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domingo, 25 de janeiro de 2015

Autobiografia na Música, uma Explicação Inicial - Por Luiz Domingues




Luiz Domingues em 2012, época que em que estava no início da redação do seu texto autobiográfico (iniciado de fato em 2011, mas em 2012, ainda bem no começo). Show dos Kurandeiros no Espaço Cultural Gambalaia, de Santo André / SP. Foto : Natália Eidt

Falando especificamente desse texto autobiográfico, durante muitos anos, vários amigos meus incentivaram-me a escrever minha autobiografia na música. Iniciei minha carreira em 1976, já passei por várias bandas, e tenho uma infinidade de histórias acumuladas para contar, certamente. E quem conhece-me pessoalmente, sabe que tenho uma boa memória, portanto, admirados por notarem que eu lembrava-me de detalhes remotos nas reminiscências que contava em animadas rodas de conversa, sempre ouvia alguém a dizer-me que eu deveria registrar essa memória de forma oficial, em princípio do jeito tradicional, redigido no papel, no formato de um livro. Por outro lado, considerei também que biografias de pessoas comprovadamente famosas tem seu apelo natural em termos de popularidade a outorgar-lhes respaldo suficiente para tal, e que apesar de eu ter consciência que tenho admiradores dos trabalhos que já realizei com diversas bandas por onde passei, ainda assim, aos olhos do grande público, sou um completo desconhecido, pois nunca fui um artista que transitei pelo patamar "mainstream" da música, apesar de ter chegado perto disso em alguns momentos da carreira. Sendo assim, o simples fato de demonstrar intenção em escrever minhas memórias, não sendo suficientemente famoso aos olhos da grande massa, poderia ser objeto de duras críticas, quiçá escárnio, interpretando tal iniciativa como um arroubo de presunção de minha parte.
Foto promocional individual de Luiz Domingues, da Chave do Sol, em maio de 1983. Foto : Seiji Ogawa


Ponderando os prós e os contras, cheguei à conclusão de que opinião pública a parte, os fãs dos trabalhos que cito mereciam tal relato materializado, e indo além, muitas histórias contadas não poderiam ficar circunscritas às meras rodinhas de conversas fortuitas por parte de poucas pessoas a minha volta, mas deviam ser contadas, sim. Mesmo porque, é também uma forma de reconhecimento para os companheiros de jornada e tanta gente talentosa que conheci nessa estrada. Muitos deles não tendo o respaldo que mereciam, inclusive alguns que já deixaram-nos, portanto, tal documento em forma de testemunho do que vi e ouvi de sua arte desconhecida do grande público, reveste-se como uma grande homenagem e uma fonte de pesquisa para quem interessar-se em conhecer as camadas mais obscuras da história do Rock brasileiro, e que por conseguinte, nunca são citadas na grande mídia e em alguns casos, nem na especializada e / ou alternativa. Portanto, claro que sinto-me orgulhoso por este livro ter essa missão também.

Still da quinta aparição da Chave do Sol no programa "A Fábrica do Som", da TV Cultura de São Paulo, filmado no dia 26 e exibido na TV em 30 de junho de 1984. Luiz Domingues prestes a fazer o lançamento literal do primeiro disco dessa banda... 

Outro aspecto que levei em consideração foi o fato de eu não fazer o tipo padrão, versado pela máxima : “Sexo; Drogas & Rock’n Roll”, mote de dez a cada dez biografias de Rockers, dos mega famosos aos intermediários e pequenos. De fato, não tenho uma personalidade moldada nesses parâmetros e assim, não espere deste relato, histórias calcadas decisivamente sobre os clichês do gênero. Contei o que vi e vivi entre abril de 1976 e abril de 2016, algumas vezes tratando de fatos que esbarraram em questões dessas características assim, mas longe da visão estereotipada de outros Rockers biografados ou autobiografados. Mais uma questão e tendo a ver com isso, deixei de contar muitas histórias que causariam constrangimentos a terceiros, de coisas que presenciei, exatamente para não prejudicar a imagem de ninguém. Este livro não tem nenhuma intenção sensacionalista, e jamais usaria dessa prerrogativa para chamar a atenção, expondo quem quer que seja. Tem sim alguns fatos desagradáveis ou histórias mais picantes em alguns momentos, que foram contados, mas só por serem imprescindíveis à compreensão de certas passagens e se não mencionasse-os, a história ficaria confusa ao leitor. E toda vez que eu errei e magoei alguém, aproveitei para fazer a minha "mea culpa", desculpando-me. É uma história de erros & acertos, busca de sonhos e ideais, momentos bons e ruins. Pedido de desculpas quando errei, e muita análise cultural e de contexto histórico do que pude absorver nessas quatro décadas. Obras feitas com carinho e para orgulhar-me. E também muita gratidão por ter ajuda de gente valorosa e amorosa ao meu redor, além de muitos que nem interagiram diretamente, mas dos quais sou grato pela ajuda a distância. 
Luiz Domingues com o Pitbulls on Crack ao vivo em 1994. Foto : Marcelo Rossi

Sobre como começou a determinação em escrever, demorei muito tempo para aderir à informática (2010), e dando passos lentos nesse sentido, tive o incentivo de amigos abnegados nessa empreitada, passando a escrever, enfim, as minhas memórias, numa comunidade que o amigo Luiz Francisco Albano, criou em minha homenagem na extinta rede social Orkut, denominada "Luiz Domingues". Outro grande amigo, o Mário Figueiredo Filho, popular Marinho "Rocker", abriu diversos tópicos, com cada um focando numa banda em que toquei durante a minha trajetória e com tal facilidade, pude começar a escrever o texto bruto em cada tópico criado, contando a história com vários pontos da minha cronologia pessoal, simultaneamente (outros amigos tais como : Marcos Romano; Milton Medusa; Glauco Teixeira; Marco Turci, que é meu primo e foi testemunha ocular do processo todo, acompanhando de perto; Aless Scaranto e Ricardo Aszmann, também interagiram bastante com perguntas e observações em tais tópicos e sem esquecer-me de mencionar a figura do Dr. Nelson Maia Netto, bem antes disso, por volta de 2004, ao dizer-me de forma enfática : -“escreva rápido as suas memórias, homem”...), e desde então, meados de 2011, fui desenvolvendo este texto, com eventuais observações abertas por membros da dita comunidade, além de perguntas, naturalmente, e que certamente auxiliaram-me no esforço de memória. Assim foi o início deste relato.


Luiz Domingues em ação com a Patrulha do Espaço, por volta de 2001. Autor da foto, desconhecido

Falando de minha atuação na Internet, desde que aderi ao mundo virtual com a criação de textos (não necessariamente abordando música, aliás), no meu Blog número um (Blog do Luiz Domingues, criado gentilmente pelo meu amigo Juma Durski, em janeiro de 2012), tenho reunido toda a produção de textos que escrevo para diversos Blogs de amigos. Sou colaborador do Blog Limonada Hippie. Além de já ter colaborado também com os Blogs : Rádio Blog do Juma; Blog Pedro da Veiga; Blog Planet Polêmica; Blog Futebol Apaixonante; Blog Psychedelic Girl; Rádio / Blog KFK; Blog Sou Bicho do Paraná; Blog Jukebox; Site / Blog Orra Meu; Blog Olhar Poético; Blog Rock Imortal, e Revista Eletrônica Cinema Paradiso, além das revistas impressas, Bass Player e Gatos & Alfaces.


E dentro deste conceito, comecei a publicar o texto da minha autobiografia, que estava sendo escrita no Orkut, nessa plataforma, também. Antes de começar, devo alertar que precisei fazer algumas adaptações, pois no Orkut, eu postava como membro da comunidade, e ficava um livro em produção aberta, com interatividade total dos outros membros, na base de perguntas e respostas. No meu Blog número dois, para obter inteligibilidade, tive que forçosamente fazer algumas adaptações. Eventuais observações e / ou perguntas foram respondidas diretamente no fórum de comentários, seguindo o espírito do formato "Blog". Contudo, uma questão estrutural do meu Blog 2, tornou a continuidade da narrativa um tanto quanto penosa para os leitores. Isso por que pelo fato das histórias serem contadas simultaneamente, mas enfocando fases diferentes da cronologia, e sobretudo pelo fato de ficarem intercaladas com a publicação das colunas de meus cronistas convidados, gerou uma certa confusão para os leitores. Mesmo considerando o fato de que estabeleci uma rigorosa numeração para ninguém perder-se, e claro, por tópico, para diferenciar cada fase que descrevia através de uma banda onde atuei, notei que, ainda assim os leitores perdiam-se. Portanto, resolvi abrir este meu Blog 3, para abrigar o texto, além de ter facilitado a adaptação para o livro impresso, que segue o padrão aqui apresentado. Agradeço a todos os leitores que já acompanhavam a fase inicial da criação desta narrativa, na extinta Rede Social Orkut, a qual considero o rascunho básico da autobiografia. E também aos que já acompanharam através do formato de micro capítulos no meu Blog 2. E boa leitura à você que encontra-o pela primeira vez, aqui mesmo no meu Blog 3.
Luiz Domingues ao vivo com o Pedra, em 2006. Foto : Grace Lagôa

Como sumário inicial, fica a seguinte orientação básica ao leitor, para ler todo o texto na ordem, procurando os capítulos  :


1) Introdução / Explicação Inicial + Prefácio : Minha Ligação com o Rock na Infância e adolescência

Arquivo do Blog 3  -  Janeiro 2015


2) Minha história com o Boca do Céu (incluso "Bourréebach") - 8 capítulos

Arquivo do Blog 3 - janeiro 2015


3) Minha história com o Língua de Trapo - 23 capítulos


Arquivo do Blog 3 - fevereiro 2015


4) Minha história com Trabalhos Avulsos (atividades musicais fora de bandas autorais onde atuei)  -  36 capítulos


Arquivo do Blog 3 - março 2015

5) Minha história com o Terra no Asfalto - 8 capítulos


Arquivo do Blog 3 - Abril 2015


6) Minha história com a Chave do Sol - 18 capítulos


Arquivo do Blog 3 - maio / junho / julho 2015


7) Minha história na Sala de Aulas (Período em que ministrei aulas) - 9 capítulos


Arquivo do Blog 3 - agosto 2015 


8) Minha história com A Chave / The Key - 4 capítulos


Arquivo do Blog 3 - setembro 2015


9) Minha história com o Pitbulls on Crack - 9 capítulos


Arquivo do Blog 3 - outubro 2015


10) Minha história com o Sidharta - 4 capítulos


Arquivo do Blog 3 - novembro 2015


11) Minha história com a Patrulha do Espaço - 18 capítulos


Arquivo do Blog 3 - dezembro 2015


12) Minha história com o Pedra  -  17 capítulos


Arquivo do Blog 3 - janeiro 2016


13) Minha História com Kim Kehl & Os Kurandeiros  -  4 capítulos


Arquivo do Blog 3 - fevereiro 2016

Observação : história em aberto com possibilidade de adendos no futuro 

14) Minha História com Ciro Pessoa & Nu Descendo a Escada  -  3 Capítulos


Arquivo do Blog 3 - março 2016

Observação : história em aberto com possibilidade de adendos no futuro

15) Minha história com a Magnólia Blues Band  -  4 capítulos


(Incluso Capítulo final da versão do livro impresso)  


Arquivo do Blog 3 - abril 2016


Observação : explicação sobre final do texto do livro complementando 40 anos de história, entre abril de 1976 e abril de 2016


16) Explicação sobre publicação de material suplementar ao texto oficial do livro "Quatro Décadas de Rock"


Arquivo do Blog 3  -  maio 2016


17) Textos complementares (não disponíveis na versão do livro impresso)  -  Minha Ligação com o Rock na Infância e Adolescência  -  11 capítulos (1960 a 1970)


Arquivo do Blog 3 - Junho 2016


18) Textos Complementares (não disponíveis na versão do livro impresso)  -  Minha Ligação Inicial com o Rock na infância e na Adolescência  -  5 capítulos (1971 a 1975)


Arquivo do Blog 3  - julho 2016


19) Material geral do Boca do Céu (incluso Bouréebach)


Arquivo do Blog 3  -  agosto 2016


20) Material geral do Língua de Trapo


Arquivo do Blog 3  -  setembro 2016


21) Material geral dos Trabalhos Avulsos


Arquivo do Blog 3  -  outubro 2016


22) Material geral do Terra no Asfalto


Arquivo do Blog 3  -  novembro 2016


23) Material geral da Chave do Sol


Arquivo do Blog 3  -  dezembro 2016


24) Material geral da Sala de Aulas


Arquivo do Blog 3  -  janeiro 2017


25) Material geral d'A Chave / The Key


Arquivo do Blog 3  -  fevereiro 2017


26) Material geral do Pitbulls on Crack


Arquivo do Blog 3  -  março 2017


27) Material geral do Sidharta


Arquivo do Blog 3  -  abril 2017


28) Material geral da Patrulha do Espaço


Arquivo do Blog 3  -  maio 2017


29) Material geral do Pedra


Arquivo do Blog 3  -  Junho 2017


30) Material geral de Kim Kehl & Os Kurandeiros


Arquivo do Blog 3  -  julho 2017


31) Material geral de Ciro Pessoa & Nu Descendo a Escada 


Arquivo do Blog 3  -  agosto 2017


32) Material geral da Magnólia  Blues Band


Arquivo do Blog 3  -  setembro 2017


De outubro de 2017 em diante : atualizações da carreira + material narrativo suplementar (crônicas da autobiografia e outras criações) + material visual / auditivo suplementar (resgate de materiais antigos & raros + material de trabalhos construídos após abril de 2016)


Aproveito para agradecer também aos companheiros de jornada que auxiliaram-me com dicas em correções pontuais, onde minha memória falhou ou estava equivocada em alguma interpretação e / ou menção a fatos; datas e pessoas. Destaco Laert Sarrumor; Osvaldo Vicino e Fran Sérpico (grato por digitalizar o super-8 de 1977 !!), e que muitas vezes auxiliaram-me com dados sobre o Boca do Céu, e no caso do Laert, também com o Língua de Trapo; Chris Skepis e Jason Machado, que forneceram-me dados sobre o Pitbulls on Crack; Rubens Gióia, José Luiz Dinola e Beto Cruz pela Chave do Sol, e no caso do Beto, também pela A Chave / The Key. Rodrigo Hid ajudou bastante no caso do Sidharta; Patrulha do Espaço e Pedra. Aru Junior deu-me dicas valiosas sobre o Terra no Asfalto. Adelaide Giantomaso com dicas sobre o Boca do Céu. E o poeta Julio Revoredo também ajudou-me bastante sobre todo o período que acompanha-me como amigo e atua como parceiro e colaborador direto de muitas bandas por onde passei. Emmanuel Barreto, meu primo, também colaborou com apoio através de seu site cultural Orra Meu, resgatando material raro das bandas onde atuei. Por fim, agradeço muito à produtora cultural Jani Santana Morales, que empreendeu esforços significativos para enriquecer a autobiografia nos meus Blogs da Internet, ao resgatar inúmeros vídeos e material de áudio raros, e que prontamente anexei ao material virtual.
Especial de rádio ao vivo com Os Kurandeiros, em outubro de 2015. Foto : Lara Pap

Falando exclusivamente do livro impresso, agradeço a Cesar Benatti, que gentil e entusiasmadamente engajou-se no projeto, providenciando toda a parte técnica da formatação, englobando diagramação e lay out geral da parte gráfica, incluso a arte da capa. Sergio Rocha, que também participou com grande empolgação do processo técnico da formatação / diagramação e apoio Rocker como adendo, incluso, além da formatação do texto bruto para a versão "E-Book". Carlota pela revisão gramatical e ortográfica (refiro-me ao livro impresso e versão "E-Book"), meu muito obrigado, igualmente. E Walter Possibom, músico; médico & escritor, que deu-me dicas e apoio logístico no campo editorial, em relação ao livro impresso. 

 
Bem vindos à minha autobiografia na música, denominada oficialmente, "Quatro Décadas de Rock", finalmente adaptada num livro impresso tradicional e igualmente para Blogs da Internet, onde acumulei muitas histórias, algumas engraçadas, outras tristes. Mas no cômputo geral, quero crer que deixo ao leitor, a certeza de que busquei meu sonho primordial desde o início, e não esmoreci, mesmo diante das adversidades. Portanto, quero passar essa mensagem subliminar : não desista do seu sonho, mesmo que digam-te que você é um louco, por considerar-se um cavaleiro a fincar lanças em moinhos de vento, imaginando ser um dragão mitológico, pois patéticos são eles, que não enxergam o lúdico por trás da capacidade de mover-se por um ideal...
 
Luiz Domingues em 1976, quando iniciou sua aventura Rocker... Foto : acervo familiar

Fecho os olhos e começo a sonhar. Transporto-me à um lugar onde é o suficiente para fazer todo o sentido.

Ah se você soubesse...esse lugar é o do consenso geral, o lugar da grande revirada, de astrais altíssimos. Lugar onde os mestres ensinam os seus pupilos com carinho, voando pelo desconhecido onde não há tempo e nem espaço. Onde as notas musicais e as cores significam a mesma coisa. Onde tudo faz sentido por uma linguagem única, e que todos entendem. Mais que isso, sentem-na e isso é terra no asfalto a sedimentar a labuta inicial. Quando o humor que faz pensar leva-nos ao Instante de Ser, onde deve ser bom ter um amor a vista. Certamente perto das dezoito horas acha-se uma luz, que em um minuto além reverte-se na certeza de que a chave é o show. Hora de ensinar o que já aprendi aos mais jovens...dúvidas, perguntas ? É um paraíso paralelo onde as noites ficam sob a luz do luar e não preocupe-se, pois a secretária eletrônica anotará os recados que a tripulação da nave ave trouxer dessa terra de mutantes, plena de vontade de fazer a retomada. Hora de voar pelo céu elétrico, pois tudo vai mudar e este ser, um certo Senhor Barinsky, não é um homem carbono, mas sim alguém que buscou as sendas astrais, descortinou o véu do amanhã, pulou de um trampolim e mergulhou no pote de Pokst... vai escutando... porque sou mais feliz e assim, minhas projeções são de estar longe do chão num mundo abstrato concreto onde o que importa é a luz da nova canção. Aqui não tem problemas, ao contrário, eu vi um anjo acabar de passar anunciando que a festa dura a noite inteira. Tenho planos audaciosos, fui convidado a jogar uma partida de xadrez cósmico, talvez um boliche sideral. Ouço os blues das raízes chamando-me, eu tenho meu trabalho, mojo... faz frio, mas tenho o fogo primordial sempre comigo. A linguagem é uma só lembra-se ? Esse fogo não apaga-se nunca... assim é o Rock. Bem vindos ao Blog Luiz Domingues 3, dedicado exclusivamente à minha autobiografia !!

Seja Feliz !
 
Luiz Domingues ao vivo com Os Kurandeiros, em 2016. Foto : Juja Kehl
 

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