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sexta-feira, 6 de março de 2015

Trabalhos Avulsos - Capítulo 28 - Supernova & Molho Inglês (Produção de Estúdio): Ficou apenas pela Conversa Inicial - Por Luiz Domingues

Depois dessa ajuda ao "Eternal Diamonds", eu tive uma aproximação com o guitarrista e compositor, Carlos Fazano, que gerou algumas parcerias entre nós, e por conta disso, eu quase tive uma outra atuação como produtor de estúdio. Eu o conhecia desde 1987, e sabia de seus esforços para encontrar um lugar ao sol na carreira artística, desde então.
Capa da demo tape, "O Sonho da Flor Impossível",  esforço em prol da carreira solo de Carlos Fazano

Por volta de 1995, ele gravou uma demo-tape com o seu material, e tentou com isso, pleitear produzir um disco solo com tal cartão de visitas para possíveis produtores interessados em investir em seu trabalho, no entanto, insatisfeito com o resultado, Carlos decidiu montar uma banda ao invés de se aventurar em carreira solo e tentar dessa forma, coletivamente, ascender em sua aspiração para construir uma carreira artística. 
 
Para tanto ele a batizou como: "Supernova", inspiração clara no "Oasis", banda inglesa que mostrava-se o maior expoente da onda em voga do "Brit-Pop" nos anos noventa, e ele a adorava. Dessa forma, Carlos lutou e persistiu com tal banda, com mudanças de formação etc. 
 
Por volta de 1998, estabilizou uma formação que contava com o baixista, Alexandre "Leco" Peres Rodrigues, meu aluno, e que fora obviamente, uma indicação de minha parte e também com o guitarrista, Vicente Carrari, levado pelo Alexandre e mais um baterista que arrumara por anúncio, e cujo nome me esqueci. 
 
Com essa formação mais firme, chegou a montar um repertório, e em pelo menos três músicas, eu colaborei como parceiro. Com o Sidharta a ensaiar a todo vapor, em 1998, o "Supernova" animou-se, e chegou a esboçar vontade para gravar o seu material. Contudo, problemas internos minaram tal perspectiva, e a banda rachou. 
 
Da sua dissidência, Alexandre e Vicente fundaram o "Molho Inglês", que também chegou a cogitar chamar-me para ajudá-los em estúdio, mas assim como o Supernova, não passou de uma reunião de pré-produção, pois os rapazes estavam descapitalizados naquele instante.

O Alexandre "Leco" persistiu com o "Molho Inglês" por um tempo, mas na segunda metade dos anos 2000, formou o Klatu, com a sua esposa, Carolina Arantes, nos vocais.

O Klatu em ação, com Alexandre ao baixo e a vocalista, Carol Arantes ao seu lado 

O Carlos manteve proximidade comigo até 2000, depois repentinamente desapareceu, e muitos anos depois, soube por um amigo em comum, que alegara ter brigado comigo, e afastado-se.
Fiquei atônito com essa informação, pois não lembro-me de nenhuma briga ou rompimento. E também descobri que ele culminou em lançar um CD do "Supernova", e incluiu músicas em que eu fui parceiro, sem no entanto, dar-me o crédito dessas composições. Paciência...

Pouco tempo depois, eu soube que logo no início dos anos 2000, ele teve que mudar o nome da banda por problemas com o registro do INPI, e dessa forma, mudou para outro nome baseado em uma outra música do Oasis. 
 
Foi assim então, a tentativa de produção de estúdio das bandas: "Molho Inglês" e "Supernova", que não logrou êxito, a ficar apenas nas reuniões preliminares de pré-produção. 
O meu próximo trabalho avulso foi pitoresco, pois é computável nessa categoria, mas ao mesmo tempo foi uma atividade da minha banda autoral da ocasião, Patrulha do Espaço. Deu para entender? Não? Pois leia o capítulo em questão, pois está tudo bem explicado e foi muito prolífica essa atividade.

Continua...
 

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