Na
bandinha infantil do Grupo Escolar da Vila Olímpia, sou o terceiro, da
direita para a esquerda, na parte mais alta. Teatro Paulo Eiró, localizado no bairro do Alto da Boa Vista, zona sul de São Paulo. Dezembro
de 1968. E foi a minha primeira experiência sobre um palco, mas eu nem sonhava em ser
artista nessa época, foi apenas uma coincidência ou quiçá, algo premonitório...
Bem, está encerrada aqui, a reprodução total do texto geral, que compõe o conteúdo do meu livro autobiográfico: "Quarenta Anos de Rock", mas em breve, novos capítulos surgirão em adendo para manter a atualização da minha autobiografia. E tais novos capítulos, a enfocar as minhas atividades musicais ocorridas de abril de 2016, em diante, provavelmente farão parte de um novo livro impresso, provavelmente a ser denominado como: "Mais Rock Depois dos Quarenta", a fazer menção à continuidade da carreira após a efeméride dos quarenta anos iniciais completados.
Em atividade com Os Kurandeiros, em 2014. Click: Lara Pap
Manterei
doravante para tal construção dos adendos, uma distância considerável, para não perder o poder de escrever com uma visão macro dos fatos, que só o afastamento temporal
pode me oferecer, naturalmente.
Portanto,
está encerrado o texto geral da minha autobiografia na música,
a cobrir as minhas atividades musicais oficiais desde abril de 1976, até
abril de 2016.
Eu, Luiz Domingues em 1976, ao iniciar a minha trajetória musical. Foto: Acervo familiar
Sobre
esses quarenta anos que eu descrevi neste texto, tenho muito a agradecer a
todos que interagiram, incentivaram, ajudaram, torceram e apreciaram todos os trabalhos pelos quais eu participei.

O Boca do Céu, minha primeira banda, em foto de 1977, aproximadamente um ano depois de sua fundação. Click: Adelaide Giantomaso
Deixo aqui um
super especial agradecimento aos companheiros da jornada, ao estender
tal voto de gratidão à todos os membros oficiais das bandas pelas quais eu atuei e ainda faço parte na atualidade de 2016, aos colaboradores diretos e parceiros de composições e letras de músicas,
aos
companheiros que já partiram para uma outra dimensão, ao mencionar apenas os
que foram membros oficiais de bandas por onde passei, e até aqui, já partiram deste planeta, sete colegas (até abril de 2016): Fernando "Mu" (guitarra/voz - Terra no Asfalto), Geraldo
"Gereba" (guitarra - Terra no Asfalto), Paulo Eugênio Lima (vocalista/percussão - Terra
no Asfalto), Theo Godinho (guitarra - A Chave/The Key), Lizoel Costa
(guitarra/violão/voz - Língua de Trapo), Percy Weiss (vocalista - A Chave do Sol) e
Fran Alves (vocalista - A Chave do Sol)

Um dos poucos materiais que tenho do Terra no Asfalto, uma filipeta de um show de 1981...
Capa do compacto 'Sem Indiretas" do Língua de Trapo, lançado em 1984
Também sou grato aos músicos com os quais eu toquei em ocasiões sazonais! Aos
técnicos de som (shows ao vivo e de estúdios de gravação), técnicos de
iluminação, cenotécnicos, produtores, empresários, assessores de
imprensa, roadies, produtores fonográficos.
Capa do primeiro disco d'A Chave do Sol, um compacto simples lançado em 1984
Capa do EP d'A Chave do Sol lançado em 1985
Capa do LP The Key, d'A Chave do Sol, lançado em 1987
Capa do LP "A New Revolution", do The Key, lançado em 1990
Aos
jornalistas, radialistas, fanzineiros, agitadores culturais, produtores e apresentadores de
TV. Filmakers, produtores de vídeo-clips, equipes de filmagem de
audiovisuais, blogueiros e agitadores culturais virtuais.
Capa do LP coletânea "A Vez do Brasil", na qual o Pitbulls on Crack tem duas faixas, lançado em 1993
Capa do CD Lift Off, do Pitbulls on Crack, lançado em 1996
Aos
desenhistas, diagramadores, artefinalistas de capas & encartes de
discos, cartazes, flyers (filipetas!), cartazes de lambe-lambe,
aos
motoristas de vans, caminhões e ônibus & micro ônibus, táxis (além das
incontáveis caronas através de carros particulares de amigos abnegados), maquinistas de trens, pilotos
& tripulação de aviões, barcas e lanchas que me levaram nesses anos
todos em viagens para shows e atividades em geral, carriers e
divulgadores
de shows.
Capa do CD Chronophagia, da Patrulha do Espaço, lançado em 2000
Capa do CD Dossiê Volume 4, da Patrulha do Espaço, lançado em 2001
Capa do CD ".ComPacto", da Patrulha do Espaço, lançado em 2003
Capa do CD "Missão na Área 13", da Patrulha do Espaço, lançado em 2004
Capa do CD "Capturados ao Vivo no CCSP 2004, lançado em 2007
Aos
amigos que eu fiz nesses quarenta anos iniciais de minha carreira, aos amigos das bandas em
específico, aos amigos dos amigos e agregados dos companheiros das
bandas, aos familiares e parentes dos colegas que tanto torceram pelo
sucesso de cada banda pelas quais eu atuei, às namoradas que eu tive nesses anos todos e que me apoiaram demais na minha trajetória musical.
Capa do CD do primeiro álbum do Pedra, lançado em 2006
Capa do CD "Pedra II", do Pedra, lançado em 2008
Capa do CD "Fuzuê, do Pedra, lançado em 2015
Aos meus amigos pessoais, que tanto ajudaram (ajudam), aos
meus parentes que tanto torceram (torcem), incluso os muitos que já
partiram para uma outra etapa dimensional, mas que tenho certeza, continuam a torcer aonde quer que esteja.
E
minha família:
Papai Milton, que foi morar no céu, em 2006 e que não
ficou nada feliz por volta de 1979, quando me pressionou a largar mão do meu
sonho, mas imbuído dos mais nobres propósitos paternos, preocupado com o
meu futuro, eu sei. Eu muito me orgulho de ter a noção de que nos seus últimos anos, ele aceitou
enfim a minha decisão sobre eu ser músico e mesmo que não fosse de seu agrado
pessoal, ele ouvia os meus discos com um sentimento de orgulho.
Ana
Cristina, irmã, que quando nasceu em 1975, não sabia, mas eu já estava
na determinação de empreender esse mergulho radical na minha vida, e cresceu acostumada com um irmão
cabeludo e bem mais velho, a carregar instrumentos para todos os lugares.
E mamãe, Maria Luiza, que é a minha maior torcedora, apoiadora e pilar, sem dúvida nenhuma.
Por fim, claro que eu preciso agradecer e muito aos fãs de todos os trabalhos que realizei.
Vocês
não imaginam o quanto me alegram com as suas demonstrações de carinho nas
redes sociais da internet e muitas vezes, pessoalmente, quando me abordam
e elogiam os trabalhos, relembram com carinho das suas impressões pessoais
sobre eles e pedem para que reuniões de bandas das quais não sou mais
componente, ocorram, sob uma prova inequívoca de que tais trabalhos
marcaram época e repercutem, por anos e até décadas depois de encerrados.
Isso é uma vitória e tanto para uma luta e tanto ao longo de quarenta anos!


Na primeira foto, com o companheiro, Ciro Pessoa e na segunda, Os Kurandeiros em foto promocional de 2015
Bem,
a boa nova é que estou vivo em 2016, e espero escrever muitos adendos
ainda nesta autobiografia, portanto, conto com o apoio de todos vocês, indo
assistir ao vivo e a assistir os vídeos / ouvir os discos dos Kurandeiros e Ciro Pessoa &
Nudes, assim como eventualmente de outros
trabalhos que eu venha a fazer no futuro.
Antes
de encerrar, eu preciso agradecer a um grupo de pessoas em específico:
Tratam-se dos incentivadores mais diretos para que eu escrevesse a minha
autobiografia.
Em
primeiro lugar, Luiz Albano Francisco, que no já longínquo ano de 2006,
abriu uma comunidade na extinta Rede Social Orkut, chamada: "Luiz
Domingues".
Somente
em 2010, eu comecei a interagir na internet e em junho de 2011, graças a
tal gentileza de sua parte, Luiz Albano deixou que eu interagisse em tal plataforma da citada comunidade que
ele criou, e assim, eu comecei a escrever o rascunho primordial desta autobiografia, a utilizar tópicos
exclusivos para cada banda por onde passei. Ali foi o meu primeiro impulso.
Sobre
os tópicos em si, agradeço ao Marinho Rocker, meu amigo de Lavras-MG, que
eu conheço desde 1989 e que teve a gentileza de abrir os tópicos para eu
poder começar a escrever, além de interagir muito também, ao formular perguntas e estabelecer observações pertinentes.
Logo
que eu comecei a escrever, em 2011, amigos como Milton Medusa, Aless
Scaranto, Marcos Romano, Ricardo Aszmann, Will Dissidente, Glauco Teixeira e o meu primo,
Marco Turci, interagiram bastante com observações, perguntas e adendos
que muito me ajudaram a lembrar melhor dos fatos, para que eu pudesse escrever
a minha narrativa.
E
cabe uma menção honrosa ao Dr. Nelson Maia Netto, que ainda nos anos
noventa, já me falava que eu deveria escrever as minhas memórias. Pois está aqui,
amigo, mais de um milhão e duzentas mil palavras escritas e a história ainda terá
adendos a suprir mais um ou até mais livros! Agradeço-os, portanto, por todo o apoio que me ofertaram!
E
claro, expresso o meu muito obrigado aos leitores desta autobiografia, que também muito me incentivaram a colocar as mãos no teclado do computador e igualmente a
forçar a memória, para dessa forma funcionar sob tal determinação o ato de narrar a minha
trajetória na música, entre 1976 e 2016.
Luiz Domingues em janeiro de 2016, ao vivo com Os Kurandeiros. Click: Lara Pap
Encerro aqui a minha autobiografia geral na música, no período de abril de 1976, a abril de 2016. Doravante, aguarde por adendos.
Muito obrigado por acompanhar, amigo leitor! Até logo!
Luiz Domingues