acrescentar partes inspiradas na vertente do Rock Progressivo, ou seja, com o Boca do Céu a soar como aspirara nos anos setenta, finalmente!
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=jXBgqOr3rV8
Chegara o grande momento de show que qualquer banda que já tem um sucesso na manga usufrui, e neste caso, a nossa primeira música gravada oficialmente, "1969", representou para nós esse momento especial no qual algumas pessoas tendem a se arrepiar na plateia. Claro que estou a exagerar, a banda estava longe ainda de ter esse apelo popular maciço, mas sim, muita gente ali presente reconheceu a canção aos seus primeiros acordes, portanto, essa foi uma outra marca admirável que essa banda alcançou, enfim.
É
bem verdade que tivemos um momento atrapalhado, pois o clip que foi
exibido no telão, entrou indevidamente com o áudio ativado e assim, uma
estranha repetição ocorreu nos seus instantes iniciais a gerar um
desconforto para a banda, principalmente ao Laert que a interpretava
como voz solo.
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=YGsoyeK5zd8
Para
encerrar e justificar a falta de mais músicas autorais preparadas para
tocarmos ainda, eis que homenageamos uma banda clássica do Rock
brasileiro dos anos setenta, entre muitas que adorávamos e que cala
fundo principalmente para o Laert, fã ardoroso de um de seus ex-membros,
o saudoso, Tico Terpins. E assim tocamos com muito prazer a música:
"Boeing 723897" do Joelho de Porco, com vigor e prazer pela lembrança
que tanto embalou o Boca do Céu naquela década.
Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=8ZGWKeXNKEE
Flagrantes do Boca do Céu e sua convidada especial, no palco do ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Still de vídeo
Para encerrar, o Kurandeiro-mor, Kim Kehl subiu ao palco e também foi convidada a participar do coro, a proprietária do Instituto Cultural Bolívia Rock, Catia Cristina. E assim, tocamos o clássico: "Concheta" do Língua de Trapo, para delírio generalizado e a provar a relação umbilical que o Boca do Céu mantém com o Língua de Trapo, ou seja, tudo faz parte da anatomia buco maxilo facial de qualquer forma.
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=7T8q3eFdq8Q
Boca do Céu, com os convidados especiais, Kim Kehl (segundo da esquerda para a direita) e Catia Cristina (a usar calças vermelhas), a tocarmos o clássico do Língua de Trapo": "Concheta". Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")Encerrada a nossa apresentação em altíssimo astral, saímos satisfeitos ao extremo do palco. Que prazer foi colocar essa banda no palco novamente e desta feita com o padrão de qualidade sonora que não tivemos como apresentar nos anos setenta.
O agradecimento final! Da esquerda para a direita: O convidado especial, Kim Kehl, Wilton Rentero, Laert Sarrumor, Catia Cristina (a proprietária do ICBR de São Paulo), Renata "Tata" Martinelli. eu (Luiz Domingues), Carlinhos Machado e Osvaldo Vicino. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR. Click: Deco Wanderley Konayagui
De minha parte, a satisfação foi imensa, com uma sensação quase indescritível, que sim, manteve o sentimento do dever cumprido, mas foi além com um fator maior, difícil de ser exprimido em palavras, a se tratar de uma espécie de bem-estar comigo mesmo a se revelar como uma experiência muito agradável.
Mais flagrantes do show: foto 1: Wilton Rentero e a cantora convidada, Renata "Tata" Martinelli. Foto 2: Laert Sarrumor, Carlinhos Machado ao fundo na bateria, eu (Luiz Domingues) e Osvaldo Vicino. Foto 3: Na mesma sequência da foto anterior. Foto 4: Carlinhos Machado em ação. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Bem, reflexões emotivas e/ou sensoriais a parte, eu precisei ser ligeiro, pois a minha banda, Os Kurandeiros, precisava subir ao palco e entre outras coisas, eu precisei trocar de figurino para me apresentar com outra identidade visual e me recompor, pois estava exaurido. Apesar disso, melhor preparado fisicamente do que em outras ocasiões recentes nas quais eu sentira o peso da idade, apesar do calor e do cansaço, físico e emocional neste caso, fui me preparar no camarim, com relativa tranquilidade para poder voltar ao palco e atuar com Os Kurandeiros, inclusive para cumprir um show de maior extensão, com quase uma hora e meia em relação ao show de choque de cerca de trinta e cinco minutos que fizemos com o Boca do Céu.
E se eu estava cansado, imagine então o Carlinhos que tocara com duas bandas e faria o show maior a seguir.
Já no momento pós-show, tivemos boas surpresas, inclusive com velhos amigos e incentivadores do Boca do Céu nos anos setenta, presentes no Instituto Cultural Bolívia Rock a nos fornecer uma dose maciça de emoção!
Bem na frente, as filhas de Adelaide Giantomaso, Juliana e Renata Miranda e a própria Adelaide a vestir a camiseta azul do Boca do Céu. Sentado do lado direito, Eduardo Viscome. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
E além desse reencontro incrível com pessoas que estiveram conosco nos anos setenta, recebemos todo o carinho de diversos outros amigos e inclusive da proprietária do Instituto Cultural Bolívia Rock, a simpática Catia Cristina, que nos tratou de uma forma esplêndida.
Na primeira foto, Renata Miranda, Wilton Rentero, Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor e Adelaide Giantomaso. Foto 2: O comunicador, Rogério Utrila (que apresentou o nosso show), Laert Sarrumor e o exímio guitarrista, Adilson Oliveira. Atrás, o guitarrista Marcos Mamuth conversa com Wilton Rentero. Foto 3: Eu (Luiz Domingues), Laert Sarrumor, Catia Cristina, Marcia Oliveira (esposa do Laert Sarrumor e empresária do Língua de Trapo e Boca do Céu) e o percussionista do Língua de Trapo, Marcos Martins. Foto 4: Pedro Paulo Vicino e seu pai, Osvaldo Vicino. Foto 5: Clicks, acervo e cortesia: Weber Japoneis
Na primeira foto, o casal de amigos músicos, Elias e Ariani Salari com Osvaldo Vicino. Na segunda foto, o casal de amigos, Maria Cecília Lohner e Paulo Peres Bergamo, o músico, Isidoro Hofacker e sua esposa, a cantora Ana Gallian e Catia Cristina. Foto 1: Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: Pedro Paulo Vicino. Foto 2: Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis
Três componentes do Boca do Céu a autografar set list do show para ser guardado no museu do ICBR: Laert Sarrumor (com Wilton Rentero próximo e ao fundo, o filho de Osvaldo Vicino, Pedro Paulo Vicino, na foto 1. Eu (Luiz Domingues) e Catia Cristina na foto 2 e na foto 3: Osvaldo Vicino. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. Acervo e cortesia: Catia Cristina./ICBR. Clicks 1 e 3: Catia Cristina/ICBR Click 2: Deco Wanderley Kanayagui
E ainda tivemos o prazer, eu e Laert, de visitar e autografar fotos nossas oriundas de shows do Língua de Trapo e no meu caso em específico, da Patrulha do Espaço, clicadas pelo saudoso, Edgar Franz, o popular "Bolívia", cuja viúva, Catia Cristina, mantinha tal museu muito bem cuidado.
Eu, Luiz Domingues a assinar a foto clicada pelo saudoso Edgar Franz, popular "Bolívia", durante um show da Patrulha do Espaço que ele cobriu, e na segunda foto, a viúva de Edgar Franz "Bolívia, e proprietária do ICBR, Catia Cristina, celebra a minha assinatura na foto, peça do museu fotográfico do casal. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Catia Cristina; Clicks: Deco Wanderley Kanayagui
Foi uma notada memorável e acredito que valeu a pena esperar quarenta e seis anos para acontecer essa volta triunfal do Boca do Céu ao palco.
Laert Sarrumor também a autografar fotos de shows clicados pelo saudoso "Bolívia", o grande Edgar Franz. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR.
Satisfeitos
ao extremo pelo bom desempenho que tivemos, felizes pela receptividade e
honrados com a camaradagem generalizada que ocorrera entre as bandas,
acreditamos que o saldo foi muito além do que esperávamos. Sobrou emoção
nesse dia para a nossa "velha nova" banda. Como se dizia nos anos
setenta: "Hoje é dia de Rock" e esse 17 de fevereiro de 2024 entrou para
a história da banda como tal afirmativa a se provar certeira nesse
aspecto.
Antes do show começar, eu já havia sido avisado que a Adelaide Giantomaso estava presente na casa, acompanhada por suas duas filhas e o namorado de uma delas. Já na primeira música, eu a avistei na plateia e sinalizei para ela. Fiquei muito feliz com a sua presença. Namorada e depois esposa até os dias então atuais de 2024 do primo de Wilton, Sidnei, foi ela que ao se tornar colega de escola do Laert em 1977, indicou Wilton Rentero para adentrar a formação da nossa banda e embora não haja a confirmação da parte de ninguém, nem dela mesma, lhe é atribuído o feito de haver "clicado" a única foto oficial que temos da nossa banda registrada nos anos setenta, ou seja, que tesouro incomensurável para o nosso grupo!
Eduardo Viscome e Amaury Martins, dois grandes incentivadores do Boca do Céu nos anos setenta e que foram nos prestigiar em 2024! Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis
E por falar em mais presenças incríveis ali a nos prestigiar, devo registrar também as personas de Eduardo Viscome e Amaury Martins, ambos testemunhas oculares e auditivas dos nossos esforços juvenis empreendidos nos anos setenta para alavancar a carreira do Boca do Céu. Personas recorrentes nos nossos ensaios e também nas poucas apresentações que fizemos naqueles anos, foi com alegria imensa que os vi a nos prestigiar no ICBR neste momento de 2024.
Mais flagrantes do show: Foto 1: Wilton Rentero. Foto 2: Carlinhos Machado. Foto 3: Osvaldo Vicino. Foto 4: Luiz Domingues. Foto 5: A cantora convidada, Renata "Tata" Martinelli. Foto 6: Laert Sarrumor, com Renata "Tata" Martinelli ao seu lado. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Mais novas alvissareiras vieram logo a seguir! Acertamos a entrada da banda no estúdio para muito breve e assim, estaríamos ainda em março de 2024 a adentrar as dependências do estúdio Prismathias de São Paulo e sob a condução do ótimo, Danilo Gomes Santos, iniciaríamos a gravação de um novo lote de canções e a primeira escolhida foi: "Rock do Cometa".
Ensaio com o quarteto instrumental da banda a visar a preparação para a banda entrar em estúdio logo a seguir. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Cristiano 528 de São Paulo. 4 de março de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Wilton Rentero
Animados com a perspectiva de entrarmos novamente em estúdio para gravarmos a segunda música do nosso grande resgate, marcamos um ensaio preparatório apenas com o quarteto instrumental da banda presente, para o estúdio "Cristiano 528" em Pinheiros, para a tarde do dia 4 de março de 2024.
Julgamos
que o Laert Sarrumor poderia ser poupado dessa compromisso, pois eu
mesmo, Luiz poderia fazer a guia da voz com tranquilidade, tanto para
esse ensaio, quanto no outro estúdio para gravarmos oficialmente no dia
seguinte.
Nem pensamos no dia, mas essa data se forjara como emblemática para nós, no sentido de que exatamente um ano antes, havíamos visitado a residência do Laert Sarrumor em São Vicente, no litoral de São Paulo, para fechar o mapa da música: "1969" e ali selamos a ideia de gravá-la em breve, o que culminou por acontecer com a nossa entrada em estúdio em maio, para fechar a masterização da música em agosto e lançá-la em setembro de 2023.
Osvaldo Vicino bem animado pela circunstância, a se preparar para o trabalho. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Cristiano 528 de São Paulo. 4 de março de 2024. Click, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Alguns dias depois desse ensaio, foi quando o Osvaldo Vicino me lembrou da efeméride e como foi interessante ele ter se lembrado dessa coincidência que demarcou o exato instante no qual novamente estivemos a nos preparar para gravar de novo.
Desta feita, a nossa escolha natural foi em torno da música: "Rock do Cometa" por julgarmos que ela estava bem ensaiada pela constância de ensaios que havíamos cumprido para nos prepararmos para o show que realizamos no ICBR e também por isso, ou seja, pelo fato de a termos tocado no show, acreditamos que tal tema seria o ideal para ser gravado de imediato para dar início a essa segunda safra de gravações que havíamos planejado cumprir.
Na primeira foto, o baterista, Carlinhos Machado e na segunda, eu (Luiz Domingues). Ensaio do Boca do Céu no estúdio Cristiano 528 de São Paulo. 4 de março de 2024. Click, acervo e cortesia: Wilton RenteroPassamos a música "Rock do Cometa" diversas vezes e nos preparamos para gravar a base da canção já a partir do dia seguinte, 5 de março de 2024, quando voltaríamos às instalações do estúdio Prismathias de São Paulo, sob o comando do amigo, Danilo Gomes Santos.
Eis que voltamos às dependências do estúdio Prismathias de São Paulo, onde havíamos tido a emocionante tarefa de gravar a canção "1969" no ano de 2023, e com tal ação, finalmente colocado a banda no mapa da música profissional, após lançarmos tal música de forma oficial.
A meta foi começar a gravar o "Rock do Cometa", mais uma das músicas que o Laert nos apresentara nos anos setenta e que havia nos impressionado bastante, devo acrescentar, não apenas pela formatação musical, mas também pela letra, mediante uma linha de construção além do nosso nível infanto-juvenil da ocasião.
A bateria e o posicionamento dos microfones em destaque. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação de "Rock do Cometa". 6 de março de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
A usar a mesma dinâmica de captura usada na canção "1969", o nosso amigo, Danilo Gomes Santos, técnico da áudio e proprietário do estúdio, já assegurou-nos um som muito orgânico, robusto nos tambores e bumbo e "vivo" na percepção dos agudos extraídos dos pratos, chimbau e caixa. Em suma, aquela captura típica dos anos setenta, com reverber natural ao máximo, sem artifícios.
Carlinhos Machado a gravar, visto da sala da técnica. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação de "Rock do Cometa". 6 de março de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Sessão muito produtiva, conseguimos gravar a bateria com ótimo desempenho da parte do Carlinhos Machado, a registrarmos um timbre que eu reputo ter ficado sensacional em termos de captura inicial, com aquela sonoridade setentista que buscávamos como meta na nossa planificação de produção e a honrar a nossa história do resgate, no sentido de termos a essência que sonháramos ter tido nos anos setenta.
Foto1: Osvaldo Vicino. Foto 2: Wilton Rentero. Foto 3: O trio de cordas representado pela ordem na foto por eu mesmo (Luiz Domingues, Wilton Rentero e Osvaldo Vicino. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação de "Rock do Cometa". 6 de março de 2024. Clicks 1 e 2, acervo: Luiz Domingues. Click 3, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Com aquela energia Rock'n' Roll bem setentista, inclusive a nos lembrar o Glam Rock de T.Rex de Marc Bolan e seus pares britânicos contemporâneos, gostamos bastante do balanço empregado.
Sem a presença do Laert, eu mesmo fiz a guia como em "1969", porém, devo registrar que cometi um engano, um erro crasso na verdade, como jamais cometera em nenhum ensaio anterior e assim, uma involuntária alteração no mapa original da música, ocorreu. Todavia, a minha sorte foi que esse erro que foi imperdoável a grosso modo, a se cogitar começar tudo de novo na prática como o mais acertado a ser feito, produziu um inesperado efeito na canção que lhe conferiu um diferencial antes não planejado.
Um
sinal dos "Deuses do Rock" que manipularam-me propositalmente?
Romanticamente eu passei a considerar dessa forma, mesmo porque, eu
estava a me sentir chateado pelo erro grotesco cometido e o alívio que
senti ao perceber que a mudança involuntária gerou um certo "charme"
para a canção, foi algo realmente inusitado.
Carlinhos Machado a sinalizar estar preparado para começar a gravar o "Rock do Cometa". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação de "Rock do Cometa". 6 de março de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Essa sessão ocorreu no dia 6 de março de 2024, e já no dia seguinte, seguimos com o trabalho já a iniciarmos com a gravação do baixo.
Congraçamento ao final da sessão! Da esquerda para a direita: Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), o fotógrafo e film-maker, Moacir Barbosa de Lima ("Moah"), Carlinhos Machado, Wilton Rentero e o técnico de áudio e proprietário do estúdio Prismathias de São Paulo: Danilo Gomes Santos. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação de "Rock do Cometa". 6 de março de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Danilo Gomes Santos
Gravação da música: "Rock do Cometa" - 1ª sessão de gravação (bateria) - 6 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/s2jLNDigcoo
E assim, logo no dia seguinte, 7 de março de 2024, o início da segunda sessão foi usada para eu gravar o baixo. A fazer uso do meu querido Fender Precision, pude atingir um timbre bem fidedigno ao seu peso e poder natural de ecoar mediante um registro médio-agudo bem característico.
Sempre gostei da etapa da pré-produção na qual eu penso nas músicas e escolho o baixo ideal para gravá-las. Aliás, em outros capítulos bem anteriores desta minha autobiografia e não exatamente sobre esta banda em específico, já descrevi a minha metodologia para desenvolver essa percepção, portanto, não irei repetir exatamente o que expliquei anteriormente, no entanto, para falar sobre a minha escolha específica para gravar: "Rock do Cometa" do Boca do Céu, creio ter acertado na escolha, ao buscar o som que lembra o som de bandas como o "Thin Lizzy", "Budgie", "Alice Cooper band" e "Grand Funk" entre tantas outras, cujos respectivos baixistas usavam e bem o Fender Precision, no entanto, ao me deter na sonoridade de "Rock do Cometa", é óbvio que a referência estava muito mais para o som do "T.Rex", por sua característica Rock'n' Roll à moda do Glam-Rock britânico dos anos setenta.
Eu (Luiz Domingues), a gravar o baixo da música: "Rock do Cometa". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão de gravação. 7 de março de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Osvaldo Vicino.
Em suma, fiquei bem contente com a minha performance e também pela escolha de baixo, além do timbre alcançado mediante a soma da equalização que estabeleci no amplificador com a equalização oriunda do canal da linha. E com a devida aprovação dos colegas e do próprio, Danilo Gomes Santos, nosso técnico, eis que encerrei a minha gravação de baixo e de imediato, fomos produzir o som da guitarra do Wilton para gravarmos a primeira guitarra base para prover a canção.
Gravação da música "Rock do Cometa" (baixo) - 2ª Sessão - 7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=L4k-t9KcFPs
Gravação da música "Rock do Cometa" (baixo) - 2ª Sessão - 7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=81LyXC9zOw8
Gravação da música "Rock do Cometa" (baixo) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/EWZZ5M3c37E
Gravação da música "Rock do Cometa" (baixo) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/WsvuZpx58MQ?feature=share
Gravação
da música "Rock do Cometa" (baixo) (vídeo 2) - 2ª sessão de gravação -
7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/OLhR-6TORyQ
Gravação
da música "Rock do Cometa" (baixo) (vídeo 3) - 2ª sessão de gravação - 7
de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/0kadUJMejk4
Gravação
da música "Rock do Cometa" (baixo) (vídeo 4) - 2ª sessão de gravação - 7
de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/dInRt7XvIqg?feature=share
Gravação
da música "Rock do Cometa" (baixo) (vídeo 5) - 2ª sessão de gravação - 7
de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/sO_KnpyfJEg?feature=share
Na mesma sessão do dia 7 de março de 2024, nós entramos no procedimento da gravação de base das duas guitarras e o solo da música: "Rock do Cometa". Fiquei contente por verificar que a bateria e o baixo ficaram gravados com peso e isso encorparia ainda mais com a adesão de duas guitarras base, tocadas mediante timbres e desenhos ritmos distintos a serem acrescidas.
De fato, já com a guitarra base do Wilton incorporada, o som se apresentou com a feição que a música necessitava e inevitavelmente que sob tal constatação isso me fez recordar de quando o Laert nos cantarolou essa mesma criação de sua parte nos idos de 1977, e por conseguinte, como ficaríamos exultantes em poder ouvir a sonoridade que só conseguimos gerar de fato em 2024.
Na base da livre especulação, talvez seja inventada uma máquina do tempo que nos possibilite a oportunidade de levarmos a gravação dessa música e aliás, de todas as músicas que estávamos a gravar, para que os jovens Rockers adolescentes daquela época setentista possam ouvir. À luz de 2024, e a julgar pela rapidez com a qual a tecnologia avançara nestes dias, eu não descartaria a possibilidade e neste caso, seria engraçado verificar o meu semblante de estupefação ao ouvir o som que sonháramos produzir, mas que não tínhamos a menor condição para tal nos idos de 1977.
Wilton Rentero a gravar a música "Rock do Cometa". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão. 7 de março de 2024. Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Na mesma sessão, o Wilton aproveitou e gravou o solo único da música e também alguns poucos detalhes adicionais como "overdub". A usar a guitarra Epiphone SG, mediante captadores Hambucking, naturalmente que o som ficou muito robusto.
Aqui, a usar a guitarra Fender Stratocaster do Osvaldo Vicino (que observa a preparação), Wilton gravou o solo e alguns detalhes adicionais para ilustrar a música. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão. 7 de março de 2024. Click e acervo: Luiz DominguesGraças à rapidez com a qual encerramos o meu baixo e as guitarras do Wilton Rentero, decidimos iniciar imediatamente a gravação da base de guitarra do Osvaldo Vicino. Programado para executar apenas uma base, Osvaldo gravou com a sua guitarra Fender Stratocaster, e assim, foi muito interessante o efeito natural que alcançou tal soma de guitarras, com uma mais encorpada e outra com um timbre cristalino, típico dessa guitarra e de seus captadores "single coil".
Na primeira foto, Osvaldo Vicino a se preparar e na segunda, durante os últimos acertos, com apoio de Wilton Rentero. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão. 7 de março de 2024. Foto 1: Click e acervo: Luiz Domingues. Foto 2: Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
A sessão chegou ao seu final com todas as guitarras e o baixo encerrados, e uma pequena dúvida pairou no ar da parte do Wilton Rentero, no sentido de que após audição caseira, ele resolveria se haveria de mudar um pequeno detalhe do qual aparentemente não gostara, bem no final da canção, mas como a sessão estava no limite de tempo, decidimos que acaso fosse feita a regravação dessa intervenção, esta haveria de ser regravada na próxima sessão marcada já previamente, para gravarmos a voz definitiva do Laert.
Eu, Luiz Domingues, a gravar, enquanto Osvaldo Vicino observa atentamente o trabalho na sala técnica. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo, 2ª sessão.7 de março de 2024. Click, acervo e cortesia: Wilton RenteroFicamos muito contentes com a captura feita nessa sessão e esperançosos de que essa música seria finalizada rapidamente, pois ficou a faltar apenas a voz solo do Laert e os backings vocals.
O meu velho Fender Precision cantou bonito! Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão. 7 de março de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Gravação da música "Rock do Cometa" (guitarra base) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/hK-N-XHvKVM
Gravação
da música "Rock do Cometa" (guitarra base) (vídeo 2) - 2ª sessão de
gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/yZ_QZQUkbyk
Gravação
da música "Rock do Cometa" (guitarra base) - 2ª sessão de gravação - 7
de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/_wu0FogsDlw
Gravação
da música "Rock do Cometa" (guitarra base 2) - 2ª sessão de gravação - 7
de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/JHnhGC53OAQ
Gravação da música "Rock do Cometa" (guitarra base 2) (vídeo 2) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/HM2oTdbTLSk
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Audição na sala técnica - 3ª sessão de
gravação - 10 de março de 2024 - Filmagem e cortesia: Carlinhos Machado
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/MWQPrNwt5_U
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação da guitarra base 1 - 3ª sessão de
gravação - 10 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/ZlULobaxmVk
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação da guitarra base 1 - 2ª sessão de
gravação - 10 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/2DKYYAxsN68
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra - 2º
sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/ItX-ngcekrM
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 2)
- 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 ´- Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/8TAoVnizo-M
Gravação da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 3) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/uezo-wBB1Lg
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 4) -
2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/jxiMQ36iuN8
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 5) -
2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/zJSWYsfVRPI
Gravação da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 6) - 2ª sessão de gravação - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/gI1CZUJvoXQ
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 7) -
2ª sessão de guitarra - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/Mur79erSS5Y
Gravação
da música "Rock do Cometa" - gravação de overdub de guitarra (vídeo 8) -
2ª sessão de guitarra - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Ep3a2dZsHMg
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 9) -
2ª sessão de guitarra - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/7g2NH9WWjdI
Gravação
da música "Rock do Cometa" - Gravação de overdub de guitarra (vídeo 10)
- 2ª sessão de guitarra - 7 de março de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/NoXVRwePLB4
A 3ª sessão de estúdio para a gravação da música: "Rock do Cometa", foi usada praticamente inteira para provermos a voz solo do Laert Sarrumor. Mas antes de iniciarmos tal processo, de fato como aventara na sessão anterior, o Wilton Rentero aproveitou e refez um pequeno trecho a conter um efeito glissando no uso do pedal "Wah-Wah".
Missão cumprida para essa breve pendência, o Laert pode assumir a sala de gravação e colocar toda a sua inspiração e interpretação para colocar a voz solo definitiva da canção. Momento histórico pelo qual testemunhamos a quase finalização do tema: "Rock do Cometa" e por conseguinte, a verificarmos que praticamente estávamos a consumar a gravação da segunda música do nosso grande resgate.
Laert Sarrumor a gravar a voz solo de "Rock do Cometa". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 3ª sessão. 10 de março de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Carlinhos MachadoCom performance excelente, a voz do Laert foi o creme para coroar os nossos esforços. Ficou a faltar os backing vocals, é bem verdade, mas ante a possibilidade de convidarmos a nossa querida amiga e companheira de Kurandeiros, Renata "Tata" Martinelli, decidimos então gravar logo a seguir a terceira música do projeto, "Astrais Altíssimos" e assim, aproveitarmos a presença de nossa convidada para participar da sessão de gravação dos backings das duas músicas mais para a frente e assim a otimizarmos a sua participação.
Satisfeitos pelo resultado obtido, fechamos então parcialmente a gravação de "Rock do Cometa" e nos debruçamos na tarefa de produzir a próxima canção, "Astrais Altíssimos", com previsão de iniciarmos tal processo no início de abril de 2024.
O fotógrafo e film-maker, Moacir Barbosa de Lima ("Moah") a registrar o momento histórico no qual Laert Sarrumor gravou a voz solo de "Rock do Cometa". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 3ª sessão. 10 de março de 2024. Click, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Carlinhos Machado comanda a "selfie", com Osvaldo Vicino e Laert Sarrumor, ao fundo. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 6 de abril de 2024. Click, (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado.Em 6 de abril nos reunimos no estúdio Lumen para um ensaio preparatório. A meta foi afinar o arranjo individual de cada um a visar entrarmos em estúdio já no dia seguinte para gravarmos a música: "Astrais Altíssimos" e assim, o time completo fez tal trabalho de apronto, para que no dia seguinte, começássemos a gravar a bateria da música.
Quem
diria que quarenta e oito depois, essa banda teria uma agenda com
atividades diárias programadas? Pois é, como teria dito o agente
secreto, James Bond: "nunca diga não", a contrariar o radialista, Miguel
Vaccaro Neto nessa afirmativa.
Carlinhos Machado a ilustrar o nosso álbum da produção do resgate, mediante a bateria preparada para a gravação com os microfones devidamente ajustados. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação da música "Astrais Altíssimos". 8 de abril de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado
A sensação boa de que havíamos finalmente acelerado o processo de gravação do resgate como um todo, nos deu muita alegria nesses dias. De fato, estávamos a entrar novamente em estúdio sob um pequeno hiato de poucos dias após a última sessão que encerrara a sessão anterior, e esta que definira a voz solo referente a música anterior e já nos colocamos a preparar a produção da próxima.
A nova etapa que iniciamos foi para se gravar a música: "Astrais Altíssimos", ou seja, que maravilha para nós estarmos a empreender tal missão, pois esta fora uma das primeiras músicas que criamos no longínquo ano de 1976, na verdade a se tratar de uma composição que o Laert nos trouxe pronta, fruto da sua imaginação fértil e que tratamos apenas de harmonizar e arranjar, porém, mediante os nossos parcos recursos técnicos daquela ocasião, devo salientar.
Danilo Gomes Santos a prover os últimos ajustes nos microfones. Estávamos prestes a iniciar a gravação de "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de gravação. 8 de abril de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Para o arranjo, estava previsto um início a simular ao máximo o Pop-Rock cinquentista com acento "Rn'B" e com um certo toque "Rockabilly" e na parte B, da canção, a execução do Rock'n' Roll clássico de inspiração cinquentista, porém com a feição dos anos setenta, ou seja, a sonoridade bem próxima de bandas britânicas tais como o "Slade" e o "Status Quo", primordialmente.
Bem, a gravação da bateria transcorreu de uma forma muita rápida, eficaz e com ótima performance do Carlinhos Machado, que muito acostumado a tocar tal sonoridade com Os Kurandeiros e outras bandas pelas quais atuou e atuava nessa época, criou uma linha de bateria muito boa.
Além do timbre excelente que obteve graças ao apoio do técnico de áudio, Danilo Gomes Santos, eis que a sua criação de linha foi muito boa. Por exemplo, em um momento da música onde se observa uma queda brusca da dinâmica, a sua criação de uma batida tribal no surdo da bateria, ficou tão sutil e precisa que arrebatou elogios de todos, principalmente do Danilo Gomes Santos, que se impressionou com tal criação. Evidentemente que eu me incluo nesse rol dos que apreciaram a criação do colega e amigo.
Com a banda completa a preparar a guia e gravação da bateria de "Astrais Altíssimos". No comando da "selfie", Carlinhos Machado. Atrás dele, Wilton Rentero, Osvaldo Vicino e Laert Sarrumor, além de Danilo Gomes Santos sentado em frente à mesa de mixagem. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão. 8 de abril de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Com a feliz rapidez observada na primeira tarefa dessa produção, sobrara tempo na sessão e eu me prontifiquei a gravar o baixo de pronto, logo a seguir.
Bastidores da gravação da música "Astrais Altíssimos" - 1ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Filmagem e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/lTuIX8Bmtac
Na mesma sessão, ao constatarmos que a gravação da bateria estava aprovada ao se mostrar absolutamente dentro da pulsação proposta pelo "click" a marcar 125 bpm, e mediante ótima performance da parte do Carlinhos Machado, e além de tudo ainda sobrara tempo, resolvemos gravar o baixo, imediatamente. Uma ideia levantada pelo Laert foi aclamada por todos, incluso eu mesmo, no sentido de que a primeira parte da música: "Astrais Altíssimos" poderia ter uma sonoridade mais próxima possível da estética do Rockabilly de teor cinquentista e na segunda parte, a ser executada mediante uma leve pausa planejada no arranjo entre as duas partes, eis que a sonoridade da banda seria mais em torno do Rock'n' Roll, porém sob o viés setentista.
Eis o momento no qual eu, Luiz Domingues, fui flagrado pela lente da câmera a mexer na equalização do amplificador. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Com isso, o Laert ambicionara a sonoridade do baixo acústico, bem típico da escola do Rockabilly, no entanto, na impossibilidade de eu não tocar tal instrumento com desenvoltura e nem mesmo a reunir meios para arrumar um baixo acústico que evidentemente eu não possuía, a solução foi mexer na equalização do meu instrumento, o tradicional baixo elétrico.
Com o meu velho Fender Jazz Bass, instrumento com o qual eu gravei todos os discos da minha carreira, mediante trabalhos realizados com muitas bandas diferentes das quais fui componente e eis de novo a usá-lo para gravar com a minha primeira banda de carreira, finalmente! Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lina ("Moah")
Gravei com o Fender Jazz Bass, ou seja, um baixo que tem a frequência grave como um trunfo natural, porém, ele também pode obter timbres mais agudos e até distorcer no seu limite, quase a se assemelhar a um modelo Precision, todavia, a minha intenção foi claramente já buscar a sonoridade mais encorpada para a música inteira e no caso da parte inicial da canção, ainda mais baseada no grave para realçar o fator "Rockabilly" proposto pelo Laert.
É claro que não ficaria tão perto de um baixo acústico clássico, no entanto, eu mexi na equalização do amplificador e no sinal da linha, o Danilo Gomes Santos também ficou avisado sobre tal intenção para que na hora da mixagem, pudesse igualmente exercer tal busca na diferenciação dos timbres pela equalização dos paramétricos e na compressão ao seu dispor, e assim delimitar bem a diferença entre as duas partes.
Eu, Luiz Domingues, a gravar o baixo da música: "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Feito isso, gravei rapidamente a primeira parte e mediante uma breve pausa para timbrar novamente, gravei a parte final da música com mais "ranhura", a caracterizar uma sonoridade de baixo mais condizente com o padrão dos anos setenta.
Com o apoio moral dos companheiros e a boa condução técnica do Danilo Gomes Santos, eu consegui gravar o restante da música com tranquilidade e gostei muito do resultado sonoro obtido dessa captura, inclusive nas timbragens distintas do instrumento para demarcar bem a intenção de obter diferenciação entre as duas partes da canção.
Na foto 1, Osvaldo Vicino e Wilton Rentero durante a gravação da guia para a bateria. Na foto 2, Laert Sarrumor a observar os trabalhos na sala técnica e na foto 3, Carlinhos Machado a gravar a bateria. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Ao término da primeira sessão de gravação de "Astrais Altíssimos", estávamos todos muito felizes pelo resultado obtido na captura da bateria e do baixo. A guia fora muito satisfatória, estávamos rigorosamente dentro do "click" proposto como pulsação, a performance dos instrumentos que foram gravados oficialmente estava ótima e assim, o caminho para a gravação das bases e solos de guitarra ficou muito bem sedimentado para ocorrer no dia seguinte, mediante a realização da segunda sessão de gravação.
Eu, Luiz Domingues, a gravar o baixo da música "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Cabe registrar que da minha parte eu tive a oportunidade de obter interessantes reflexões nessa sessão em específico. Por exemplo, pelo lado emocional, foi um prazer ser partícipe da construção dessa música, pela obviedade da situação. Foi comovente, mas sem que isso interferisse no equilíbrio para gravar, longe disso, aliás, mas o fato dessa canção ter sido uma das primeiras peças criadas pela nossa banda em seus primórdios de 1976, tal fato me despertou uma sensação muito boa de concretização de algo remoto que não fora cumprido há quase cinco décadas atrás.
Mesmo a se levar em consideração que o mesmo raciocínio deveria ser atribuído à "1969", canção então já gravada e lançada e "Rock do Cometa" em fase de construção igualmente, foi com "Astrais Altíssimos" que eu pude mais do que elucubrar, mas sentir tal energia muito boa, a caracterizar de forma palpável o sentido do "resgate" que idealizamos em 2020.
E a outra constatação que eu pude fazer foi no campo mais técnico, ao perceber que essa banda ultrapassara enfim o seu limite dos anos setenta e ganhara uma aura de banda ativa, com a formação de um "calo", figurativamente a falar. O fato de haver três membros bem experientes e dois que não tiveram essa vivência no mesmo padrão durante o longo hiato no qual ficamos afastados uns dos outros, até então fazia com que a banda não soasse com aquela desenvoltura unificada. Porém, após gravar "1969", realizar um show ao vivo, participar da gravação de um programa de rádio, também a tocar ao vivo e gravar mais duas músicas em estúdio, certamente que mediante tais fatores somados, se forneceu um salto para os dois membros menos experientes e isso tornou possível para a banda, se tornar mais coesa.
Em suma, esse fator me deixou orgulhoso por verificar que os companheiros com menor carga de experiência haviam crescido e também pelo fato da banda, como uma unidade propriamente dita. tivesse alcançado um patamar maior, ao subir um degrau. Com isso, mais um recorde foi batido na minha opinião, pois foi nesse ponto de 2024, foi que finalmente o Boca do Céu deixou aquele degrau dos principiantes de 1976 e evoluíra como grupo, portanto a caracterizar que realizáramos mais um sonho não conquistado nos anos setenta.
Para
concluir, devo dizer que toda banda precisa criar uma "casca" e o Boca
do Céu nos frustrara nos anos setenta por ter ficado longe desse
estágio e finalmente em 2024, com essa predisposição do "resgate" em
curso, nós atingíramos tal patamar, antes tarde do que nunca!
Veja abaixo alguns vídeos da gravação do baixo da música: "Astrais Altíssimos":
Gravação do baixo de Luiz Domingues - "Astrais Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/4qElBC1Ppq0?feature=share
Gravação do baixo de Luiz Domingues (vídeo 2) - "Astrais Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/w7vP1TTnhtU?feature=share
Gravação do baixo de Luiz Domingues (vídeo 3) - "Astrais Altíssimos"- 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/H6Ah5N-Sb
Gravação do baixo de Luiz Domingues (vídeo 4) - "Astrais Altíssimos"- 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/4igoUVij4IU
Gravação do baixo de Luiz Domingues (vídeo 5) - "Astrais Altíssimos"- 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/ibN6RHEFA5
Na confraternização geral ao término da 1ª sessão de gravação da música: "Astrais Altíssimos", da esquerda para a direita: Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), Danilo Gomes Santos, Laert Sarrumor, Carlinhos Machado, Moacir Barbosa de Lima ("Moah") e Wilton Rentero. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 8 de abril de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Wilton Rentero
Já no dia seguinte à gravação da bateria e do baixo, 9 de abril de 2024, nós iniciamos a gravação das guitarras base da música: "Astrais Altíssimos". Trabalho animado, com direito a uma resolução bem ligeira, tudo ocorreu com a devida assertividade muito bem vinda, a nos proporcionar economizar bastante tempo.
A mesma predisposição de dividirmos a música em duas etapas distintas no quesito da concepção musical, que fora observada na gravação do baixo e da bateria, foi adotado para as guitarras base, e assim, na medida do possível, procuramos delinear bem a primeira parte da canção com uma atmosfera a remeter ao Rockbilly (se bem que na minha ótica pessoal, eu penso que esteja mais para um Rock Pop pré-Beatlemania, bem do início dos anos sessenta), e na segunda parte, a se imprimir uma versão setentista do Rock'n' Roll.
Osvaldo Vicino a gravar a sua participação na música: "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Wilton Rentero fez o mesmo e também assegurou a gravação da sua guitarra base no mesmo dia, e dessa forma, a canção ganhou corpo, algo que apreciamos demais, pois essa peça foi uma das primeiras músicas da nossa banda em sua fase setentista. Ainda em 1976, assim que o Laert Sarrumor se tornou componente, nos mostrou essa ideia que tinha composto e nós a incorporamos ao repertório de imediato.
Wilton Rentero a gravar a sua participação na música: "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah").
Tudo ocorreu com rapidez a confirmar a minha tese de que a banda estava a criar aquela gíria conhecida no meio como: "casca", ou seja, a constância estava a nos elevar a um patamar acima do que jamais conseguimos sequer chegar perto nos anos setenta. Que alegria, muito além do simples ato de resgatarmos tais músicas conforme planejamos em 2020, a banda atingira um ponto a mais, com conquistas e a galgar dessa forma, um outro degrau de status, portanto, que presente foi para todos nós, sexagenários a apontar para a vida septuagenária que já se avistara no horizonte.
Osvaldo Vicino a gravar a sua participação munido de sua guitarra Fender Stratocaster. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Solos e pequenos complementos criados por Osvaldo e Wilton, também puderam ser gravados nessa mesma sessão, portanto, adiantamos completamente a parte instrumental a possibilitar que a próxima sessão a ser agendada fosse marcada para se gravar a voz principal do Laert e se possível, os backing vocals.
Wilton Rentero a gravar a sua parte da música: "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Clicks e acervo: Luiz Domingues
E assim foi essa segunda sessão de gravação da música "Astrais Altíssimos", de fato em alto astral. Tivemos a presença do fotógrafo e film-maker, Moacir Barbosa de Lima, o popular, "Moah", da produtora cultural, "Bicho Raro", mais uma vez a nos dar cobertura.
Momentos de descontração no dia da 2ª sessão de gravação para gravarmos: "Astrais Altíssimos". Foto 1: Wilton Rentero e Carlinhos Machado a conversar na sala técnica. Foto 2: Danilo Gomes Santos a trabalhar, com Osvaldo Vicino ao fundo e Wilton Rentero a observar. Foto 3: Osvaldo Vicino, Wilton Rentero e Moacir Barbosa de Lima ('Moah") na sala técnica a ouvir o trabalho. Foto 4: Moacir Barbosa de Lima ("Moah"), a preparar o seu equipamento de fotografia e filmagem. Foto 5: Osvaldo Vicino na sala de recepção do estúdio. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Clicks e cortesia: Luiz DominguesEis abaixo, uma série de vídeos para cobrir essa segunda sessão de gravação da música: "Astrais Altíssimos:
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/U-UMeM-Ep_A
2)
Base de guitarra de Wilton - "Astrais Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024. Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Vjurxt3nIL8
3)
Base de guitarra de Wilton - "Astrais Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de abril de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/AhGjflHbH00
4)
Solo de guitarra de Wilton - "Astrais Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de abril de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/mvO81jucmgA
5)
Base de guitarra de Osvaldo - "Astrais Altísssimos" - 2ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de abril de 2024. Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/BDSqpys2NzU
6)
Audição do solo de guitarra de Osvaldo - "Astrais Altísssimos" - 2ª
Sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de abril de 2024 -
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Ay2IXJxlGas
7)
Tentativa de gravação de complemento de base do Wilton - "Astrais
Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de abril
de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/futDLThO7MI
8)
Gravação de complemento de base do Wilton - "Astrais Altíssimos" - 2ª
sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de abril de 2024 -
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/DzNeY7xe_J8
9)
Gravação de guitarra base de Osvaldo Vicino (vídeo 2) - "Astrais
Altíssimos" - 2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril
de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/VgZXExdo5Ow
10)
Gravação de guitarra base de Osvaldo (vídeo 3) - "Astrais Altíssimos" -
2ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de abril de 2024 -
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ykJaYftCKOI
E que emoção foi para todos nós foi quando chegou a sessão de gravação da voz principal e isso se deu por um motivo muito enfático: "Astrais Altíssimos" foi uma das primeiras (senão a primeira), música que o Laert Sarrumor nos apresentou de sua autoria, para integrar o repertório da banda, assim que entrou na formação do Boca do Céu em meados de agosto de 1976.
E mais um dado para tornar tal constatação memorável para a banda, se deu no sentido de que de todas as músicas envolvidas no projeto do resgate, sem dúvida que essa foi uma das canções das quais mais nos lembrávamos na sua íntegra, sem criarmos enxertos novos para redimensioná-la.
Segundo ponto, tirante a nossa óbvia capacidade de a tocarmos com melhor desenvoltura nos dias atuais de 2024, pelo fato de mantermos praticamente a sua estrutura concebida em 1976, tal resolução nos deu uma alegria extra para gravá-la, exatamente por sentirmos o valor do resgate que nos propusemos a fazer em 2020.
Laert Sarrumor a gravar a voz principal de "Astrais Altíssimos". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 23 de abril de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Sobre a sessão em si, o Laert gravou a voz com extrema facilidade ante a sua experiência e ótima condição como cantor, a tornar tal missão de sua parte, muito fácil de ser concluída. E por ter tido essa performance exemplar, se deu ao luxo de gravar três versões para escolhermos a melhor
Aproveitamos a sessão para gravarmos alguns backing vocals também, no entanto, o Laert ponderou que o ideal seria esperarmos pelo apoio de Cacá Lima e Renata "Tata" Martinelli, que gravaram os backings de "1969", e se prontificaram a fazer mais intervenções em outras músicas, ou seja, seria mais produtivo realizarmos isso conjuntamente em uma única sessão para cobrir as vozes de apoio de várias músicas.
Gravação dos backing vocals - "Astrais Altíssimos"- 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo. 23 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/rpuufdYSIm
Audição
- "Astrais Altíssimos"- 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo.
23 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/NedBuLU7m2U?feature=share
Gravação
de vocais - "Astrais Altíssimos"- 3ª sessão - Estúdio Prismathias de
São Paulo. 23 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Carlinhos
Machado
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/ilW2TtzRupE?feature=share
Colocação
da voz- "Astrais Altíssimos"- 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São
Paulo. 23 de abril de 2024. Filmagem, acervo e cortesia: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=p5CU8euA6yU
Portanto, ao se levar em conta a sugestão do Laert, deixamos aberta também a gravação da faixa "Astrais Altíssimos", sem finalizá-la e marcamos a seguir, o início da gravação de mais uma canção: "Desprogramação".
Da esquerda para a direita na confraternização final após a conclusão da sessão de gravação de voz principal: Wilton Rentero, eu (Luiz Domingues), Danilo Gomes Santos, Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor e Carlinhos Machado. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 23 de abril de 2024. Acervo e cortesia: Danilo Gomes Santos. Click: Reginaldo
Eis Wilton Rentero a gravar o som do "ukulele", para a guia, ou seja, o detalhe acústico de base para a música: "Desprogramação", um tema essencialmente versado pelo estilo Folk-Rock. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Marcamos um ensaio geral para o dia 5 de maio no estúdio Lumen, pois além da necessidade de preparar a música, "Desprogramação", para começar a ser gravada no dia seguinte, havia a perspectiva de mais um show para o Boca do Céu em vista, a nos ceder mais uma vez a oportunidade de abrir Os Kurandeiros. Tal show estava marcado para acontecer no interior da loja de discos "Woodstock" e assim usamos esse ensaio com a banda completa para as duas missões, ou seja, nos preparar para gravar "Desprogramação" no estúdio Prismathias a partir do dia seguinte, 6 de maio e organizar a banda para o apontamento do dia 18.
Acima o cartaz do show que estava marcado para acontecer no dia 18 de maio de 2024 na loja Woodstock, no centro de São Paulo e abaixo, uma foto de confraternização pós-ensaio no estúdio Lumen de São Paulo. 5 de maio de 2024. Arte do cartaz: Marcinha Oliveira. Foto: Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: Mara
Chegamos ao estúdio Prismathias bem motivados. Se já tínhamos lançado a canção "1969" em 2023, e neste ano de 2024, gravado mais duas canções: "Rock do Cometa" e "Astrais Altíssimos", neste caso a faltar apenas alguns detalhes para mixar e masterizá-las, a ideia de estarmos a partir para a gravação de mais uma música, nos deu uma grande sensação de satisfação pela obviedade de constatarmos que o projeto do "resgate" estava a todo vapor.
Então, eis que nos reunimos no dia 6 de maio de 2024 nas dependências do estúdio Prismathias para a 1ª sessão de gravação da música: "Desprogramação", um Folk-Rock com toda a feição daquela movimentação contracultural maravilhosa pela qual nos encantáramos no decorrer da primeira fase da banda ocorrida nos anos setenta, ou seja, a se pensar exclusivamente na minha percepção pessoal, gravar essa música equivaleu a entrar na tela do cine Bijou entre 1976 e 1978, época na qual o frequentei assiduamente e interagir dentro celuloide do filme: "Alice's Restaurant" do Arlo Guthrie. E a se pensar no Brasil, exclusivamente, seria como se a nossa música fosse do repertório de bandas como: "Flying Banana", "Bendengó" ou "Papa Poluição" e se houvesse um clipe, certamente teria sido com cenários e ilustrações assinados pelo Juarez Machado lá por 1974, 1975.
Carlinhos Machado a gravar a bateria da música "Desprogramação". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Com o nosso time incompleto, pois o Laert não pode participar da guia inicial, começamos a preparar a guia e consequente gravação da bateria de "Desprogramação". O Carlinhos criou uma linha super delicada a evocar as raízes do Jazz'n' Blues de New Orleans e isso tinha tudo a ver com o Folk-Rock que evocávamos nas suas tradições sessentistas, na medida em que tal vertente bebera na fonte do Blues e com pitadas de Jazz por esse viés da Louisiana, desde sempre.
Nesses termos, as sutilezas imprimidas na linha de condução da caixa e do chimbal, ficaram riquíssimas a nos animar muito. E também o timbre da bateria como todo na captura nos agradou de uma forma que tivemos a certeza de que as frequências graves dos tambores ficaram bem naquela predisposição de gravações setentistas que adorávamos e esse era o espírito exato do resgate, ou seja, gravar o nosso som exatamente como sonháramos gravar nos anos setenta, a nos espelharmos nos discos de nossos ídolos.
Carlinhos logo no começo da sessão a preparar a bateria para a missão. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Clicks e acervo: Luiz Domingues
Encerrada essa fase da bateria e ao verificarmos que sobrara um tempo, fomos de imediato produzir a gravação do baixo oficial da canção. Neste caso, eu optei por usar novamente o som do Fender Jazz Bass a imprimir aquele grave deveras aveludado, que julguei ser mais conveniente para essa canção.
Outro detalhe importante, foi que nos ensaios, geralmente a acumular a função de cantar e assim suprir a ausência do Laert muitas vezes dada a constatação de que ele não morava mais em São Paulo e consequentemente a sua presença não poderia ser constante, eu imprimira uma linha de baixo bem mais simples do que tencionava gravar. A usar a marcação clássica para Folk-Rock ou Country-Rock, isto é, a se tratar do uso de marcação no tempo forte na nota dominante e com a resposta na sua respectiva quinta acima ou quarta abaixo, é claro que tal marcação, ainda que bem simples é bonita por natureza e bem tradicional para tais estilos, no entanto, eu planejara também usar frases com maior complexidade nas resoluções de módulos e assim enriquecer a canção, bem ao estilo de muitas músicas de grupos como "CSNY", "Manassas" e até mesmo o "The Flying Burrito Brothers".
Eu (Luiz Domingues) a gravar o baixo da música "Desprogramação". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Finalizada a gravação, ficamos felizes por termos otimizado bem o tempo, ao já garantirmos a bateria e o baixo da música na primeira sessão. Dessa forma, ficou aberto o caminho para gravarmos as bases das demais cordas no dia seguinte e nessa música, teríamos a boa nova de incluirmos três instrumentos acústicos, além das guitarras e assim, deixar a feição da canção super enriquecida no sentido de honrar todas as tradições do Folk-Rock.
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/p61l-1cc4sQ
"Desprogramação" - 1ª sessão de gravação (bateria) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/O8M9YHGRrZQ
"Desprogramação"
- 1ª sessão de gravação (baixo) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6
de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/QdkuOKuvjHw?feature=share
"Desprogramação"
- 1ª sessão de gravação (baixo) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6
de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/raqbgCiLauU?feature=share
"Desprogramação"
- 1ª sessão de gravação (guia) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6
de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/U1yp_JoY4ic
Primeira sessão muito proveitosa para gravarmos a canção "Desprogramação". Da esquerda para a direita ao encerramento do trabalho na primeira sessão: Carlinhos Machado, Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), Danilo Gomes Santos e Wilton Rentero. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Já no dia seguinte, 7 de maio de 2024, voltamos ao estúdio Prismathias de São Paulo e desta feita, a planificação previra a gravação dos instrumentos de cordas acústicas responsáveis pela base harmônica da música: "Desprogramação". E neste caso, nós havíamos resolvido deixar esse tema versado pelo teor Folk-Rock, ao máximo fidedigno com as suas tradições dentro da campo da música rural do sul dos Estados Unidos, principalmente sob o viés da movimentação contracultural e Rocker dos anos sessenta.
Portanto, achamos por bem que a base contivesse o mínimo de guitarra na sua composição harmônica e portanto, a deixar que tal função fosse cumprida mais incisivamente pelo violão folk e pelo ukulele, todavia, tal arranjo teria mais um adendo como complemento.
Dessa
forma, Wilton levou consigo dois ukuleles de alturas diferentes de
escala. O primeiro deles a se tratar do modelo "soprano", naturalmente
mais agudo como sugere o seu nome e o outro instrumento, chamado pelo
seu alcance: ''concerto", sob frequência mais médio-grave. Dessa forma,
objetivo foi testar as duas opções que nós pudéssemos escolher
coletivamente o mais adequado para a música. Os dois ficaram bonitos,
mas por aclamação, escolhemos a versão feita pelo modelo "soprano".
Wilton Rentero a gravar o solo de guitarra na primeira foto e na foto posterior, ei-lo a se preparar para gravar o banjo. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 7 de maio de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
O arsenal eletroacústico usado por Wilton Rentero para gravar "Desprogramação". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6 de maio de 2024. Click e a cervo: Luiz Domingues
O banjo e o solo de guitarra também foram feitos na 3ª sessão de gravação de "Desprogramação". Isso ocorreu igualmente no dia 9 de maio de 2024.
O solo criado pelo Wilton se mostrou melódico ao extremo, delicado e super condizente com o espírito da canção e assim, nós mantivemos um equilíbrio perfeito entre a eletricidade e o acústico, com cordas muito bem engendradas para emoldurar essa bela peça concebida pelo Laert Sarrumor, lá atrás nos anos setenta, para ser um tema Folk-Rock à altura das músicas que adorávamos, compostas por ídolos nossos.
Isso porque além de tudo o que já havíamos planejado, o Wilton propôs o uso do banjo, a ser usado de forma bem dedilhada para essa canção. Portanto, teríamos o adendo pontual do banjo para deixar tal tema ainda mais próximo da raiz do folk, isto é, ao sabor do "bluegrass" genuíno e isso haveria de ficar sensacional.
Osvaldo Vicino a gravar a sua guitarra base cheia de estilo "havaiano". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 7 de maio de 2024. Click, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
A terceira sessão foi marcada para ocorrer na mesma semana e assim, no embalo do trabalho a avançar rapidamente, eis que gravamos inicialmente o violão Folk conduzido pelo Osvaldo, no dia 9 de maio de 2024.
Osvaldo Vicino a se preparar para gravar o violão Folk. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de maio de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Mas apesar de toda essa intenção para a música soar acústica na sua essência, houve sim uma intervenção de guitarra elétrica na base e esta foi acrescida pelo Osvaldo Vicino, que teve a boa ideia de criar um arranjo a fazer uso do trêmulo e dessa forma a ser realçado em pontos estratégicos dos compassos. Tal detalhe se tornou um atrativo para se adequar de uma forma delicada para com o arranjo geral, sem conflitar com os diversos instrumentos acústicos anteriormente gravados.
Danilo
Gomes Santos a preparar os microfones para captar o violão folk que
seria gravado por Osvaldo Vicino. Boca do Céu no estúdio Prismathias de
São Paulo. 9 de maio de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
E
nesse mesmo dia ele arrematou a sua colaboração, ao gravar com o violão
folk a base da música inteira e assim, tratou de "passar o cimento" na
harmonia e somar com o ukelele, ao nos proporcionar obter uma autêntica
ambientação folk para sedimentar a canção.
"Desprogramação" - 2ª sessão de gravação (banjo) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/i83afb6MwWk?feature=share
"Desprogramação"
- 2ª sessão de gravação (banjo) - Vídeo 2 - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 6 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtube.com/shorts/4HN4_pqXMn4?feature=share
"Desprogramação" - 2ª sessão de gravação (ukulele) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 6 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/R-xbN-9Asc0
"Desprogramação"
- 2ª sessão de gravação (ukulele) - vídeo 2 - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 6 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/q42ySIJMMUM
10)
"Desprogramação" - Audição na sala técnica - 3ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo:
Carlinhos Machado
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/nXXBEohW5H0
"Desprogramação"
- Gravação violão Folk - (vídeo 1) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/NMdzid85uQ4
"Desprogramação"
- Gravação violão Folk (vídeo 2) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/UzrY_--ph3I
"Desprogramação"
- Gravação violão Folk (vídeo 3) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/6NrJBThVDu0
"Desprogramação"
- Gravação violão Folk (vídeo 4) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/256VPB1_Wv0
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/hlK0eGabf_g
"Desprogramação" - Gravação guitarra (Osvaldo) Vídeo 2 - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/sz7dOvPhsCQ
"Desprogramação" - Gravação guitarra (Osvaldo) Vídeo 3 - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/4sxdkCoKjy8
"Desprogramação" - Gravação percussão (queixada) (Carlinhos) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
https://youtu.be/BLi4_DgsxKM
"Desprogramação" - Gravação guitarra (Osvaldo) (vídeo 4) - 3ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/I79QMebetCc
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/nWSFmyfS
"Desprogramação"
- Gravação percussão (sino/triângulo) Carlinhos - (vídeo 3) - 3ª
sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 -
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/iT_57AxDyd
"Desprogramação"
- Gravação guitarra (Osvaldo) - (vídeo 5 ) - 3ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/9GlXXQY1
"Desprogramação"
- Gravação guitarra (Osvaldo) - (vídeo 6 ) - 3ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/9bXdEchJx
"Desprogramação"
- Gravação guitarra (Osvaldo) - (vídeo 7 ) - 3ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/Bf3bBWwGl
"Desprogramação"
- Gravação guitarra (Osvaldo) - (vídeo 8 ) - 3ª sessão - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/UUVsYGeQ
"Desprogramação"
- Gravação percussão (queixada) Carlinhos - (vídeo 3) - 3ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/n8H5ZjhN
"Desprogramação"
- Gravação percussão (queixada) Carlinhos - (vídeo 4) - 3ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/oINt9gBoW
"Desprogramação"
- Gravação percussão (queixada) Carlinhos - (vídeo 5) - 3ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/1qXs9VK5U
"Desprogramação"
- Gravação percussão (queixada) Carlinhos - (vídeo 6) - 3ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/_J9eZUQTp
"Desprogramação"
- Gravação percussão (sino/triângulo) Carlinhos - (vídeo 7) - 3ª
sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 -
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/w3IvUCovy
"Desprogramação"
- Gravação percussão (queixada) Carlinhos - (vídeo 8) - 3ª sessão -
Estúdio Prismathias de São Paulo - 9 de maio de 2024 - Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/Qk6X6VF7-9
Carlinhos Machado a gravar a "queixada" na foto 1, e na foto 2, a usar o tradicional triângulo para obter uma nota a simular um sino. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de maio de 2024. Clicks e acervo: Luiz Domingues.
Para arrematar a sessão com pleno êxito, o Carlinhos gravou dois detalhes de percussão que concebeu e ideia essa que nos sugeriu, a se mostrar felicíssima no sentido de que ficaram incrivelmente bem colocadas e ricas na sua concepção pontual de brilhar nos momentos estrategicamente bem escolhidos para atuar.
Dessa forma, ele usou uma "queixada" para criar um efeito incrível em um momento de pausa, a gerar uma surpreendente intervenção. E em um outro determinado ponto, usou o tradicional triângulo, instrumento usado na famosa formação do clássico trio nordestino de forró/baião/xaxado, mas neste caso da nossa gravação, com o intuito de obter um singelo som de sino, emitido como uma única nota a ressoar de forma singela, como se fosse um sino ritual, usado principalmente em cerimônias de religiões orientais. Ideia brilhante e que acrescentou bastante.
Carlinhos Machado a gravar a queixada sob a perspectiva de uma captura com dois microfones a produzir pelo movimento do corpo, o efeito do "pan", ou seja, uma nada ortodoxa maneira de se gravar em "stereo natural", digamos assim. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de maio de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Quando o Carlinhos Machado foi gravar o som da "queixada", eis que o técnico, Danilo Gomes Santos, nos sugeriu uma ideia inusitada. Por que não fazer com que o efeito desse instrumento de percussão tão peculiar não fosse alojado sob o efeito do "pan?"
Imediatamente eu imaginei que a proposta fosse usar a metodologia tradicional, ou seja, o Carlinhos gravaria normalmente e o sinal gravado seria colocado sob a versão panorâmica do stereo ao se pilotar o efeito da mudança de lados através do potenciômetro da mesa de mixagem que gravara o sinal do instrumento. Foi quando ele montou dois microfones na sala de gravação e instruiu o Carlinhos a dar o ataque no instrumento e gradativamente virar o próprio eixo do seu corpo a aproximar a ressonância do instrumento para ser captada pelo microfone posicionado na outra extremidade.
Na "selfie" comandada pelo Carlinhos Machado, eis a minha (Luiz Domingues), presença ao fundo a conversar com Wilton Rentero. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 9 de maio de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Em suma, foi uma ideia incrivelmente simples, porém altamente funcional, da qual eu nunca havia visto ser feita na prática em gravações anteriores das quais participei. Viver e aprender como versava a velha canção interpretada pela Elis Regina. Pois é.
E
claro, o efeito sonoro dessa inusitada ideia levantada pelo Danilo
foi aclamado por todos, quando ouvimos o resultado na sala da técnica,
pois o "stereo anatômico humano", criou um efeito de "pan",
absolutamente perfeito e por conseguinte a ilustrar muito a música.
Fechada essa sessão, resolvemos aguardar para agendar a próxima sessão mediante a oportunidade que o Laert estivesse disponível para gravar a voz solo, porém, isso só veio a se concretizar alguns dias depois.
Finalmente conseguimos ajustar a agenda do estúdio com a do Laert Sarrumor e assim, marcamos para o dia 19 de maio a 4ª sessão de gravação para gravarmos a voz solo. Mediante uma atividade muito tranquila e eficaz, o Laert gravou três tomadas da canção com folga, para escolhermos juntos a melhor versão para usarmos.
Com grande desenvoltura e a imprimir aquele implícito sabor do Folk-Rock sob forte apelo sessenta-setentista, o Laert teve uma ótima interpretação a nos assegurar exatamente o espírito com a qual essa canção fora concebida por ele mesmo nos anos setenta e certamente perfeitamente coadunada com as influências que nos norteavam naqueles anos, ou seja, com a mentalidade dos anos sessenta.
Laert Sarrumor a gravar a voz principal de "Desprogramação". Boca do do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 19 de maio de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Carlinhos Machado
Fechada essa etapa, mediante uma sessão curta e bem objetiva, faltaram os backings vocals para gravarmos e apenas um detalhe que cogitamos acrescentar e este seria feito por um convidado muito especial. Esse grande astro do Rock brasileiro e amigo meu e de Carlinhos há muitos anos, aceitou participar muito gentilmente da nossa produção, a gravar um arranjo livre de sua parte para o "lap steel" e só nos coube agendar.
Clima de trabalho bem feito. Foto 1: Carlinhos Machado. Foto 2: Wilton Rentero e Osvaldo Vicino. Foto 3: Laert Sarrumor. Foto 4: eu (Luiz Domingues). Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 19 de maio de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero (foto 2: selfie)
Apesar da nossa euforia por termos mantido uma constância de gravações, um hiato forçado se avistara no nosso panorama, no sentido de que o Carlinhos Machado tinha agendada uma cirurgia para breve e haveria logicamente um período pós-operatório no qual ele não poderia tocar bateria, entre outras atividades físicas, portanto, esperamos com resiliência esse período passar e assim, somente na segunda quinzena de julho pudemos retomar as atividades para prosseguir na gravação de mais uma música.
"Desprogramação" - Gravação voz solo - 4ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Carlinhos Machado
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/6iFSsmHwntU
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 2) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Carlinhos Machado
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/OsM8SoW9Kg0
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 3) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Carlinhos Machado
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/7ncnHUELWdQ
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 4) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/nko2cMEl6PU
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 5) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/7CkZ
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 6) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/TdHEZOErxzM
"Desprogramação"
- Gravação voz solo - 4ª sessão (vídeo 7) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 19 de maio de 2024 - Filmagem e acervo: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
ttps://youtu.be/EZAbeksY4es
Mesmo com as músicas anteriores que havíamos gravado, ainda não finalizadas, pois faltava gravar os backing vocals de todas, além de alguns detalhes adicionais da canção, "Desprogramação", nós resolvemos não permitir que o embalo fosse quebrado e dessa forma, marcamos as sessões iniciais para gravarmos a próxima música: "Serena". E para tal, realizamos um ensaio prévio que aconteceu no estúdio Lumen, local que frequentávamos desde 2021, quando da ainda fase inicial do resgate, somente com o trio de cordas a trabalhar para criar esqueletos primordiais para cada música.
Na primeira foto, Carlinhos Machado e na segunda, Osvaldo Vicino. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo. 14 de julho de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Havíamos fechado um arranjo bem interessante para a música, ao torná-la multifacetada, pois tais novas partes imprimiram uma feição cheia de novidades e que engrandecera a canção. E mediante esse ensaio, conseguimos definir bem o mapa definitivo e portanto, nos colocamos prontos para no dia seguinte, entrarmos no estúdio Prismathias para gravar a guia da música.
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues) e Carlinhos Machado. Boca do Céu (mesmo desfalcado do Laert Sarrumor), em ensaio realizado no estúdio Lumen de São Paulo. 14 de julho de 2024. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: Mara
Dia da guia primordial e gravação da bateria para a música "Serena", a data de 15 de julho de 2024, entrou para a história da banda como mais uma importante marca em tempos de resgate, no sentido de que a música "Serena" foi uma das primeiras canções surgidas em meio ao esforço inicial de criação de repertório, para dar substância à então iniciante carreira do Boca do Céu em seus primórdios de 1976.
Chegamos, portanto, muito entusiasmados às dependências do estúdio Prismathias de São Paulo, com a certeza de que gravar "Serena" haveria de ser mais do que um bom passo para concretizar o resgate, mas certamente, algo emocionante por esse fator que eu citei no parágrafo anterior.
Já acostumados com o estúdio e com o estilo de trabalho de seu bom técnico, Danilo Gomes Santos, tais fatores por si só foram alvissareiros em princípio, mas eu percebi um elemento a mais, a despertar a minha atenção de uma forma muito positiva, quando senti nitidamente que Osvaldo Vicino e Wilton Rentero, os nossos guitarristas e que eram bem inexperientes em termos de estúdio quando fomos gravar a música "1969" em 2023, haviam avançado muito e no alto da quinta música em trabalho de gravação, no caso de "Serena", já ficara nítido o quanto haviam crescido em meio ao tempo decorrido e dentro desses trabalhos acumulados. Portanto, com a muito superior adequação de ambos aos esforços empreendidos, isso se somou em termos de qualidade para se agilizar ainda mais o trabalho.
Osvaldo Vicino e Wilton Rentero na recepção do estúdio. Boca do Céu no Estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de "Serena". 15 de julho de 2024. Acervo e cortesia: Luiz Domingues
Um outro aspecto, dada a constatação de que no arranjo final a música se sofisticara em demasia, eu sugeri que a guia fosse montada previamente, para facilitar ao máximo a gravação da bateria a posteriori, com a completa independência do Carlinhos Machado para escolher a melhor monitoração possível para o seu fone de ouvido e até a dispensar eventualmente, se assim o desejasse, o uso do metrônomo, pois a nossa base de guitarras, baixo e voz estaria rigorosamente dentro do padrão do "bpm" sugerido, mediante a certeza de que nós gravaríamos a usar o click de uma forma perfeita.
A preparar a guia da música "Serena", da esquerda para a direita na sala de gravação: eu (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor e Wilton Rentero. 1ª sessão de "Serena". 15 de julho de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Ficou uma dúvida generalizada sobre a eficácia dessa metodologia, no sentido que perderíamos tempo para gravar a guia previamente, e esse tempo gasto, supostamente teria sido otimizado com o Carlinhos Machado a gravar conjuntamente. No entanto, ao insistirmos na metodologia proposta, acredito que foi o melhor acerto que tivemos, pois gravamos a guia sob o perfeito padrão de andamento e quando o Carlinhos foi gravar a sua parte oficialmente, o conforto que teve foi tão grande que a sua participação foi registrada com uma tomada apenas e a nos deixar muito satisfeitos com a performance dele.
Carlinhos Machado a gravar a sua participação. 1ª sessão de "Serena". 15 de julho de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")Carlinho
Mediante um som de captura absolutamente estimulante, ficamos muito contentes com o resultado inicial que obtivemos nessa primeira sessão. Com um som robusto de tambores, incluso o bumbo nesse porte que ali ouvimos, tal sonoridade já nos deu a certeza que a somatória dos demais instrumentos em meio a uma bateria tão encorpada, estabeleceu uma perspectiva maravilhosa da qual nós muito nos animamos nesse instante.
Na primeira foto, a turma da guia preparada para gravar. Foto 2: Carlinhos Machado a gravar. Foto 3: Eu (Luiz Domingues) e Osvaldo Vicino a preparar a guia. Foto 4: Carlinhos Machado a gravar. Foto 5: Laert Sarrumor, Osvaldo Vicino, Wilton Rentero e Carlinhos Machado a conversar na sala da técnica. Foto 6: Wilton Rentero a preparar a sua guitarra. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 1ª sessão de "Serena". 15 de julho de 2024. Fotos 1, 3, 4, 5 e 6: click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah"). Foto 2: click e acervo: Luiz Domingues
1) "Serena" - 1ª sessão - Bateria - 15 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/42LXEMQazYM
2) "Serena" - 1ª sessão - Bateria (vídeo 2) - 15 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/fLnrgobTHTE
3) "Serena" - 1ª sessão - Bateria (vídeo 3) - 15 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/qGvLhYgkkgU
No dia seguinte, abrimos a sessão com a gravação do baixo.
No dia seguinte, uma terça-feira, fomos ao estúdio Prismathias já com a planificação de gravar inicialmente o baixo e certamente que o restante da sessão haveria de servir para gravar bases de violões e talvez alguns detalhes das guitarras. Planejamos incluir os violões Folk e de 12 cordas no arranjo, com a certeza de que haveriam de conferir um ar Folk para a canção.
Sobre o baixo, eu idealizei gravar com o Rickenbacker, exatamente para ter o contraste de um instrumento de característica mais aguda e assim reforçar a ideia de evocar o estilo Folk-Rog Rock bem setentista para a canção. Mesmo porque, os adendos que foram acrescidos no arranjo, também insinuaram tal vertente e assim, não tive dúvida de que esse instrumento seria o ideal para ser usado.
Na sequência de fotos, eis a minha presença (Luiz Domingues) a gravar o baixo da música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão, 16 de julho de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Como havíamos gravado a guia no dia anterior e esta se mostrou rigorosamente dentro do click do metrônomo e a se considerar que a bateria oficial fora gravada corretamente nesse parâmetro, dei-me ao luxo de não ouvir o click no meu fone de ouvido e assim gravei com o conforto total, plenamente seguro que os quesitos do andamento, pulsação e 'beat" estavam perfeitos.
Para gravar o baixo definitivo da canção, criei uma linha mais sofisticada em relação ao que os companheiros estavam acostumados a ouvir nos ensaios, pois como geralmente pela ausência forçada do Laert eu fazia a guia vocal nesses apontamentos, eu havia simplificado a linha para o baixo não ser confundido e assim ficar bem claro para os companheiros, o mapa da música.
Eu (Luiz Domingues) a afinar o baixo. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão. 16 de julho de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Consegui timbrar o instrumento muito bem no amplificador "Behringer", disponível no estúdio. Ficou com peso, e detentor daquele médio-agudo bem típico desse modelo, a gerar o clima Prog-Rock setentista agradabilíssimo e ao mesmo tempo, muito adequado ao espírito dessa canção, ou melhor a dizer, algo que a música adquiriu mais decisivamente nesta versão moderna de sua concepção pós-2020, pois em seu nascedouro nos anos setenta, a música fora criada para ser uma balada Pop sem maiores arroubos.
Por outro lado, o nosso técnico, Danilo Gomes Santos abriu o canal da linha com o padrão "flat" para somar a posteriori, sendo possível timbrar a vontade durante o processo de mixagem, mas o sinal do amplificador chegara tão sensacional na mesa de mixagem, que essa soma do sinal da linha haveria de apenas reforçar o peso dos graves, a dispensar uma equalização mais elaborada. Em suma, gostei muito da timbragem da captura.
Gravei rápido, com uma tomada apenas e houve apenas a necessidade de estabelecer um ou dois overdubbings muito rápidos e pontuais de falhas que cometi na execução. Uma ideia sugerida pelo Wilton Rentero foi gravada em um outro canal auxiliar, quando eu coloquei um efeito "glissando" na parte C da canção, que é desdobrada, a estabelecer uma ponte entre as notas lá e fá, nessa parte da harmonia da canção.
Encerrado o baixo, ficamos felizes com o resultado, que somado à bateria, estabeleceu uma cozinha muito sólida e cheia de nuances interessantes para a música.
"Serena" - Gravação do baixo - Estúdio Prismathias de São Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/LXJbs5RSqgE
"Serena" - Gravação do baixo (preparação prévia) (vídeo 2) - Estúdio
Prismathias de São Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem,
acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ILHCHIpl2ts
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 3)- Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Cz7mA6dotrw
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 4) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/p2wvdtAKfPU
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 5) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/clHTtmHRE2U
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 6) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/RYc2sGaOy0k
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 7) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/sZhVOYBo810
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 8) - Estúdio Prismathias de São Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/1GeEXfN2ZU8
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 9) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/QncLdaV1P-4
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 10) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/pOYJc9hp9qg
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 11) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/AtF4-GSEBMk
"Serena" - Gravação do baixo (vídeo 12) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 2ª sessão - 16 de julho de 2024 - Filmagem, acervo e cortesia:
Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/u7rTe0yPWBI
Nessa mesma segunda sessão de gravação da música "Serena", resolvemos começar a gravar os dois violões base previstos para compor o arranjo, pois tivemos um bom tempo para tal.
E assim se procedeu, pois logo após eu ter encerrado a gravação do baixo, decidimos gravar os violões, antes mesmo das guitarras e foi mais uma decisão acertada de nossa parte em termos de planejamento.
De fato, foi estudada a colocação de um violão folk e também do violão de 12 cordas e logicamente que os nossos guitarristas, Osvaldo Vicino e Wilton Rentero, pensaram bastante sobre as diferentes opções de execução dos violões, exatamente para que ambos fossem bem distinguidos entre si.
Coube ao Osvaldo gravar os dois instrumentos e ele o fez com bastante desenvoltura. Facilitou demais o trabalho dele, o fato de termos acertado sobre a nossa predisposição de termos gravado a guia antes da bateria ser gravada e não simultaneamente como teria sido o mais usual como metodologia tradicional de estúdio. Dessa forma, com a "cozinha" oficial inteiramente gravada no "beat" correto do metrônomo e a conter a guia da voz e dos outros instrumentos como referência, em suma, foi fácil para ele se ambientar e gravar muito bem.
Osvaldo Vicino a gravar o violão Folk da música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 2ª sessão.16 de julho de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Sobre o violão de 12 cordas, a sonoridade desse instrumento encorpou a base de tal maneira que nos empolgou e mais do que isso, a soma dos dois violões, tocados com batidas diferentes, ficou rica enquanto proposta de arranjo e conferiu à canção, aquela sonoridade Folk-Rock a la Secos & Molhados que de certa forma nos valera como referência, ou seja, ficamos muito empolgados quando ouvimos a prova de estúdio com os dois violões somados ao baixo e bateria.
Osvaldo Vicino a gravar o violão de 12 cordas da música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 16 de julho de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
Contentes com o resultado dessa segunda sessão ao providenciarmos o baixo e dois violões para garantir a base sólida da canção, e mesmo que ainda estivesse previsto no arranjo que teríamos guitarras e apoio de teclados igualmente para compor a base harmônica da canção, o fato cabal foi que já na segunda sessão a canção nitidamente ganhara uma feição espetacular.
No
entanto, além da excelência musical que tivemos, também fomos céleres, e
por conta disso, ainda aproveitamos para dar início aos trabalhos a
visar muitos detalhes pensados para as guitarras.
Na sala técnica a escutarmos o resultado do dia. Na primeira foto: Wilton Rentero, Osvaldo Vicino e Carlinhos Machado. Na segunda foto: Wilton Rentero, eu (Luiz Domingues) e Carlinhos Machado. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")
"Serena" - 2ª sessão - Violão Folk - 16 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/DBnwEsF7y5o
"Serena" - 2ª sessão - Audição do Violão Folk - 16 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ZHY6hy8M8ZI
"Serena" - 2ª sessão - Violão de 12 cordas - 16 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/24qG9INwfNs
Na mesma semana, conseguimos agenda para marcar a 3ª sessão e aí, seguimos a gravar bases e solos de guitarra, além de alguns contrasolos.
Alguns dias depois, voltamos então às dependências do estúdio Prismathias para avançar nas gravações da balada, "Serena". Desta feita o objetivo foi começar a gravar as guitarras e foram muitos os detalhes criados por Osvaldo e Wilton, pois as bases já estavam muito preenchidas por dois violões e estava previsto nos nossos planos a inclusão do órgão Hammond e do Mellotron como apoio harmônico, ou seja, a música ficaria muito mais encorpada.
Animados com tal perspectiva, tivemos uma sessão muito produtiva, com os nossos guitarristas a aproveitar bem o tempo ali gasto e mediante a assertividade de haver tido um bom preparo mediante planejamento de cada um respectivamente para tal. Pré-produção é vital na gravação de um disco e que bacana foi ver o Boca do Céu, a nossa banda tão inexperiente em sua primeira fase vivida nos anos setenta, estar nesse segundo ponto da história a alcançar um estágio de profissionalismo ao ponto de estar a gravar um disco em estúdio com essa qualidade e apuro em pleno 2024, a caracterizar como algo tão longínquo de 1976.
Wilton Rentero a gravar as suas parte de guitarra na música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 3ª sessão. 18 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Com a "cozinha" gravada, dois violões e nesse momento com os complementos de guitarra, incluso quatro solos de guitarra, a música ganhou ornamentos incríveis que a engrandeceu sobremaneira. E com a perspectiva de outros instrumentos que seriam acrescidos por convidados, haveria de ficar ainda mais rica do que já estava nessa fase da captura que eu citei.
E
ainda nesta sessão, alguns complementos do violão folk que não haviam
sido acrescidos na sessão anterior por falta de tempo hábil, foram
gravados pelo Osvaldo Vicino.
Wilton Rentero em ação na primeira foto. Uma visão da mesa de mixagem na segunda foto e Osvaldo Vicino a gravar na terceira foto. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 3ª sessão. 18 de julho de 2024. Clicks e acervo: Luiz Domingues
E assim, felizes pelos resultados obtidos nessa 3ª sessão de gravação da música "Serena", a perspectiva da 4ª sessão ficou marcada para bem breve e assim, a agilidade nessa produção nos motivou também por esse aspecto.
"Serena" - 3ª sessão - Violão Folk - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/DBnwEsF7y5o
"Serena" - 3ª sessão - Audição do Violão Folk - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ZHY6hy8M8ZI
"Serena" - 3ª sessão - Violão de 12 cordas - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/24qG9INwfNs
"Serena" - 3ª sessão - Solo de guitarra - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/OAK0wymmX7Y
"Serena" - 3ª sessão - Solo de guitarra (vídeo 2) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Jzi9wLvu7hc
"Serena" - 3ª sessão - Solo de guitarra (vídeo 3) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/BP7m5aZJ2fw
"Serena" - 3ª sessão - Solo de guitarra (vídeo 4) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/fy46oLj8xmc
"Serena" - 3ª sessão - Contrasolo de guitarra (vídeo 5) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/dsc4xrXLImo
"Serena" - 3ª sessão - Contrasolo de guitarra (vídeo 6) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ghl40fYEcHI
"Serena" - 3ª sessão - Contrasolo de guitarra (vídeo 7) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/zspFP6CUJqM
"Serena" - 3ª sessão - Contrasolo de guitarra (vídeo 8) - 18 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/GZxUlc8NSNQ
Eu (Luiz Domingues) a praticar uma "selfie" perante a mesa de mixagem, pronto para dar suporte aos colegas durante a 4ª sessão de gravação da música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 4ª sessão. 21 de julho de 2024. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues
Foi em um domingo, 21 de julho de 2024, com a presença do frio bem moderado de um inverno atípico, que nos reunimos novamente no estúdio Prismathias para mais uma sessão de gravação da música "Serena". Usamos essa quarta sessão para encerrarmos as participações de guitarras e instrumentos acústicos gravados por nossos guitarristas.
Nesses
termos, como sessão para arremates como se caracterizou, o que é mais
notável a ser relatado foi a inclusão de uma viola caipira, aquela
típica de oito cordas, e para executar um detalhe pontual em um trecho
da canção, mediante o uso de slide, o que ficou bem bonito no arranjo
final da peça. E além disso, Carlinhos Machado também aproveitou a sessão para gravar um singelo detalhe de percussão por ele planejado.
Sobre essa percussão, a ideia foi acrescentar um efeito de carrilhão ao final da canção, o que lhe conferiu uma atmosfera lúdica interessantíssima.
Carlinhos Machado pronto para gravar o som do carrilhão. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 4ª sessão. 21 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Cumprida essa quarta sessão de forma bem rápida, planejamos usar a sessão subsequente para gravar os instrumentos pilotados pelos nossos queridos amigos, músicos convidados. Porém, por uma questão emergencial da parte de um deles, por conta da ocorrência de doença grave em família, tal agendamento não foi possível e assim, ele gravou a sua participação em seu estúdio particular e nos enviou os arquivos de sua gravação para vários instrumentos de percussão que preparou para nós e ficou muito boa a sua participação.
Ele nos enviou a sua participação no dia anterior à nossa quarta sessão, ou seja, em 20 de julho de 2024 e eu falo a respeito do percussionista do Língua de Trapo, Marcos Martins, um grande músico e pessoa de uma gentileza ímpar.
No caso, planejamos uma percussão na parte cantada em sentido onomatopaico de "Serena", quando lhe pedimos o uso de congas, timbales e cincerro, para dar um clima de Rock latino a la "Santana", o que ele cumpriu com desenvoltura e ainda nos trouxe o acréscimo de outros instrumentos, tais como a pandeirola, caxixis e temple block, todos colocados juntamente no trecho que havíamos planejado a inserção da percussão e em outros trechos da música como experiência, com liberdade para usarmos ou não tais adendos extras que ele criou. Bem, ficou sensacional, deu um "molho" incrível como planejamos e as ideias extras que ele trouxe foram incorporadas em outros trechos, certamente.
"Serena" - sessão extra - Percussão: Marcos Martins - 20 de julho de 2024 - estúdio próprio - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/_PO3pQqHcUc
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ltN34isG0BY
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 2) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/2WbEJFhg2nY
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 3) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/X-3cLmMQZC0
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 4) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/TtGnJlMj0GI
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 5) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/pBFjhfpiBh4
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 6) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/9mJALObjVGA
"Serena" - 4ª sessão - Viola caipira (vídeo 7) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/VjiqcJqnK24
"Desprogramação" - Sessão extra - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/E1zHxkLYl84
"Desprogramação" - Sessão extra (vídeo 2) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/pCauTmksGio
"Serena" - 4ª sessão - Carrilhão - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/W-984GbwCAY
"Serena" - 4ª sessão - Carrilhão (vídeo 2 ) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/W-984GbwCAY
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/hOgFiGOrKDI
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 2) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/swOHiSHFlVI
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 3) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/2ucKdlhO-Q4
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 4) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/UeYYc8eApQs
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 5) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/CANPfvIFRRc
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 6) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/zVa9SM5ImAk
"Serena" - 4ª sessão - Violão de 12 cordas (vídeo 7) - 21 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o vídeo para assistir no YouTube:
https://youtu.be/9R4z4Sj8jeI
Carlinhos Machado levou ao estúdio o poster original contido no LP "Abraxas", do Santana, para comemorar a percussão inserida na música "Serena". Wilton Rentero fez questão de posar com tal relíquia em mãos e na parede do estúdio Prismathias, Milton Nascimento nos abençoou, igualmente. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 4ª sessão. 21 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
A quinta sessão foi uma das mais divertidas, pois recepcionamos dois músicos convidados para abrilhantar ainda mais a faixa "Serena". Além do Marcos Martins, amigo querido e ótimo percussionista do Língua de Trapo, nós planejamos a inserção de outros instrumentos e para tal convocamos dois ótimos músicos para sanar as nossas expectativas.
No comando da "selfie", Carlinhos Machado. Atrás, o grande Rodrigo Hid e eu (Luiz Domingues). Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 5ª sessão. 29 de julho de 2024. Click (selfie), acervo e cortesia: Carlinhos Machado
O primeiro deles, dispensa uma grande explicação sobre a sua persona e trajetória, a se tratar do meu queridíssimo companheiro de muitas jornadas, Rodrigo Hid. Neste caso, o convocamos para gravar duas rápidas inserções do órgão Hammond e uma intervenção de Mellotron.
E a outra participação foi uma ideia de arranjo que partiu do Wilton Rentero, ao sugerir a colocação de uma flauta no trecho final, algo bem específico para ser acionado durante a segunda parte mais com feição "Prog-Rock" que aliás, fora recentemente anexada à canção.
E para cumprir tal missão, quem sugeriu a participação de um conhecido seu, foi o Osvaldo Vicino, que lembrou-se que uma amiga dele que era cantora (Ariane Salari), e inclusive fazia parte juntamente com o seu marido de uma banda que costumava tocar clássicos do Rock Progressivo setentista e nesse grupo, havia um flautista.
Dito e feito, Osvaldo acionou a sua amiga Ariane e mediante tal contato estabelecido, convidou esse rapaz e ele gentilmente veio nos atender. Em princípio, esse músico nos pediu uma definição muito clara do que queríamos e dessa forma, o Wilton Rentero escreveu a parte dele na partitura, ou seja, a ideia seria em tese, seguir a linha melódica proposta pela guitarra desenhada que ele (Wilton) mesmo criou nessa parte.
Da esquerda para a direita: o flautista convidado, Arnaldo Geretch, Osvaldo Vicino, Wilton Rentero e Carlinhos Machado. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 5ª sessão. 29 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Arnaldo Geretch foi o flautista que abrilhantou a nossa balada. E se a princípio a sua proposta foi de tocar somente aquilo que fora estabelecido na partitura, eis que na hora de gravar ele se soltou e ao improvisar, levou a flauta a estabelecer um voo livre na parte posterior final e nós todos gostamos de imediato do que ele criou. Dessa forma, a fugir da partitura pré-estabelecida, a sua contribuição foi muito boa.
Já sobre os teclados, o órgão Hammond atuou nas duas partes progressivas e no trecho final, ao conferir aquele toque Prog-Rock que queríamos para tais trechos.
Nas três fotos, alguns momentos da participação do amigo Rodrigo Hid a gravar o som do órgão Hammond e Mellotron para a nossa música "Serena". Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 5ª sessão. 29 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Sobre o Mellotron, essa foi uma ideia que se impregnou na minha imaginação desde que começamos a trabalhar no projeto do resgate, em 2020. Para ser mais exato, em 2021, quando de fato, mesmo em meio à pandemia, começamos a ensaiar em estúdios e prepararmos corpos harmônicos e mapas, ainda que provisórios para que as músicas ganhassem esqueletos para se começar a trabalhar.
Isso porque na parte de desdobrada rítmica que cai na harmonia do tom de lá maior, eu sempre achei que tal trecho lembrava demais músicas como "Space Oditty" do David Bowie e principalmente "O Toque" de Rita Lee & Tutti-Frutti.
Sugeri isso aos colegas e eles sinalizaram que poderíamos tentar tal obtenção do timbre clássico do Mellotron ultra sessenta-setentista, mas ocorreu que nos teclados do Rodrigo, esse recurso de simulação não existia e o Danilo Gomes Santos também não o tinha entre os seus plug-ins do Pro-Tools da máquina disponível no estúdio Prismathias, simplesmente porque dentre tantos timbres de teclados clássicos, esse em especial ele não tinha e assim, nós estabelecemos uma parceria e compramos juntos o programa específico de timbres do Mellotron que foi usado e ficou magnífico a meu ver (e também na percepção de todos, inclusive do Rodrigo que tocou e o adorou), e do Danilo que se surpreendeu como a escolha desse teclado em específico, que na sua percepção ficara excelente no contexto geral da canção.
Arnaldo Geretch, o nosso convidado que gravou flauta e Danilo Gomes Santos na preparação do microfone para captar o instrumento. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 5ª sessão. 29 de julho de 2024. Click e acervo: Luiz Domingues
Sessão super gratificante pelo aspecto musical e pelo clima de extrema camaradagem que ali estabelecemos com os nossos convidados, essa etapa da gravação de "Serena" nos empolgou muito quando paramos para ouvir o material gravado nessa noite de uma terça-feira.
Na primeira foto, o nosso convidado especial, Arnaldo Geretch e Osvaldo Vicino. Na segunda foto, a partitura escrita por Wilton Rentero para o Arnaldo Geretch se orientar para gravar. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 5ª sessão. 29 de julho de 2024. Foto 1: Click e cortesia de Luiz Domingues. Foto 2 de Wilton Rentero
Encerrado esse trabalho final de acabamento que ficou finíssimo para a canção, houve uma 6ª sessão marcada a seguir, mais curta e para arrematar detalhes pontuais dos nossos dois guitarristas.
Essa sexta sessão veio a ocorrer bem adiante por uma dificuldade de agenda que tivemos com o estúdio, ou seja, em 9 de setembro e foi bem ligeira, apenas para se gravar pequenas partes que não haviam sido trabalhadas por falta de oportunidade em sessões anteriores que chegaram ao limite de tempo que havíamos acordado com o estúdio.
Na primeira foto, Osvaldo Vicino a preparar a sua guitarra, enquanto Wilton Rentero o auxilia. Na segunda, Danilo Gomes Santos a preparar a posição do microfone. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 6ª sessão. 9 de setembro de 2024. Clicks e acervo: Luiz Domingues
O encerramento das gravações das quatro músicas que começamos a gravar em março de 2024, dar-se-ia com a conclusão dos backing vocals das quatro peças. Para tal, contávamos com um intrincada manobra para adequar quatro agendas distintas e muito difíceis em torno do estúdio nos oferecer uma data e horário possível que fosse compatível com as concorridas agendas de Cacá Lima e Renata "Tata" Martinelli, nossos cantores convidados e assim, a agenda mais flexível seria a do Laert. Finalmente conseguimos conciliar todas as adversidades nesse sentido e a data de 12 de setembro foi marcada para encerrarmos as gravações dessas quatro canções.
No entanto e para nos animar muito mais, entramos em uma fase das mais promissoras, pois não tivemos apenas essa boa perspectiva de conclusão da gravação das quatro canções, a abrir caminho para a finalização das mesmas, com a mixagem e a masterização. Falo sobre tais fatos a seguir!
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Vb1IknyizTI
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 2) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/K4VN21taip8
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 3) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/cUS3xZUKOuk
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 4) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Jajpuxkbnmo
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 5) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/zqozRGcRCB8?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 6) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/qPAbUPYcfJg?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 7) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/Dyj8YQs1Jw
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 8) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/OpvJVvxzpuI?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 9) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/mqERNhLscmA?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 10) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Q2qjI7efYh0
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 11) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/XHF467qQI-c?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 12) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/n6dse8ieTZk?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 13) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/IRekP92bzdQ?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 14) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/HuvZ7HY0kI4?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 15) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/DMa21W62Itg?feature=share
"Serena" - Gravação da flauta (vídeo 16) - Estúdio Prismathias de São
Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Wilton
Rentero
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtube.com/shorts/tlbQLcj40TA?feature=share
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 1) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/2zSiZAVo23I
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 2) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/JOcdeVfcJdw
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 3) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/AfAj0ZmBa24
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 4) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/CtkaNAnSnzc
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 5) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/dFox6zupcSQ
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 6) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/tvdavCt2fWA
"Serena" - Gravação do mellotron (vídeo 7) - Estúdio Prismathias de
São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/C8Y7ce0ZA60
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 1) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/dlnz-1VnBF4
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 2) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/EjIdsFqjXkI
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 3) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/OGNXGRQYAvw
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 4) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/m7KQvBSqvlU
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 5) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ZgCwELSnqPc
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 6) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/P2V7tYor_LU
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 7) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/PIj1GmrW1_E
"Serena" - Gravação do órgão Hammond (vídeo 8) - Estúdio Prismathias
de São Paulo - 5ª sessão - 29 de julho de 2024 - Filmagem e acervo: Luiz
Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/VtgR7Csxjkk






























































































































































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